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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018

30/08/2013 11:26

Após demolição "com as próprias mãos", morador procura Defensoria

Evelyn Souza e Aline Santos
Moradores perderam tudo. (Foto: Cleber Gellio)Moradores perderam tudo. (Foto: Cleber Gellio)

Sem ter onde morar e abrigado na casa da mãe, o mototaxista Eber Miranda Bueno, 30 anos, procurou a Defensoria Pública na manhã desta sexta-feira (30), na Capital. Eber era morador de uma das seis casas que foram demolidas no Bairro Nossa Senhora Aparecida, na região da Vila Nasser, na última quarta-feira (28). 

A destruição aconteceu após um ataque de fúria do comerciante Gilmar Gobbi, que decidiu fazer "Justiça com as próprias mãos". Isso porque as famílias invadiram o terreno, que segundo o comerciante, é dele. 

Gilmar pegou uma pá-carregadeira e fez a desocupação por conta própria. Após a demolição, o cenário era de destruição no local.

Durante reunião com Defensor Público, Eber disse que muitas pessoas estão desabrigadas, pedindo ajuda de vizinhos. Bastante abalado, o mototaxista que morava sozinho na casa, diz que perdeu tudo e que o momento mais difícil, foi ver o trator tentando derrubar a casa de uma mulher recém operada. “Ela não conseguia se levantar, não conseguia sair de lá e mesmo assim, ele queria destruir”, conta.

O Defensor Público, Amarildo Cabral, disse que vai entrar com uma liminar na próxima semana, para assegurar o direito de posse às famílias e pedir indenização. “Ele pode ser responsabilizado por crime de dano e exercício arbitrário das próprias razões e também por colocar em risco a vida das pessoas”, explicou o defensor.

O terreno onde as casas foram construídas, foi invadido há três anos. Segundo Eder, o local não tinha energia elétrica e a informação que eles tinham era de que pertencia a uma idosa, que não tinha condições de pagar os impostos.

“Estávamos tentando negociar com ela, mas daí veio esse Gilmar que não tem nenhum documento, mas diz que ganhou o terreno como herança”, diz.

O comerciante suspeito de ter derrubado casas foi encaminhado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), do centro. Lá, segundo o morador, disse que a Justiça é muito lenta e por isso decidiu fazê-la com as próprias mãos.

No dia do acontecido, vários moradores foram detidos porque estavam agredindo o suspeito. Entre eles, Eder, que pretende agora levar um abaixo assinado para os moradores, pedindo para que Gilmar seja punido e para que eles possam permanecer no local. "Queremos voltar, reconstruir", concluiu. 



No PARQUE DOS PODERES tem bastante área sem casa, sem muros e sem cercas...

Sr Eder Miranda convoca todos os "desabrigados" e vão ao P.dos PODERES e constroem suas casas por lá...acredito que vcs não conseguem levantar o primeiro tijolo, já tem Policia pra expulsar todos.
 
Luciano Silgueiros em 30/08/2013 21:44:05
Está virando moda, invadir propriedade alheia e sair de coitadinho por ai...vão trabalhar povo pra conquistar bens com o seu próprio suor.
 
Luciano Silgueiros em 30/08/2013 21:38:38
Pq nao vao trabalhar e comprar um terreno como todo muito, fica facil invadir propriedade dos outros.
 
Adriano Volpini em 30/08/2013 13:08:28
ORA, TODOS OS INVASORES SABIAM QUE O TERRENO NÃO LHES PERTENCIAM, SOB O PRETEXTO DE QUE A PESSOA QUE DETINHA A POSSE DO MESMO NÃO TINHA CONDIÇÕES DE PAGAR OS IMPOSTOS, ESPERTAMENTE INVADIRAM E AGORA SE CONSIDERAM OS DONOS, DESSE JEITO É FÁCIL ARRUMAR MORADIA.
 
EDILSON MARCELO DE CASTRO em 30/08/2013 12:25:19
...quer dizer Sr. Eber Miranda, se a gente ver um terreno vazia podemos chegar e construir nossa casinha e fica por isso mesmo? Por que não fazer que nem os demais resto da população, compra-se um trreno e depois começar a construir....Pelo o que li nas reportagem o Sr. Gilmar paga direitinho os impostos...já tinha pedido VÁRIAS vezes para que desocupassem a áerea + ninguém assim fez....que tal se vcs. moradores pagassem aluguel pro Sr. Gilmar?????
 
maria antonia em 30/08/2013 12:13:27
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