Em Dourados, Caiado acena ao agro e diz que foco será “derrotar o PT e Lula”
Neste sábado, pré-candidato à Presidência pelo PSD esteve na Expoagro e evitou falar sobre Flávio Bolsonaro
Em sinal de aproximação com o setor do agronegócio de Mato Grosso do Sul, o governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, esteve neste sábado (16) em Dourados, cidade a 251 km de Campo Grande, e afirmou que a centro-direita estará focada em “derrotar” o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026.
RESUMO
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O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado, visitou Dourados (MS) neste sábado para se aproximar do agronegócio e reafirmar o compromisso da centro-direita em derrotar o PT em 2026. Filiado ao PSD desde fevereiro, ele destacou economia, segurança e agronegócio como prioridades e afirmou que 53% dos brasileiros ainda não o conhecem.
O pré-candidato do PSD, que cumpriu agenda de pré-campanha em Campo Grande na última sexta-feira (15), iniciou o dia em Dourados em entrevista concedida ao programa do prefeito Marçal Filho, na Rádio 94 FM. Ele esteve na cidade acompanhado do senador Nelsinho Trad (PSD), que também tentará a reeleição.
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Depois, seguiu para o 1º Leilão Produção Fazenda Santa Claudina, realizado no Parque de Exposições João Humberto de Andrade Carvalho, dentro da programação da 60ª Expoagro Dourados, que termina neste domingo (17). Na ocasião, reencontrou aliados históricos ligados ao agronegócio sul-mato-grossense, entre eles o deputado estadual Zé Teixeira.
À imprensa, Caiado voltou a afirmar que a “prioridade” do campo da direita e centro-direita será evitar divisões internas para enfrentar Lula em 2026. “Nós precisamos ganhar as eleições. E, para isso, não vamos dividir nem fragmentar o centro-direita. Quem chegar lá receberá o apoio dos demais”, declarou.
Ainda recente no PSD, após deixar o União Brasil e se filiar ao partido em fevereiro deste ano, Caiado afirmou que superou outros nomes cotados dentro da sigla para disputar a Presidência, como os governadores Eduardo Leite (PSD-RS) e Ratinho Junior (PSD-PR).
Ele afirmou acreditar que o avanço da pré-candidatura depende da capacidade de demonstrar preparo técnico e capacidade de gestão durante os debates eleitorais. “Eu não era o primeiro da fila”, disse. “Aos poucos, fui recebendo apoio do mundo evangélico, de colegas médicos e do setor agropecuário, que me conhece desde os 36 anos de idade”, complementou.
Segundo Caiado, o cenário político nacional exige mais do que desempenho nas urnas. “O problema no Brasil não é ganhar eleição. O PL já ganhou e perdeu depois, em 2022. Então não basta vencer, é preciso saber governar”, afirmou.
Ao defender o modelo de gestão implantado em Goiás, o governador voltou a associar o enfrentamento ao PT à capacidade administrativa dos governos. “E sabe qual é a vacina contra o PT? Trabalhar e entregar resultados. Em Goiás, o PT não governa nem daqui a cem anos, porque a vacina contra o PT é governar bem e entregar”, declarou.
Para a disputa presidencial, Caiado afirmou que pretende concentrar a campanha em temas ligados à economia, segurança pública e agronegócio. Ele citou como prioridades assuntos como a possível restrição da União Europeia à pecuária brasileira, a consolidação da Rota Bioceânica, investimentos em inteligência artificial e ampliação da pesquisa.
“Minha pauta é discutir se a pecuária vai ser vetada pela União Europeia, se vamos fazer a Rota Bioceânica, se vamos construir uma saúde de qualidade e ampliar a inteligência artificial”, disse.
"Sem polarização" — Caiado também avaliou que a polarização política favoreceu a manutenção de apenas dois polos eleitorais no país, mas afirmou que sua candidatura tenta romper essa lógica. “O que tentaram fazer foi manter apenas dois candidatos para preservar a polarização. O PSD teve coragem de romper isso e lançar uma pré-candidatura”, afirmou.
Questionado sobre os áudios e mensagens divulgados pelo jornal The Intercept envolvendo o senador e também pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Caiado evitou aprofundar críticas, mas fez questão de afirmar que não possui relação com o empresário. “Eu não estou na lista de Vorcaro, eu nem o conheço”, disse o governador.
Apesar de manter o foco nas críticas ao PT, Caiado voltou a afirmar que não pretende transformar denúncias envolvendo adversários em pauta central da disputa eleitoral. Segundo ele, o objetivo neste momento é ampliar o conhecimento do eleitorado sobre sua pré-candidatura. “Cada um que venha amanhã a ser denunciado por qualquer fato cabe a ele explicar os problemas. Eu só tenho uma preocupação neste momento: ser conhecido. Cinquenta e três por cento da população brasileira não me conhece”, afirmou.

