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Capital

Casal envolvido em suposto sequestro fugiu de lanchonete devendo R$ 650

Polícia Civil descartou informação de que casal queria sequestrar filho de comerciante

Por Bruna Marques e Clara Farias | 25/06/2024 10:50
Equipe da Polícia Civil em frente a lanchonete onde casal estava, na Rua Brasília, no Jardim Imá (Foto: Paulo Francis)
Equipe da Polícia Civil em frente a lanchonete onde casal estava, na Rua Brasília, no Jardim Imá (Foto: Paulo Francis)

Casal caloteiro envolvido em suposto sequestro de criança, na noite desta segunda-feira (24), fugiu de lanchonete devendo R$ 650. O caso ocorreu na Rua Brasília, no Jardim Imá, em Campo Grande.

Conforme noticiado anteriormente, o casal teria tentado sequestrar uma criança de 5 anos, filho da dona do estabelecimento, com isso, moradores chegaram a invadir a casa onde a dupla mora, na Rua Marlene Pereira de Jesus, no Bairro Dom Antônio Barbosa.

Após investigação da Polícia Civil, foi comprovado que a confusão se deu por um desacordo comercial, uma vez que o casal chegou na lanchonete por volta das 16h, bebeu, comeu e foi embora sem pagar a conta de R$ 650. O caso foi registrado como lesão corporal e outras fraudes, e não como tentativa de sequestro.

Imagens que circulam em grupos de mensagens mostram a cena, descrita como "aterrorizante" por uma testemunha, que encaminhou o vídeo da invasão da população ao Campo Grande News.

"Eles fugiram [da casa], tentaram entrar na casa deles mas estava trancada e em seguida foram para casa vizinha. Foi aí que os populares intervieram. Um deles chegou a pular o muro para agredir o casal", disse.

Suposto sequestro – Segundo a mãe da criança, por várias vezes o casal passou a elogiar seu filho dizendo: " seu filho é bonito, com ele você pode ganhar muito dinheiro no exterior". Ainda segundo a comerciante, por volta das 18h o homem e a mulher solicitaram que fizessem quatro lanches para viagem. Enquanto a proprietária do estabelecimento foi providenciar os pedidos, a criança ficou próximo a grade e neste momento o rapaz teria o chamado para andar de moto.

A mãe da criança percebeu e correu para pegar o filho no colo. Ela relatou para a Polícia Militar que o homem chegou a colocar a mão na cintura, embaixo da camiseta, como se estivesse armado, sendo que a companheira dele interveio e disse: "larga mão, vamos embora".

Então os dois foram embora sem pagar a conta. Com as características indicadas e através das imagens das câmeras de segurança, os policiais iniciaram buscas pela região e conseguiram abordar o casal.

Quando foram encontrados, o homem estava com uma lesão na testa e relatou que se desentendeu com a esposa e levou uma panelada na cabeça. Eles foram conduzidos para a delegacia, ouvidos e na sequência liberados, porque, de acordo com o código penal, a pena para o fato praticado por eles é inferior a dois anos, não cabendo prisão em flagrante e sim TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência).

Vale ressaltar que durante as oitivas na delegacia, não ficou comprovado o crime previsto no artigo 239 do código penal, que se refere a “Promover ou auxiliar a efetivação de ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o exterior com inobservância das formalidades legais ou com o fito de obter lucro”, cuja a pena seria de reclusão de quatro a seis anos e multa.

A reportagem esteve nesta manhã na Rua Marlene Pereira de Jesus, no Bairro Parque do Sol, onde o casal mora, tentar conversar com eles, mas a casa estava fechada.

Na noite passada, quando a população invadiu a residência do casal, o homem e a mulher fugiram e entraram na casa do vizinho. Segundo o morador, 62 anos, as pessoas entraram no momento em que o portão estava aberto.

Residência onde casal foi linchado pela população (Foto: Juliano Almeida)
Residência onde casal foi linchado pela população (Foto: Juliano Almeida)

“Está tudo bem agora, graças a Deus. A gente não tinha muito contato com essas pessoas. Agora o que ficou foi a sujeira porque entrou bastante gente aqui. Como muita gente entrou, saímos e ficamos aqui do lado, o casal mora há mais de um ano no local e a gente nunca viu criança por aqui”, informou.

Funcionário de supermercado, 30 anos, definiu o casal como “estranho”. De acordo com ele, eles chegavam, davam oi e entrava dentro de casa, não falava com ninguém do bairro. Ainda conforme relato, o homem deixava várias cabeças de boneca em cima do muro. “Nunca vi criança lá dentro, mas essas cabeças de boneca sempre estavam em cima do muro”, disse.

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