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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

27/03/2013 10:16

Bar se "adapta" ao silêncio, mas prejuízo continua com a Lei do Solo

Luciana Brazil
Miça segue interditado pela Semadur (Daniel Angelo/Arquivo)Miça segue interditado pela Semadur (Daniel Angelo/Arquivo)

Interditado há quase um mês pela Semadur (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente), o bar Miça já acumula prejuízos de aproximadamente R$ 300 mil. Depois de se adequar às exigências da Lei do Silêncio, o estabelecimento esbarrou na Lei do Uso e Ocupação do Solo, que proíbe o funcionamento do estabelecimento na região. 

O proprietário do estabelecimento, Carlos Roledo Junior, diz que, além do dano financeiro, ele terá que gastar com investimentos na divulgação para a retomada da atividade. A expectativa do empresário é de que consiga reabrir o local após o feriadão da Semana Santa.

O bar está fechado desde o dia 1° de março, quando a licença ambiental do local foi cassada pela Prefeitura por causa da Lei do Silencio. De acordo com a Semadur, o som do local estava acima do volume de decibéis permitidos pela legislação municipal.

Depois de gastar aproximadamente R$ 10 mil com as readequações exigidas pela Secretaria do Meio Ambiente, o proprietário ainda depende de parecer jurídico para conseguir acabar com a intervenção.

A esperança é a mudança na Lei do Uso e Ocupação do Solo, no segundo semestre do ano passado, que permite o funcionamento do Miça na avenida Afonso Pena, no Jardim dos Estados. 

“Depois da vistoria da Semadur sobre as adequações, eles me disseram que o estabelecimento não poderia estar naquele local por causa da Lei de Uso e Ocupação do Solo, que foi modificada em 2011. Agora, preciso aguardar o parecer que vai dizer se eu tenho o direito adquirido”.

No entanto, outros bares com a mesma atividade do Miça funcionam na avenida Afonso Pena, entre as ruas Bahia e Ceará. O proprietário espera ter o parecer jurídico ainda hoje, e se tudo correr como ele imagina, o bar poderá ser aberto no fim de semana após o feriado. “Agora vai ser difícil, vou ter que fazer divulgação e, além disso, ainda tem o feriado da Semana Santa. Mas se der certo na semana que vem poderemos abrir”, acredita Carlos.

Entre as adequações feitas no local está um biombo de vidro, que agora impede que o som chegue diretamente na rua.

“O cliente chega na porta de vidro que está fechada, ela abre e você entra em uma salinha para fazer a comanda. Aí tem outra porta que abre para você entrar. Foi justamente isso que a Semadur pediu para liberar a licença definitiva”.

Tragédia - Depois da tragédia em Santa Maria, onde 246 pessoas morreram na boate Kiss, no início de fevereiro, a Deops (Delegacia Especializada de Ordem Política e Social), a Semadur e o Corpo de Bombeiros interditaram vários estabelecimentos noturnos em Campo Grande.

De acordo com dados do Corpo de Bombeiros, quatro locais foram interditados, a lanchonete Rei do Caldo, no Jardim Presidente, o Buffet Ondara, no fim de semana passado, e dois bares na avenida Manoel da Costa Lima, o Holandês Voador e a casa de shows Rockers Sound Bar.

A Prefeitura ficou de informar quais foram as alterações na lei ambiental modificado em 2011. 



o miça é importante para a cidade, quem vem pra campo grande quer ir a um lugar legal fica essa opção para a noite, se temos vida noturna em outros centros a nossa tem que existir e com qualidade. mas eu não gosto da forma como a semadur tem feito as coisas!
 
samuel vosni em 28/03/2013 13:56:42
Daqui uns dias não teremos mais bares ao ar livre ¬¬
Agora em todos os lugares que vamos somos embalados por esses vidros.
 
Lourenço Fattori em 28/03/2013 08:44:35
Poderia é fechar de vez
 
Tayna Dias em 27/03/2013 14:56:50
Glauco Almeida...

O bar possui não somente a porta de entrada, como saídas ENORMES no fundo do estabelecimento! Quem é frequentador assíduo do bar, conhece a estrutura e sabe do comprometimento da casa com seus clientes. Totalmente adequado! E foi o primeiro bar a se adequar a acessibilidade. ;)
 
Aline Cardoso em 27/03/2013 14:31:51
Me intriga a interdição do Miça! Visto que há na mesma região outros bares. As adequações necessárias já foram feitas, a SEMADUR é muito exigente, e absolutamente inflexível em suas decisões. Há muitos outros eventos que precisam desse empenho e estão fora do conhecimento deles. Assim fica difícil mesmo manter bares, boates, qualquer outro tipo de coisa nesse sentido. É desestimulante para um empresário; é por isso que outras casas já saíram da capital, é por isso que quase perdemos os shows da expogrande.
 
Aline Cardoso em 27/03/2013 12:47:27
Se fechou um, por este motivo, então terá que fechar a todos da Afonso Pena... a não ser que o motivo não seja este... aliás tá meio estranho este assunto,,,não acham????
 
Eduardo Lima em 27/03/2013 11:11:54
É impressão minha... ou agora que o bar foi "lacrado" com vidros blindex, só restou UMA ÚNICA PORTA para entrada/saída das pessoas?

Ou seja: algo bem parecido com a situação da Boate Kiss...

Tem que ver isso direito! O alegado prejuízo do empresário não pode se sobrepor jamais à segurança dos clientes e usuários...
 
Glauco Almeida em 27/03/2013 11:07:23
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