Apesar de antigos, prédios no Centro não aparentam riscos, avaliam moradores
Os edifícios mais velhos apresentam pintura gasta e infiltrações, mas sem danos graves
Depois da queda de parte do revestimento da parede do Condomínio Edifício Irmãos Salomão sobre uma clínica dentária na Rua 14 de Julho, a pergunta é: outros prédios antigos do Centro correm o mesmo risco? Aparentemente não, e quem convive na região — mora ou trabalha — diz que pouco sabe sobre acidentes e danos decorrentes de quedas de ladrilhos ou parte do reboco.
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A reportagem percorreu as ruas centrais da Capital, e sim, há muitos prédios antigos e precisando de reparos, com a pintura gasta e infiltrações, mas danos graves, ao menos por fora, não são aparentes. Na esquina da Rua Barão do Rio Branco com a 13 de Maio, o Edifício Rachid Neder é dos mais antigos da cidade, com 15 andares e erguido na década de 60.
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Com a mesma idade, o zelador do prédio, Ruberval Costa, afirma que há manutenção frequente no local e que até hoje não soube de danos que pudessem expor as pessoas ou imóveis próximos a risco. “Aqui ainda tem marquise, o que é proibido nos prédios de hoje em dia. Então assim, qualquer coisa que caia, tem a marquise pra proteger”, comentou.
Na parte externa visualizada pela reportagem, alguns ladrilhos de parapeitos estavam soltos e havia também algumas fissuras no concreto das janelas. Moradora do local, a advogada aposentada Helga Fischer, 80 anos, afirmou que não tem do que reclamar. “Aqui é tudo ótimo e não me lembro de nenhum acidente”, afirmou. Ela mora no edifício há pelo menos 20 anos.
Outros locais avistados pela reportagem com alguns danos foram o Condomínio Edifício Satélite, na esquina da 13 de Maio com a Dom Aquino, onde funcionou agência do Banco do Brasil e o Edifício Nakao, onde na parte de baixo fica a loja de calçados Passaletti. Este último foi erguido em 1948. Em ambos, partes abaixo das janelas estão com revestimento falho ou danificado.
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