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Capital

Antecipar 2ª dose evitou falta de vacina, mas em agosto intervalo será maior

A partir de agosto, intervalo entre primeira e segunda dose da Astrazeneca volta a ser de 90 dias

Por Paula Maciulevicius Brasil | 21/07/2021 15:33
Enfermeira administra dose a ser aplicada no Guanandizão. (Foto: Marcos Maluf)
Enfermeira administra dose a ser aplicada no Guanandizão. (Foto: Marcos Maluf)

Foram 15 dias sem Astrazeneca e nem a pausa foi suficiente para atrasar a segunda dose da vacinação na Capital. Como estratégia, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) resolveu antecipar o calendário depois de ver o quanto diminuiu a média de repasse do imunizante.

"Você tinha em abril, maio e junho uma média de 30 milhões de doses para distribuir para o Brasil inteiro, depois quando passa para julho, agosto e setembro, você tem uma média de 7 milhões. Quem tomou em abril, quando fosse chegar julho não teria a segunda dose", explica o titular da Sesau, José Mauro Filho.

A estratégia da Prefeitura foi então de antecipar, ponto que o secretário afirma não só ter dado certo como ainda diminuiu a abstenção na segunda dose.

"Se não tivéssemos feito assim já estaríamos atrasados. Era para estar com 15 dias de atraso da Astrazeneca. Essa percepção a população não teve porque adotamos o adiantamento", reforça.

O secretário também diz que observou diminuição da abstenção e relaciona com a proximidade entre primeira e segunda dose. "As pessoas vacinam mais quando você diminui o intervalo. Tivemos uma grande redução na ausência das pessoas quando diminuímos o prazo", fala.

Na bula, o intervalo recomendável da Astrazeneca é de 90 dias, mas a aplicação no município foi feita com 60 dias. "Com três meses o paciente já fica numa situação de conforto, ele acredita que se não pegou, não pega mais a doença e que está seguro", descreve José Mauro.

A antecipação além de resolver o problema do número menor de doses, tem maior adesão, logo o município tem uma população com o ciclo vacinal completo. "Quando você tem a imunização completa, se tem maior proteção contra a variante Delta por exemplo", diz.

O secretário elenca ainda como "contra" a questão de se perder um pouco o efeito da primeira dose quando se diminui o prazo, mas a medida vai mudar depois do posicionamento do Ministério da Saúde.

Em agosto o intervalo entre a primeira e a segunda dose vai voltar a ser de 90 dias, depois da decisão do Ministério da Saúde. "Esse mês a gente ainda vai manter para completar a vacinação de grupos importantes como dos professores, que estão se vacinando para o retorno às aulas, mas a partir do mês que vem vai espaçar um pouco mais para ajustar o calendário acordado com o Ministério da Saúde", finalizou.

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