Apesar de desfalque milionário, “obras seguem normalmente”, garante HVM
Esquema de furto e superfaturamento causou prejuízo de R$ 5 milhões à construtora

O prejuízo de R$ 5 milhões em canteiro de obras da HVM Incorporações em Campo Grande não afetou o cronograma das construções em andamento. A empresa garante que prazos estabelecidos serão cumpridos, bem como os padrões construtivos acordados com os clientes.
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Dona de ao menos 10 empreendimentos na Capital, prontos ou não, a construtora de origem campo-grandense sofreu desfalque milionário com esquema de furto de insumos e superfaturamento de serviços descoberto há cerca de seis meses. Engenheiros, empresários e um almoxarife são investigados e, nesta terça-feira (3), foram alvo da Operação Abalo Sísmico, desencadeada pela Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros).
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Por meio da assessoria de imprensa, a HVM informou, contudo, que “suas operações e obras seguem normalmente, sem qualquer impacto em prazos, cronogramas ou padrões construtivos”. “Todos os empreendimentos mantêm rigorosamente os elevados critérios de qualidade, segurança e controle técnico que caracterizam a atuação da HVM no desenvolvimento de projetos de alto padrão”, completou.
A incorporadora também afirma que está colaborando com as investigações. “A HVM informa que mantém uma postura permanente de transparência e colaboração com as autoridades competentes, prestando todos os esclarecimentos sempre que formalmente solicitada, dentro dos preceitos legais”.
A nota reafirma que clientes não serão afetados. “A HVM reafirma, assim, seu compromisso com a entrega de empreendimentos que atendem aos mais altos níveis de qualidade, desempenho e confiabilidade, pilares que sustentam sua reputação e relacionamento com clientes, parceiros e a sociedade”.
A operação – A Operação Abalo Sísmico foi às ruas para cumprir 11 mandados de busca e apreensão em residências e empresas em Campo Grande (MS) e Votorantim, Campinas e Sorocaba, no interior de São Paulo. Seis alvos das investigações também foram comunicados de restrições impostas pela Justiça, como a proibição de se comunicarem entre eles, para que não fossem presos.
Um deles, Francisco Sobreira Pita Neto, dono de transportadora e empresa de aluguel de maquinário na Capital, foi preso por posse ilegal de arma. O empresário foi solto ontem mesmo após pagar fiança e o advogado dele preferiu não se manifestar a pedido da família.
De acordo com as investigações, superfaturamento de orçamentos e furtos de material que deram prejuízo milionário à incorporadora aconteceram em canteiro de obras no Jardim dos Estados. A HVM tem quatro empreendimentos no bairro, dois deles em construção e outros dois já terminados.
O edifício Downtown Boutique Studios, que ainda está sendo erguido, terá 22 andares com 220 moradias na modalidade estúdio, com tamanhos de 36 a 52 metros quadrados. Já o prédio Anthology está sendo construído com 21 andares e imóveis residenciais de até 167 metros quadrados, além de 29 salas comerciais de até 229 metros quadrados. Um apartamento neste último edifício está anunciado por R$ 2.230.000,00.
Ainda no Jardim dos Estados, a empresa ergueu os condomínios Dom e Três Meia Zero. No último, um apartamento custa R$ 1,3 milhão.
A empresa não informou qual empreendimento foi alvo dos investigados, mas segundo a polícia, trata-se de obra iniciada há cerca de 1 ano.
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