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Capital

Assassinato de moradora que há 40 anos vivia no bairro chocou vizinhos

Catarina Marquesi foi encontrada pela filha morta, amarrada e amordaçada na manhã desta terça-feira (4)

Por Ana Paula Chuva e Clayton Neves | 04/05/2021 14:39
Casa onde Catarina foi morta, amarrada e amordaçada. (Foto: Kisiê Ainoã)
Casa onde Catarina foi morta, amarrada e amordaçada. (Foto: Kisiê Ainoã)

Considerado um bairro calmo pelos moradores, o assassinato da artista plástica Catarina Maria Marquesi Moreira chocou a vizinhança da Rua João Pessoa, no São Francisco, na manhã desta terça-feira (4). Aos 72 anos, ela foi encontrada pela filha, morta, amarrada e amordaçada na casa onde morava há 40 anos.

Catarina era conhecida como uma pessoa tranquila pelos vizinhos, que ainda pela manhã não viram nenhuma movimentação estranha na rua, até a chegada das equipes da Polícia Civil.

“Foi tudo muito inesperado. Acordei às 7h a rua estava tranquila. Sai e deixei minha mãe varrendo o terreno na frente da casa, não tinha nenhuma movimentação estranha. Até assustei quando fiquei sabendo. Ela era uma boa vizinha, bem tranquila”, disse o servidor público de 60 anos que não quis se identificar.

Pedaço de madeira colocado no muro que divide as duas casas. (Foto: Kisiê Ainoã)
Pedaço de madeira colocado no muro que divide as duas casas. (Foto: Kisiê Ainoã)

Apesar de alguns roubos já terem sido registrados na região, o servidor público acredita que o bairro seja um local tranquilo e esta é a primeira vez que acontece algo tão violento, por isso deixou todos chocados.

“Ultimamente anda complicado, mas nunca aconteceu nada assim dessa grandeza. Teve uma vizinha que foi assaltada duas vezes. A filha chegou a lutar com o bandido em uma das vezes, elas até se mudaram, mas nada assim tão grave. Isso pode estar relacionado com os usuários de droga que fica na região. Tem muitos perambulando pelo bairro”, afirmou o homem.

Para quem vive na região uma forma de se proteger é não chamar a atenção dos andarilhos.

“Os andarilhos ficam por aqui cuidando da rotina dos moradores. Eles acham que porque a casa é grande a pessoa tem dinheiro. E isso é perigoso. Eu prefiro não ostentar nada. Deixo minha casinha bem simples para não correr o risco. ”, desabafou o servidor.

Marlene ficou chocada e disse estar com muito medo pela morte da vizinha. (Foto: Kisiê Ainoã)
Marlene ficou chocada e disse estar com muito medo pela morte da vizinha. (Foto: Kisiê Ainoã)

Também moradora da região, Marlene Silva, 48 anos, serviços gerais, relatou a reportagem estar com medo após o assassinato da vizinha, crime que chocou a todos.

“É uma tragédia o que aconteceu. Estou em choque. A gente fica com muito medo. Ano passado roubaram uma vizinha, mas não foi nada nessa proporção. Fomos pegos de surpresa, sempre achei aqui um bairro seguro”, declarou Marlene.

Recém chegado no bairro, Sebastião Simão, acredita que a morte da artista plástica seja um caso isolado, já que nos 4 meses que vive no local percebeu ser uma rua bem tranquila.

“Aqui na rua a gente quase não vê ninguém. Isso que aconteceu é fora da realidade do bairro que é muito tranquilo. É um caso isolado”, falou ao Campo Grande News.

Casa abandonada que pode ter sido usada por autor do crime. (Foto: Kisiê Ainoã)
Casa abandonada que pode ter sido usada por autor do crime. (Foto: Kisiê Ainoã)

Casa abandonada -  Ao lado da casa de Catarina, uma residência abandonada chama atenção. O local já deteriorado pelo tempo, tem um portão de madeira e nos fundos uma estaca de madeira parecia ter sido colocada de propósito para que alguém pulasse o muro que limita as duas casas.

Conforme relatos dos moradores da rua, o local está abandonada há ao menos seis meses e o acesso é livre para quem quiser entrar ou sair e, segundo o delegado titular da Derf (Delegacia Especializada em Roubos e Furtos), Reginaldo Salomão, o pedaço de madeira realmente pode ter sido usado para que o autor do crime entrasse na casa.

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