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Capital

Baleado 5 vezes, adolescente corre uma quadra e pede socorro ao pai

Segundo testemunhas, tiros foram efetuados por duas pessoas que passaram de moto, cada uma com um veículo

Por Liniker Ribeiro e Ana Beatriz Rodrigues | 20/02/2021 11:58
Marcas de sangue em portão de residência onde vítima foi socorrida pelo pai (Foto: Kísie Ainoã)
Marcas de sangue em portão de residência onde vítima foi socorrida pelo pai (Foto: Kísie Ainoã)

Adolescente, de 16 anos, foi socorrido após ser atingido por cinco tiros, na manhã deste sábado (20), no cruzamento das Ruas Elidio Pinheiro e Adelaíde Maia Figueiredo, no Bairro Parque do Lageado, em Campo Grande. De acordo com as primeiras informações, duas pessoas, que estava cada uma em uma moto, são suspeitas de atirar contra ele.

Segundo apurado pela reportagem, mesmo ferido, o menino ainda correu por uma quadra até chegar em casa, na Rua Emiliana de Arruda. Lá, foi socorrido pelo pai, que acionou socorro, mas ao ver o filho perdendo sangue, decidiu correr com a vítima para unidade de saúde, de carro.

Em rua sem asfalto, manchas de sangue são visíveis na terra (Foto: Kísie Ainoã)
Em rua sem asfalto, manchas de sangue são visíveis na terra (Foto: Kísie Ainoã)

No caminho ao hospital, equipe do Corpo de Bombeiros foi abordada e assumiu o transporte da vítima, que foi levada para a Santa Casa da Capital.

De acordo com a avó, ao menos seis tiros foram disparados contra o adolescente, tendo cinco deles perfurado a vítima na região do tórax (dois tiros) e de membros superiores (outros três). A familiar disse ainda desconhecer qualquer tipo de briga que o neto esteja envolvido.

“Não tem briga com ninguém, é um menino estudioso e nunca se envolveu com nada”, afirmou ao Campo Grande News.

O cruzamento onde o adolescente foi baleado fica próximo à região frequentada por usuários de droga e, segundo morador, que não quis se identificar, ficar na região chega a ser "proibido". "A única coisa que ele fez de errado foi ficar parado na esquina que não pode ficar", relatou.

*Nenhum nome foi publicado na matéria para preservar a vítima, diante do grau de parentesco dos entrevistados.

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