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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

02/08/2012 17:00

Audiência tem choro de família de rapaz que matou segurança

Viviane Oliveira
Mais magro, Richard chega a sala do Fórum para audiência. (Foto: reprodução) Mais magro, Richard chega a sala do Fórum para audiência. (Foto: reprodução)

A primeira audiência do processo por homicídio doloso e omissão de socorro contra Richard Gomide Lima, de 22 anos, que atropelou e matou o segurança Davi Del Valle Antunes, de 31 anos, na madrugada do dia 31 de maio, foi marcada pela emoção da família dele, nesta tarde na 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande.

Na sala estavam presentes o pai, a irmã, e os tios que criaram Richard depois que ele perdeu a mãe, vítima de câncer, quando tinha 14 anos, e ainda a funcionária da família que o viu crescer. Os tios e a empregada choraram ao ver o jovem no banco dos réus.

Após dois meses do acidente, o estudante de Direito está mais magro e se emocionou ao sentar ao lado dos tios para assistir a audiência.

De mãos dadas com a tia, ele ouviu as oito testemunhas de acusação: dois policiais militares, que foram os primeiros a chegar no acidente, dois policiais da Ciptran (Companhia Independente de Polícia Militar de Trânsito), um guarda de uma garagem na Afonso Pena e três funcionários do Motel Ipacaraí, local que antecedeu o acidente.

Todas as testemunhas foram categóricas em afirmar que Richard, tanto no motel quanto após o acidente, estava em visível estado de embriaguez.

Um dos policiais relatou que atendia uma ocorrência no bar Miça, quando um veículo Punto de cor vermelha, conduzido por Richard, passou em alta velocidade.

Logo depois, segundo ele, ouviu uma pancada e foram atrás ver o que havia acontecido. O PM relatou, que quando chegou no cruzamento da avenida Afonso Pena com a Arquiteto Rubens Gil de Camilo viu o corpo do motorista já estendido no chão e a moto lançada a 38 metros de distância.

Segundo o policial, a 200 metros do local do acidente localizaram Richard dentro do veículo. Ele afirma que após a colisão o acusado tentou fugir e só parou por problemas técnicos no carro, causado pela pancada.

“Ele estava em visível estado de embriaguez, não conseguia ficar em pé e com a voz pastosa respondia aos policiais que não sabia o que havia acontecido”, relata, acrescentando que no carro havia latas vazias de cerveja.

Testemunhas, parentes e amigos aguardando a audiência. (Foto: Simão Nogueira)Testemunhas, parentes e amigos aguardando a audiência. (Foto: Simão Nogueira)

Depois dos policiais, foram ouvidos os funcionários do motel, local onde Richard passou antes do acidente. Uma das funcionárias, disse que Richard chegou por volta das 23 horas com um amigo, e pouco tempo depois chegou a garota de programa, com quem eles haviam marcado.

A funcionária conta que ao saber que os rapazes estavam alterados, alertou a outra colaboradora de que ela não deveria ter os deixado entrar.

A funcionária disse que soube da confusão no quarto, quando por um telefonema atribuído a uma mulher, que segundo ela, se disse agenciadora da garota de programa. “A garota de programa disse que os jovens roubaram R$ 200 e quebraram o celular dela”, afirma.

Já no carro para ir embora, Richard que estava no volante do carro, se desentendeu com a funcionária do motel após não conseguir digitar a senha do cartão de crédito. “Ele estava completamente alterado, me xingou porque não conseguiu digitar a senha”, disse, acrescentando que a confusão só acabou depois que chamaram a encarregada do motel.

Das 10 testemunhas de acusação, oito prestaram depoimentos. Duas faltaram, entre elas, a garota de programa que será intimada novamente. No dia 13 de agosto serão ouvidas testemunhas de defesa.

Acidente - Segundo a Polícia Civil, Richard estava a 83 quilômetros por hora quando furou o sinal vermelho e atingiu por volta das 4h do dia 31 de maio o segurança David Del Valle Antunes, de 31 anos, que voltava do trabalho. Ele foi lançado a 38 metros de distância e a moto a 57 metros, conforme constatado pela perícia.

A vítima estava parada no semáforo, da avenida Afonso Pena com a Arquiteto Rubens Gil de Camilo em frente ao Shopping Campo Grande, quando foi atingido pelo veículo Fiat Punto, conduzido por Richard.



Estranho que quando a lei fica mais severo, alguem que cometeu um crime antes da lei mudar não tem a pena aumentada. Agora que a lei fica mais branda, mesmo um crime de antes da mudança pode ter pena menor?

Mas vamos ser honestos. Nada adianta punições severas, não vão reduzir o numero deste tipo de "acidentes". Pois todos acham que nunca vão sofrer punição qualquer.

