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Capital

Advogado alvo de operação é suspeito de integrar organização criminosa

Segundo o delegado Hoffman, o celular dele foi apreendido e já há elementos suficientes para indiciá-lo

Por Viviane Oliveira e Bruna Marques | 26/10/2021 12:34
Policiais durante mandado de busca e apreensão em endereços de alvos da operação. (Foto: Henrique Kawaminami)
Policiais durante mandado de busca e apreensão em endereços de alvos da operação. (Foto: Henrique Kawaminami)

O advogado alvo de mandado de busca e apreensão da 2ª fase da Operação Ouro Branco, deflagrada na manhã desta terça-feira (26) pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), é suspeito de integrar organização criminosa. No total, são 80 mandados de prisão e de busca e apreensão.

Segundo o delegado Hoffman D'Ávila Cândido, o celular dele foi apreendido e já há elementos suficientes para indiciá-lo. O nome dele não foi divulgado. O mandado de busca e apreensão foi acompanhado pela Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul). Mais detalhes sobre o assunto não foram divulgados, porque o processo tramita em segredo de Justiça.

“São vários veículos apreendidos, vários presos que praticam agiotagem e que promovem o financiamento do tráfico de drogas. Vamos começar a trabalhar para atacar o patrimônio dos investigados para enfraquecer essa quadrilha”, explicou a autoridade policial. A operação será finalizada nesta semana com as oitivas de todos os presos e alvos dos mandados de busca e apreensão. Os investigados são suspeitos de integrar a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Delegado Hoffman D'Ávila Cândido explicando sobre a operação. (Foto: Herique Kawaminami) 
Delegado Hoffman D'Ávila Cândido explicando sobre a operação. (Foto: Herique Kawaminami) 

Segundo o delegado, hoje foram cumpridos dois dos cinco mandados de prisão de alvos que já estão presos no complexo penitenciário, localizado no Jardim Noroeste. “Eles já estão presos pela Denar, investigados por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa”, disse. A investigação aponta que de dentro da cadeia, esse grupo chegava a lucrar de R$ 70 a R$ 200 mil com o tráfico de entorpecente.

Outro suspeito, que fazia parte da organização criminosa, foi preso em Corumbá com apoio da Polícia Federal. Ele era quem trazia cocaína da Bolívia para abastecer Campo Grande e outras cidades. Munições importadas e de calibre 380 também foram apreendidas nesta manhã na casa da irmã de um preso.

A primeira fase da operação desencadeada na segunda-feira passada prendeu 21 pessoas. Entre elas, estão o policial militar reformado Carlos Alberto Rocha, 57 anos, que cumpre pena no semiaberto por homicídio, o policial penal Emerson Adolfo Scipião, 38 anos, Ronaldo Aparecido Paulo de Souza, 40 anos, conhecido como “Roninho Abadia PCC” ou “PCC”, e Luciano de Souza Barbosa, o “Pequinês”, 36 anos.

Eles também são investigados por abastecer o Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima, com bebidas, drogas e celulares. Para entrar com os produtos no presídio do Complexo Penal do Jardim Noroeste, o grupo usava o fundo falso do caminhão de lixo da unidade.

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