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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

04/04/2013 14:16

Associação quer que poder público pague 67% da dívida da Santa Casa

Aline dos Santos e Mariana Lopes

Não há consenso sobre o valor da dívida da Santa Casa, mas a forma de pagamento já foi planejada pela ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande). Os antigos administradores do hospital, afastados do comando desde 2005 e com retorno marcado para mês que vem, querem dividir o débito por três: ABCG, Prefeitura de Campo Grande e governo do Estado.

Segundo o presidente da associação, Wilson Teslenco, a proposta foi feita no fim do ano passado ao governo estadual, mas ainda não veio resposta. “Que cada um fique com 1/3 do problema”, afirmou nesta quinta-feira, durante entrevista coletiva. Pelos cálculos da ABCG, o valor a ser dividido chega a R$ 160 milhões.

Balanço divulgado hoje pela Altercont Auditoria e Consultoria mostra débito de R$ 85,6 milhões em 2012. Segundo Teslenco, a diferença entre os cálculos é porque a auditoria não traz os valores corrigidos. “São vária ações [judiciais] que ainda não têm decisão”, justifica.

Ele aguarda para fim de abril o resultado de um levantamento do Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS), ligado ao Ministério da Saúde. “A informação que nós temos é que a Prefeitura solicitou ao Denasus que fizesse uma auditoria”, diz.

Para o presidente da ABCG, o resultado da inspeção pode indicar o que ocorreu para a dívida chegar neste valor milionário. “Mas também poder não querer apontar o dedo para ninguém”, afirma. Ele enfatiza que o problema foi má gestão. A dívida do hospital, o maior de Mato Grosso do Sul, é formada por empréstimos, tributos, tributos parcelados, salários, fornecedores.

De acordo com o balanço de 2012, o déficit acumulado cresceu 28%, chegando a R$ 71,9 milhões. No exercício de 2011, o valor era de R$ 56,1 milhões. Em contrapartida, a receita da instituição hospitalar cresceu 37%, passando de R$ 142 milhões em 2011 para R$ 195 milhões no ano passado.

O repasse do SUS (Sistema Único de Saúde) aumentou 34%: de R$ 130 milhões para R$ 174 milhões. Em 2012, o hospital recebeu R$ 351.534 em doações.

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