Se é para reduzir o numero de acidentes causados por motoristas embriagados, mais eficiente do que aumentar as penas é aumentar a fiscalização. Se todos sabem que dirigir embriagado tem como consequencia inevitável perder o CNH e uma multa de R$ 200, vai ter menos bebado na rua do que com uma multa de R$ 2000, mas todos sabendo que mesmo na noite de ano novo a policia multou só 7 motoristas...

É preciso mais fiscalização!
 
Marc em 17/04/2015 09:38:11
Olha srº marines soares , será que vc é a pessoa que estava junto com richard ! faz uma gentileza se vc também é acostumada a fazer isto que sirva de exemplo ta , pra depois não ficar chorando arrependido ,isso não ira trazer a felicidade da família novamente mas pelo menos a justiça tem que agir rigorosamente ( dolo).
 
JAIRO ROBERTO MAZARIM em 03/08/2012 11:20:02
ele tem que aguenta com as consequências pois na hora de bebe ele não penso por que agora ele ta chorando tomara que a justiça não deixe passa..
 
Dantielle villalba acunha em 03/08/2012 08:25:14
O que deve ter passado pela cabeça do pai do Richard naquele momento?... Será que o Richard e a irmã tiveram apoio emocional do pai com a falta da mãe? O Richard e irmã recebeu apoio, carinho e amor da família (tios, avos...) E bom pensarmos nisto também.
 
Lourdes Oliveira em 03/08/2012 02:24:14
Agora o que houve sabemos q foi um dano irreparável....pois a morte não tem retorno. Só quem sabe a dor é quem passa por isso...
Mas ele não foi o primeiro e nem será o ultimo infelizmente.,,o que é certo é certo! o dano que for possivel reparar a justiça esta ai para isso..Mas bandido ele não é! fatalidades e imprudencias geram tristezas e feridas que só Deus para amenizar.
É...só Deus!
 
Lidiane Simeoni em 02/08/2012 11:43:28
Quem sofre sempre é a família e principalmente a mãe dum elemento desses. Torço para q ele seja punido que a lei faça valer a pena. Infelizmente um exemplo de jovem mimado, sem responsabilidade ao volante.
 
thamires reichel em 02/08/2012 11:32:54
O Richard sempre foi um menino muito bom...ao contrário de comentários..., esse menino apesar de não ter uma mãe que o apoiasse em sua adolescencia e nem mesmo habitar com o seu pai, viveu dignamente sempre junto com sua irmã. Apoiados pela familia..superaram as dificuldades e obstaculos da vida...
Um rapaz estudado, cursando a sua segunda faculdade, um menino do bem , um menino de família..
 
Lidiane Simeoni em 02/08/2012 11:32:09
A grande lição que devemos tirar dessas tragedias e que quando nós sempre passamos a mão na cabeça dos filhos quando eles fazem pequenas, medias e por fim grandes coisas erradas, sob a desculpa, de amar demais ou de que são crianças e não sabem o que fazem, este futuramente, não será somente um problema para esta família mas sim pra toda a sociedade.
 
daniel benites em 02/08/2012 11:22:25
Bebeu, matou alguém...Tinha que ficar preso pelo menos uns 20 anos. Só assim isso vai diminuir, só quando perceberem que isso realmente aconteçe. Mais não é isso que vemos.Enquanto isso familias choram...
 
Alexandre Junior em 02/08/2012 08:41:52
não conheço o rapaz que atropelou o segurança, mas eu não posso julgar, estamos
sujeito a qualquer fatalidade, me diga quem não bebe ao sair de um aniversário, casamento, etc, se liga pessoal quem são vcs para julgar
 
Marines Soares em 02/08/2012 08:04:10
pode chorar mesmo perdi meu pai com 6 anos de idade e fui criado com muito amor e carinho pela minha mãe e meus avós nem por isso me tornei um menino mimado e mal caráter que não assume os seus erros que nem este rapaz
 
William Alves em 02/08/2012 06:12:25
Tenho um amigo em comum com o autor, e ele disse que o Richard sempre deu trabalho a familia, lamentavél como uma irresponsabilidade e falta de carater posss acabar com a vida de outras pessoas!
 
Maiara Prado em 02/08/2012 06:09:02
Punições graves devem ser aplicadas aos condutores embriagados, pois estes conduzem e causam diversos problemas no trânsito inclusive a morte de pessoas, como neste caso.
 
Guilherme Afonso Bento Mello em 02/08/2012 06:08:37
Que poderia estar chorando é a família da vítima, que não tem mais o pai, esposo, filho presente em suas vidas, mesmo não sendo culpado de nada!
 
Vitoria Capeleti em 02/08/2012 06:01:05
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