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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

05/10/2013 10:00

Atraso em obra deve agravar caos nas férias e no fim de ano no aeroporto

Lidiane Kober
Usuários disputam lugar em meio a lotação do Aeroporto de Campo Grande com a suspensão de voos noturnos (Fotos: Marcos Ermínio)Usuários disputam lugar em meio a lotação do Aeroporto de Campo Grande com a suspensão de voos noturnos (Fotos: Marcos Ermínio)

O atraso no início das obras na pista do Aeroporto Internacional de Campo Grande deve esticar a suspensão de voos noturnos até o período de festas de fim ano e agravar o caos de quem deixa para viajar na época de mais movimento. Desde primeiro de setembro, os voos à noite estão cancelados e os usuários acumulam prejuízos, com o aumento no preço das passagens e com os transtornos diante da redução de voos e da superlotação do aeroporto em horários de pico.

De acordo com a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), anteontem (3), a Anfer Construções e Comércios Ltda assinou ordem de serviço para executar a obra, orçada em R$ 13,1 milhões, a partir desta sexta-feira (4). O serviço, ainda segundo o órgão, iniciará com o treinamento do pessoal e levantamentos topográficos.

Os trabalhos começam com 33 dias de atraso. Pelo cronograma inicial, a primeira etapa da obra seria feita de primeiro de setembro a 20 de outubro e a segunda fase terminaria em 15 de novembro. No período, os voos seriam suspensos das 21h às 7h. Na terceira etapa, de 15 de novembro 13 de janeiro de 2014, a via seria interditada das 23h às 5h.

O cronograma, inclusive, levou em conta o movimento maior de final de ano, daí a redução do horário de suspensão de voos noturnos no período de festas. O problema é que com o atraso de 33 dias a lógica é a primeira etapa encerrar em 24 de novembro e a segunda, um mês depois, na véspera de Natal.

A Infraero, porém, informou que “por enquanto o cronograma continua o mesmo”. O fato é que é praticamente impossível terminar um serviço de 50 dias em 17 dias, para dar sequência ao cronograma inicial.

Questionada sobre o desafio, a empresa disse que apenas na próxima semana, depois de concluído o levantamento topográfico, poderá se manifestar. A Infraero frisou ainda não tomar nenhuma decisão sem antes consultar todos os envolvidos no processo.

 

A empresária Ana Carolina está perdendo tempo e dinheiro diante da redução de voos A empresária Ana Carolina está perdendo tempo e dinheiro diante da redução de voos
A taxista Lígia perdeu 50% da renda mensal com a suspensão dos voos noturnosA taxista Lígia perdeu 50% da renda mensal com a suspensão dos voos noturnos

Transtornos e prejuízos – Antes mesmo do aumento do movimento, a suspensão de voos noturnos está gerando prejuízos e transtornos, principalmente, a empresários, políticos e autônomos. “Com a redução dos voos diretos, perco pelos menos três horas em outros aeroportos”, relatou o senador Delcídio do Amaral (PT), que vai e volta de Brasília toda a semana.

Para a empresária, Ana Carolina Lapicirelli, 31 anos, que viaja pelos menos quatro vezes por mês a São Paulo, a suspensão de voos noturnos está “terrível”. “Antes fazia um bate e volta e, em um dia, resolvia meus problemas, agora, perco três dias: um para ir, outro para reuniões e mais um para a viagem de retorno”, relatou. “Além do tempo que perco, gasto com alimentação e hospedagem”, acrescentou.

Os taxistas são outros que acumulam prejuízos, com a redução da arrecadação em até 50%. “Sem os voos noturnos, a renda baixou 50%”, disse a taxista Ligia Robert, 34 anos. Antes, ela trabalhava até duas da manhã. “O jeito é poupar”, comentou.

Elias Penna, 53 anos e pai de três filhos, viu sua renda baixar 30%. “Nos dias de folga, estou vendendo produtos de limpeza”, contou. Seu parceiro de táxi, segundo ele, está pegando outros veículos para compensar o prejuízo. “Todos estamos muitos preocupados, ainda mais agora com o atraso da obra”, comentou.

Além disso, com o fim dos voos noturnos, em horários de pico, como das 13h30 às 15h, o aeroporto vive lotado. Os passageiros enfrentam filas para embarcar e desembarcar, sofrem para conseguir um transporte para deixar o local e lutam para escapar das filas duplas na hora de ir para casa.

Filas passaram a ser comuns no aeroportoFilas passaram a ser comuns no aeroporto
Na hora de ir embora, mais filasNa hora de ir embora, mais filas


Alem de tudo isso, os passageiros não tem onde sentar perto do embarque,pois tiraram a maioria dos bancos,que nunca foram confortável, mas já aliviavam aqueles que tinham que esperar por horas,agora tem pessoas com crianças e bagagens em pé ou são obrigadas a sentar no restaurante.
 
naura moreira em 05/10/2013 14:42:50
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