Casa de comerciante de armas, alvo da PF, sofre ataque com bomba caseira
Rodrigo Donovan tem passagens por assalto a banco e a PF o apontou como mandante da venda ilegal de fuzis
Alvo da operação Oplá, deflagrada pela Polícia Federal em 2022, Rodrigo Donovan de Andrade, de 41 anos, teve a residência no Bairro Vila Nascente, em Campo Grande, atingida por uma bomba caseira na noite do último sábado (17). O homem é comerciante de armas. Ele tem passagens criminais, inclusive por assalto a banco em Sergipe, em 2011.
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De acordo com o boletim de ocorrência, Rodrigo relatou que estava em casa por volta das 22h43 quando ouviu um forte estampido. Inicialmente, ele acreditou que o barulho se tratava de fogos de artifício e não deu importância ao ocorrido. No entanto, ao acordar na manhã de domingo (17), encontrou diversas avarias no imóvel.
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A explosão causou danos no portão, na porta da residência, em uma coluna da varanda e danificou o teto do veículo da vítima, que estava estacionado no quintal. No local, foram encontrados estilhaços de ferro e pinos.
O comerciante então decidiu acionar o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) que foi ao local e confirmou que o imóvel havia sido alvo de uma bomba caseira. A Perícia Científica também esteve no endereço para recolher os resquícios do artefato e registrar as imagens dos estragos.
Testemunhas informaram que um homem em uma motocicleta preta foi visto passando pelo local no horário aproximado do crime. A principal suspeita é de que o ataque tenha sido motivado por um desacordo comercial envolvendo a venda de armamentos.
O Bope conseguiu identificar a origem da bomba caseira pelas iniciais nos resquícios do artefato e agora busca os dois suspeitos. O caso está sendo investigado.
Ameaças
Aos policiais, Rodrigo explicou que trabalha com o comércio de armamentos e que, há cerca de três anos, teve um desentendimento com um homem que atuava como representante comercial na compra de material bélico e havia adquirido alguns equipamentos, mas acabou preso em uma operação da Polícia Federal, o que interrompeu as transações e deixou pendente a entrega de duas armas.
Após a prisão, o comerciante passou a receber cobranças e ameaças via WhatsApp vindas de um número com DDD 21 (Rio de Janeiro), o qual foi bloqueado por ele na época. Contudo, na primeira semana de maio deste ano, um novo número com o mesmo código de área voltou a enviar mensagens cobrando as armas da antiga negociação com o suspeito.
O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol como dano qualificado pelo emprego de substância explosiva e explosão. Até o momento, nenhum suspeito foi localizado ou preso.
Histórico
Em outubro de 2022, ele foi apontado pelas investigações da Polícia Federal como o suposto mandante de um esquema de comércio ilegal de armas e fuzis. Ele acabou sendo identificado após Narciso Chamorro ser preso com quatro fuzis calibre 7.62, três pistolas 9 mm de fabricação americana com “kit rajada”, coletes balísticos com identificações falsas da Polícia Civil, balaclavas e várias munições.
Em depoimento, Narciso afirmou que trabalhava para Rodrigo, identificado apenas como "RD", e que o homem havia pedido para que ele guardasse o armamento por três ou quatro dias.
Naquela época, a PF identificou ainda que Rodrigo esteve em “empreitada criminosa ocorrida no estado de Sergipe (também com atuação nos estados de Alagoas e Bahia), onde integrava grupo criminoso organizado”. Também há registro de assaltos a bancos na cidade de Ribeirãozinho (MT).
Entre os anos de 2011 e 2012, foi indiciado por lesão corporal, furto tentado e associação criminosa, além de posse e comércio ilegal de arma de fogo.
Antes disso, na Capital sul-mato-grossense, no ano de 2007, em outra ação da Polícia Federal, Rodrigo foi preso por manter comércio ilegal de arma de fogo e chegou a ser denunciado pelo crime. Na ocasião, ele alegou que trabalhava junto com seu pai, na empresa Tiro Certo, na manutenção de armamentos. Nem ele nem o pai eram credenciados para o serviço.
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