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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

18/06/2018 08:09

Após 21 dias internado, baleado em abordagem policial morre no hospital

O caso aconteceu na Avenida Mato Grosso, entre as ruas Rui Barbosa e 13 de Maio, no dia 28 de maio

Geisy Garnes
Perícia no local do crime (Foto: Kleber Clajus)Perícia no local do crime (Foto: Kleber Clajus)

Luiz Eduardo Faria, de 34 anos, baleado na cabeça após reagir a uma abordagem policial, morreu na noite deste domingo (17) após 21 dias internados na Santa Casa de Campo Grande. Suspeito de cometer outros oito roubos no centro da Capital, o paciente deu entrada na unidade na tarde dia 28 de maio.

O caso aconteceu na Avenida Mato Grosso, entre as ruas Rui Barbosa e 13 de Maio, logo após Luiz roubar um celular e fugir em uma motocicleta. Segundo a polícia, depois do crime testemunhas chamaram atenção de um policial civil que estava de folga e passava pelo local de carro.

O policial, que estava em mão oposta, fez a conversão na rua Rui Barbosa e alcançou Luiz. Em depoimento, o investigador contou que percebeu que a moto não tinha chave e por isso impediu a passagem do suspeito. Concluindo se tratar de um furto, ele ordenou que o suspeito colocasse as mãos na cabeça e encostasse na parede para ser revistado.

Ainda de acordo com as informações policiais, assim que o investigador desceu do veículo, deu nova ordem para Luiz, que tentou baixar o pé da moto, mas não conseguiu. O suspeito então soltou o veículo, sacou uma arma e atirou contra o policial, errando o disparo. O investigador reagiu, atingiu o assaltante com um tiro na cabeça.

Luiz deu entrada na Santa Casa em estado grave, ficou internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), sedado e entubado, por 21 dias e morreu às 18h08 deste domingo. Faria, era natural de Minas Gerais e não tinham passagens pela polícia até a data do crime, quando passou a ser investigado por pelo menos outros oito roubos no centro da cidade.

Comparsa - Segundo informações do boletim de ocorrência, no momento em que o policial civil abordou Luiz, uma segunda pessoa que estava próxima a ele fugiu de motocicleta em alta velocidade.

O suspeito não foi identificado, mas dias após o crime, a família de Oblidas Sprindi Jozias Mariano, vulgo “Febem” entrou em contato com o Campo Grande News e afirmou que o rapaz estava com Luiz Eduardo no momento da abordagem policial.

Se identificando como irmã de Oblidas, a mulher afirmou que os dois suspeitos eram amigos e estavam juntos. Para a família, a parente também foi ferido durante o confronto, mas conseguiu fugir. Ele recebeu atendimento no Hospital Regional e morreu no dia 6 deste mês, após uma semana internado.

Oblidas, que tinha extensa ficha criminal, inclusive por crimes hediondos, deixou o Presídio de Segurança Máxima no 10 de fevereiro de 2018. No Facebook, Oblidas ainda realizava postagens relacionadas à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

 

Oblidas, que era conhecido como Febem tinha extensa ficha criminal, inclusive por crimes hediondos. (Foto: Facebook/Reprodução)Oblidas, que era conhecido como "Febem" tinha extensa ficha criminal, inclusive por crimes hediondos. (Foto: Facebook/Reprodução)


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