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Capital

Apontados como “parceiros” de traficantes, policias são transferidos pela PM

Presos pelo Gaeco, sargento e cabos vão passar por audiência de custódia hoje

Por Aline dos Santos | 29/05/2026 09:10
Apontados como “parceiros” de traficantes, policias são transferidos pela PM
Dinheiro apreendido pelo Gaeco durante a Operação Janus. (Foto: Divulgação)

A PM (Polícia Militar) transferiu policiais que foram alvos da Operação Janus, deflagrada ontem (dia 28) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

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A Polícia Militar transferiu três policiais presos na Operação Janus, do Gaeco, para o Presídio Militar Estadual, em Campo Grande. O sargento Marcos Augusto Barbosa e os cabos Thiego Vianna e Hudson Ferreira, lotados em Ribas do Rio Pardo, são acusados de integrar esquema de tráfico de drogas com criminosos locais, além de praticar agiotagem. A investigação durou 14 meses e resultou em quatro prisões preventivas e 11 mandados de busca.

A movimentação foi registrada no Diário Oficial do Estado. Por inconveniência da permanência na unidade de origem, no caso Ribas do Rio Pardo, os policiais foram transferidos para o PME (Presídio Militar Estadual), em Campo Grande.

A decisão é sobre três policiais, lotados na 13ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar): o segundo sargento Marcos Augusto Barbosa e os cabos Thiego Rodrigues Vianna e Hudson Luiz Garajo Ferreira.

Presos na operação do Gaeco, os policiais vão passar por audiência de custódia na manhã desta sexta-feira (dia 29).

A partir de denúncias apresentadas à Promotoria de Justiça de Ribas do Rio Pardo, a investigação revelou que alguns policiais militares se uniram a traficantes locais para o comércio ilícito de entorpecentes.

O trabalho investigativo, que perdurou por 14 meses, demonstrou que os agentes públicos protegiam os criminosos com os quais firmavam parceria, permitindo que comercializassem drogas livremente e até chegavam a usar violência contra inimigos desses traficantes parceiros.

Além disso, forneciam drogas para que esses comparsas revendessem, com posterior repasse de lucros. As drogas chegavam a ser desviadas de apreensões realizadas em flagrante, inclusive após informações repassadas pelos próprios “sócios”.

Também foi apurado que alguns policiais militares investigados atuavam na prática ilícita da agiotagem e na cobrança de dívidas entre terceiros, quando eram contratados para empregar ameaças contra os devedores, valendo-se da condição de servidores da segurança pública.

A operação cumpriu quatro mandados judiciais de prisão preventiva e 11 de busca nas cidades de Campo Grande e Ribas do Rio Pardo. A ação teve apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Estado.

Ontem, a PM informou a abertura de procedimentos administrativos internos para apurar a suspeita de participação no tráfico de drogas e em esquema de agiotagem.

Janus, nome da operação, faz referência ao deus romano de duas faces, o que simboliza a inversão de papéis verificada na investigação.

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