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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

17/09/2013 16:40

Bernal quer novo sistema para consulta e R$ 9,6 milhões de volta

Edivaldo Bitencourt e Lidiane Kober
Ivandro e Luiz Alberto rebatem acusação feita pelo presidente de consórcio (Foto: Cleber Gellio)Ivandro e Luiz Alberto rebatem acusação feita pelo presidente de consórcio (Foto: Cleber Gellio)

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), vai entrar na Justiça para pedir a devolução dos R$ 9,6 milhões pagos pela implantação do Gisa (Gerenciamento de Informações em Saúde), que permite o agendamento de consultas por telefone na rede pública. A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) vai iniciar um projeto paralelo para começar um novo sistema, apesar do antigo ter sido considerado “referência” pelo Ministério da Saúde.

O secretário municipal de Saúde, Ivandro Corrêa Fonseca, e o presidente do IMTI (Instituto Municipal de Tecnologia da Informação), Luiz Alberto de Oliveira Azevedo, concederam entrevista coletiva, na tarde de hoje (17), na unidade básica de saúde do Conjunto José Tavares do Couto, na saída para Cuiabá.

Eles rebateram as denúncias, feitas ontem pelo diretor-presidente do Consórcio Telemídia e Technology International, Naim Alfredo Beydoun, em depoimento à CPI da Saúde da Assembleia Legislativa. Ele disse que o sistema está pronto, mas que não é ativado por falta de vontade político. Beydoun citou ofício do secretário de Saúde informando que 95% do sistema estava instalado e 96% pago.

De acordo com Azevedo, dos 12 módulos, quatro estão aptos a funcionar, mas não estão interligados. Isso significa que o usuário, segundo o presidente do IMTI, marca a consulta por telefone, mas é obrigado a esperar por horas para fazer o cadastro na consulta e outro tempo na farmácia.

Técnicos do órgão reforçaram a posição do chefe, de que o sistema é inviável. Eles disseram que a rede deveria quadruplicar a capacidade para ter condições de viabilizar o Gisa. A rede do SUS (Sistema Único de Saúde) tem três megabytes, enquanto o ideal seria de 12 megabytes. A modernização exigirá investimento de no mínimo R$ 10 milhões.

Além disso, uma sindicância apurou outras irregularidades no programa criado pela Telemídia. Com o procedimento concluído, o secretário municipal de Saúde encaminhou a recomendação do grupo para a Procuradoria Geral do Município. Ele diz que uma das hipóteses é pedir a devolução dos R$ 9,6 milhões pagos ao consórcio pela implantação do Gisa.

Ivandro Fonseca defendeu a recuperação do dinheiro investido e a implantação de um novo sistema para modernizar a marcação de consultas. A proposta é recomeçar do zero.

Referência – Em depoimento à CPI da Saúde, Beydoun contou que o sistema chegou a ser elogiado e citado como referência pelo Ministério da Saúde. Segundo ele, a proposta era levar o modelo para todas as capitais brasileiras como um grande avanço no agendamento de consultas pelo SUS.

Nesta terça-feira, Fonseca também acusou a empresa de não revelar o código fonte dos módulos, o que a mantém no controle do sistema por tempo indeterminado. Ele disse que dos 12 módulos, sete teriam código fonte que só a Telemídia saberia. Só a manutenção exigiria o pagamento de aproximadamente R$ 433 mil por ano.

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Betinho, Sr, dito Presidente do IMTI, , vá procurar a solução e coloque esse software para funcionar. Deixe de ser incompetente e para de querer se beneficiar com tudo como fez com os recursos do FAT, Seja honesto pelo menos dessa vez.
 
Maria da Silva em 20/09/2013 19:02:02
Luis João, acho que você é cupincha do bernal, acontece é que já foi investido um valor num sistema e ele já está pronto! basta esse gordinho do Ivandro querer implementar e rodar para que a população se beneficie, mas dificilmente ele vai ceder... infelizmente nós cidadãos continuaremos sofrendo nas mãos dessa gestão.
 
Paulo José em 18/09/2013 09:05:01
Enquanto isso! "nós" o povo, fica desde as 3 horas da manhã, esperando em fila de posto de saúde... para ouvir, não tem mais ficha para tal medico.
Falta de respeito com cidadãos que pagam seus impostos por toda vida, e quando precisa do serviço publico, é tratado como se não tivesse importância nem uma, para o Município.
Tenho mais de 60 anos, e esse ano, eu não consegui ser atendida, como "povo" que nosso prefeito tanto fala.
 
Eliria Dieckow em 17/09/2013 20:58:16
Acho que alguns não acompanharam as entrevistas e a CPI. A prefeitura pagou pelo código-fonte, pela fórmula. E pelas entrevistas e documentos apresentados, não entregaram o código-fonte para a prefeitura e o sistema só funciona com 4 dos 12 módulos comprados. Quem deve explicar isso é o ex-prefeito Nersinho, cunhado dele e ex-secretário de saúde Leandro Mazina, primo, ex-secretário e dep fed Mandeta. Onde estão os R$ 10 milhões minha gente. Hoje os caras marcaram uma entrevista no posto de saúde para mostrar que não funciona, abram o olho.
 
Luis João em 17/09/2013 20:24:41
É uma Vergonha, se o sistema é referencia para o Ministério da Saúde, e se foi do ministério quase a totalidade do recurso, o que justifica abortar, só porque é coisa da gestão passada??? isto não é politicagem desta nova Gestão??? Já esta na hora de haver mais Maturidade no Governo Municipal atual e gerir a cidade de forma séria continuar o que é positivo para a cidade e não tratar a administração apenas para disputa política!!! a Eleição já passou e esses políticos são todos iguais só pensam em seus 'Egos" e seus 'Bolsos"...
 
Jose Augusto fonseca em 17/09/2013 20:13:55
Nenhum sistema, por melhor que seja, jamais funcionará se não houver VONTADE e se não for disponibilizada INFRAESTRUTURA de hardware e comunicação adequada para tal finalidade.
 
Marilu Mariano em 17/09/2013 19:01:52
como um sistema operante aqui e em outro estado agora, de uma hora pra outra, não serve mais?como que agora,um administrador pífio(envolvido numa enormidade de acusações) com uma equipe incompetente(que parou literalmente a prefeitura),condena todo um sistema de trabalho que atuava?como que agora,segundo a atual administração, nada funciona, nada esta certo?será que a administração atual é o exemplo de competência,seriedade e honestidade?$imple$:tem que contratar outra$ empresa$ porque precisam fazer outro$ acordo$.
 
Carlos Henrique em 17/09/2013 18:59:37
MEU AMIGO AI TEM FALCATRUA CPI DA SAÚDE NELES VAI LA AMARILDO CRUZ POR ISSO VOTEI EM VC
 
milton lopes tijuca 2 em 17/09/2013 17:56:57
Que pouca vergonha. Agora que está quase pronto, isso é desculpa para desviar mais $$$. Será que a Salute vai concorrer a licitação para esse novo sistema? De certo, isso tem objetivo de não dar créditos aos reais criadores do sistema que foi referência nacional.
 
Fernando Valença em 17/09/2013 17:34:07
Vixi um sistema que é bom para Minas Gerais não é bom pra gente? Tem que aumentar a capacidade? Isso é conversa de louco, assim como pedir os códigos fontes do sistema, ninguem libera isso porque seria a mesma coisa que a coca cola liberar sua fórmula, o código fonte é como o sitema é feito, eles podem mudar duas linhas e dizer que o sistema foi criado por eles, as empresas não são burras.
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 17/09/2013 17:05:43
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