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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

16/07/2014 11:00

Após décadas, Santa Casa assume hemodiálise e economiza 15%

Aline dos Santos
Hospital retomou serviço terceirizado há quinze anos. (Foto: Cleber Gellio/Arquivo)Hospital retomou serviço terceirizado há quinze anos. (Foto: Cleber Gellio/Arquivo)

Com previsão de reduzir os custos em 15%, a Santa Casa de Campo Grande assumiu neste mês o serviço de hemodiálise, que há pelo menos 15 anos era terceirizado. Em 2005, relatório do Denasus, setor de auditoria do Ministério da Saúde, apontou o repasse do serviço com um dos principais problemas de gestão da instituição.

De acordo com o diretor-presidente da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), Wilson Teslenco, o contrato com a empresa Indor (Instituto de Doenças Renais) terminou em junho. A associação administra o hospital, que é o maior do Estado.

Durante a entrevista coletiva, realizada nesta quarta-feira, a direção não informou o valor do contrato. “Não teve interrupção do serviço. Trocamos o pneu com o carro andando. A mudança foi feita em um final de semana”, diz.

Foram adquiridas 28 máquinas para hemodiálise (processo de filtragem do sangue). Segundo o diretor técnico do hospital, Luiz Alberto Kanamura, o objetivo é abrir terceiro turno e ampliar a oferta para 180 atendimentos. Atualmente, são atendidos 97 renais crônicos. “O serviço foi reestruturado para aumentar a oferta”, afirma o diretor.

Assumir a hemodiálise faz parte de uma série de ações para a retomada dos transplantes de rim. O procedimento foi suspenso em dezembro de 2013 e voltou a ser autorizado pelo Ministério da Saúde no dia 11 de julho deste ano. Contudo, segundo Teslenco, a retomada das cirurgias pode levar até seis meses.

Espera - Nesse período, os pacientes terão atendimento ambulatorial e atualização de exames. Já os médicos vão passar por capacitação. Parte vai para São Paulo e os demais devem ser treinados por uma equipe vinda de Brasília. “A equipe é multidisciplinar, com médicos, enfermagem, fisioterapeuta, nutricionista”, explica Kanamura. Os primeiros transplantes serão acompanhados por profissionais de fora do Estado.

Em 2013, a Santa Casa realizou 45 transplantes de rins, com registro de sete mortes. Três óbitos foram entre setembro e outubro. As mortes seguidas ocorreram por conta de um doador com uma bactéria não identificada antes da cirurgia. Em 2012, o hospital realizou 44 procedimentos. A estimativa é que 400 pessoas esperam por transplante de rim no Estado.

A direção informou que nos últimos sete meses foram captados rim, córnea e válvula cardíaca. Neste caso, a comissão estadual de transplante é acionada para a busca de receptor.

Coração – A Santa Casa espera aval do Ministério da Saúde para retomar o transplante de coração. A autorização ainda não foi renovada e nem há previsão de retorno. “Precisa estar com o de rim muito bom para pensar no transplante de coração”, afirma o diretor técnico.

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