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Capital

"Carentes" na pandemia são alvos fáceis de golpes, alerta polícia

Só este mês de março, ao menos 10 vítimas, homens e mulheres, registraram ocorrência por estelionato

Por Mirian Machado | 26/03/2021 17:28
Arte feita pela polícia para alertar sobre golpes (Arte/Polícia Civil)
Arte feita pela polícia para alertar sobre golpes (Arte/Polícia Civil)

A pandemia isolou pessoas e com isso a carência bateu na porta de muita gente. O problema é que há quem aproveite a situação para cometer golpes. A Polícia Civil tem alertado sobre o risco crescente. Uma arte foi feita explicando como o golpe funciona. Só este mês de março, ao menos 10 vítimas, homens e mulheres, registraram ocorrência por estelionato.

Conforme explicado pelo delegado responsável pelas investigações, Mikail Faria da 6ª Delegacia de Polícia Civil, duas formas do golpe foram identificadas. Na primeira, a pessoa consegue o número de telefone da vítima, entra em contato pelo Whatsapp e ambos começam a conversar.

Após ganhar confiança, o golpista manda uma foto de "nudes". A vítima envia outra e em seguida recebe contato de outra pessoa exigindo dinheiro para não processar a vítima ou divulgar a fotografia. “Nesses casos, os golpistas pedem em torno de R$ 2 mil, R$ 5 mil reais, porém essas fotos nunca existira, são fotos da internet, revista”, explicou o delegado.

“Em tempo de pandemia as pessoas estão mais carentes e sentimentais. O golpista se aproveita disso e vai entrando na mente da pessoa conversando, falando tudo que ela quer ouvir, fala que é do exterior, que vai mandar dinheiro, ou presentes e vai ganhando a vítima”, explicou Faria.

Em outro caso, uma mulher conversava com homem que conheceu em um site de relacionamento. O rapaz dizia ser americano. Contou que já teria vindo ao Brasil, por isso fala português.

À mulher, o homem disse que teria R$ 3 milhões de dólares e que mandaria o dinheiro para ela, pois planejava vir morar no Brasil, assim que acabar a missão. Certo dia, ele contou que o dinheiro que enviou ficou retido na receita federal. “Em seguida outra pessoa ligou para a vítima, se passando por um funcionário da receita pedindo depósito de dinheiro  ou que a pessoa pagasse um boleto referente a taxas para que o produto fosse liberado. Nesse caso, a pessoa gastou R$ 15 mil reais”, contou o delegado.

Outro caso parecido ocorreu com uma mulher que perdeu cerca de R$ 37 mil. “Ele [golpista] disse que era do exterior, que viria pra cá para ser feliz com ela. Falou que ia mandar dinheiro, depois começaram a ligar para pedindo para que depositasse certos valores, se não, não poderiam liberar o pagamento do rapaz para ela”, detalhou.

Ainda segundo o delegado, nesse último caso, a mulher só percebeu o golpe após realizar o 5° depósito. “Não foi tudo de uma vez. Primeiro ele pedia depósito de R# 2,5 mil depois avisava que não era em reais, era pra ser em dólares, aí o valor multiplica. Depois segue falando que faltou só mais R$ 2 mil para concluir. E assim ele vai levando a pessoa para ver o quanto ela consegue”, disse.

Após o aumento desses casos, a polícia tem feito alerta para que as pessoas se previnam e tomem cuidados ao tentarem se relacionar principalmente pela internet.

"Ao se relacionar com alguém, procure saber quem é a pessoa, opte por chamadas de vídeo ou marque um encontro em local público. Se a pessoa do outro lado pedir dinheiro, desconfie, é golpe. Jamais deposite ou transfira dinheiro", diz o alerta da polícia.

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