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Campo Grande, Terça-feira, 20 de Agosto de 2019

23/07/2019 18:21

Campo Grande é a 5ª capital do País em ranking sobre saneamento

Município ocupa a 31ª posição nacional; água tratada chega a 99,8% da população urbana e esgoto atende a 81,69% dessas áreas

Humberto Marques
Sistema de captação e tratamento da Águas Guariroba; Campo Grande ocupa a quinta posição entre as capitais na qualidade do serviço. (Foto: Arquivo)Sistema de captação e tratamento da Águas Guariroba; Campo Grande ocupa a quinta posição entre as capitais na qualidade do serviço. (Foto: Arquivo)

Destaque nacional entre os municípios que menos registram desperdício de água tratada, Campo Grande também é a quinta colocada, entre as capitais brasileiras, no Ranking do Saneamento de 2019, elaborado pelo Instituto Trata Brasil. Nacionalmente, o município é o 31º entre os 100 maiores do país no levantamento, que leva em consideração fatores como cobertura das redes de água e esgoto, percentual de esgoto tratado sobre água consumida, investimentos e perdas no faturamento e distribuição.

Campo Grande ficou atrás entre as capitais de Curitiba (PR, 12ª melhor do país entre as 100 cidades), São Paulo (16ª), Goiânia (GO, 18ª) e Palmas (TO, 23ª); estando imediatamente à frente de João Pessoa (PB, 32ª do país), Belo Horizonte (MG, 34ª) e Porto Alegre (RS, 38ª).

A Capital sul-mato-grossense apresentou, no levantamento, atendimento total com água tratada que atinge 98,48% dos 874.210 habitantes do município e 99,8% da população urbana. Apenas 9 capitais obtiveram índices superiores a 98% nesse quesito.

A cobertura de esgoto chegou a 80,6% da população do município e 81,69% nas regiões urbanas –os índices acima de 80% também só foram alcançados por 9 capitais.

Campo Grande ainda atingiu percentual de 59,85% de esgoto tratado por água consumida, 31,02% no indicador de perdas por faturamento e de 19,38% no de perdas por distribuição –foi a terceira cidade do país em reduzir as perdas na rede que, segundo a Águas Guariroba, concessionária que opera os serviços, envolvem os vazamentos (alvos de controle da empresa) e submedições por erros de leitura ou falta de calibração dos aparelhos.

Nos últimos cinco anos, os investimentos chegaram a R$ 584,5 milhões, segundo o estudo da Trata Brasil.

Ranking – Das 20 cidades melhores colocadas no Ranking do Saneamento 2019, apenas duas são capitais. A primeira posição pelas médias cabe à cidade de Franca (SP), com índices de atendimento urbano em água e esgoto tratados em 100%. Santos (SP), Uberlândia (MG), Maringá (PR) e Vitória da Conquista (BA) são as cinco melhores posicionadas na lista.

O estudo é realizado pelo Trata Brasil desde 2007 e, em 2016, teve a metodologia aprimorada pela GO Associados. A avaliação abrangeu as 100 maiores cidades do país em população, com base na estimativa de 2017 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e informações das operadoras dos serviços, presentes no SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento) –também com dados referentes a 2017.

O estudo tem por objetivo apontar a velocidade dos investimentos em tratamento de água e esgoto no país, reiterando que “a tão necessária universalização dos serviços não acontecerá sem um maior engajamento dos prestadores e do comprometimento dos governos federal, estaduais e municipais”, anotaram os autores do levantamento.

Os dados indicam que, no país, 22 municípios atingiram a marca de 100% de atendimento total de água, ou seja, conseguiram universalizar o serviço, e 18 superaram a marca de 99% –o mínimo atingido é de 31,78%, marca atingida por Porto Velho (RO). O indicador médio dos 100 maiores municípios do país é de 94,6%.

Em relação ao atendimento urbano, a marca de 100% chega a 45 cidades. A marca mínima neste quesito foi de Ananindeua (PA), 32,5%, e o indicador médio é de 94,32%.

A coleta de esgoto foi universalizada em apenas dois municípios paulistas –Piracicaba e Taboão da Serra contemplam 100% dos moradores com o serviço. Em 13, o índice é igual ou superior a 98%, em um indicador médio de 72,77%. Em Ananindeua, o percentual é de apenas 0,98%; ao passo que a maioria das cidades (46) tem entre 81% e 100% de coleta.

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