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Capital

Associação quer liberar “pegue e leve” e drive-thru em restaurantes

O prefeito Marquinhos Trad anunciou ontem a antecipação de cinco feriados

Por Aline dos Santos | 19/03/2021 08:20
Buffet servido em restaurante de Campo Grande. Abrasel quer ampliar forma para retirada de pratos.
Buffet servido em restaurante de Campo Grande. Abrasel quer ampliar forma para retirada de pratos.

O setor de bares e restaurantes, que inclui de açaí a pizzaria, pede a liberação de “pegue e leve” (take away) e drive-thru na próxima semana, quando a prefeitura de Campo Grande antecipou cinco feriados como medida para restringir a circulação de pessoas e conter a disseminação do coronavírus.

“A gente entende a situação e, apesar de ter sido o setor mais afetado durante a pandemia, vai colaborar. Mas se não permitirem a retirada e o drive vai sobrecarregar a rede de entregas. Não tem motoentregadores suficientes e aumenta o risco de acidentes. Precisa distribuir essa rede de alimentação”, afirma o presidente da Abrasel/MS (Associação de Bares e Restaurantes), Juliano Wertheimer.

No “pegue e leve” e no drive-thru, o cliente é atendido no carro ou fora da loja, sendo o produto entregue pelo funcionário do estabelecimento. O pedido foi encaminhado à prefeitura de Campo Grande e ao governo do Estado.

Segundo a Abrasel, são dez mil bares e restaurantes em Mato Grosso do Sul. O setor emprega 10 mil pessoas.

Ontem (dia 18), o prefeito Marquinhos Trad anunciou a antecipação de cinco feriados, que foram transferidos para 22, 23, 24, 25 e 26 de março. Os feriados são os de 2 de abril (Sexta-feira Santa), 21 de abril (Tiradentes), 3 de junho (Corpus Christi),  26 de agosto (aniversário de Campo Grande) e 7 de setembro (Independência do Brasil) .

A princípio, apenas atividades essenciais (supermercado, posto de combustível, indústrias) podem funcionar.  Já as lojas fecham as portas. No entanto, é aguardada publicação de decreto nesta sexta-feira.

Para a ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), a medida não agrada. Mas a entidade considera que a alternativa é menos prejudicial do que o lockdown.

“Foi a forma encontrada diante da situação de saúde publica que vivemos  em nosso sistema de saúde. A taxa de ocupação de leitos atingiu determinado limite e as autoridades públicas acharam por bem implantar medidas mais drásticas”, afirmou Roberto Oshiro.

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