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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

26/09/2012 18:52

Causa e consequência: aos 18, droga marcou Leandrinho para sempre

Viviane Oliveira
 Causa e consequência: aos 18, droga marcou Leandrinho para sempre
Leandro conta apenas com a ajuda da mãe, Maria Sebastiana. (Foto: divulgação)Leandro conta apenas com a ajuda da mãe, Maria Sebastiana. (Foto: divulgação)

Aos 11 ele comprava droga a pedido do pai. Com 12, começou a usar pasta-base de cocaína. Hoje, com 18 anos, Leandro Matricardi Pereira da Silva está paraplégico em consequecência de um tiro que levou na nuca no dia 25 de junho do ano passado na rua Paranapebas, na região do bairro Nova Lima, em Campo Grande.

Apesar da pouca idade, o garoto conhecido no bairro e da Polícia como "Leandrinho do Colúmbia", onde mora, teve, quando menor de idade, pelo menos 75 registros na Polícia. Por furto, roubo, ameaças, violação a domicílio e cinco mandados de busca e apreensão. Começou a roubar, justifica, para comprar droga.

Além de Leandro, a mãe, Maria Sebastiana Pereira da Silva, 40 anos, tem mais três filhos, um de 15, 12 e 8 anos. Separada do marido há 2 meses, ela luta para aposentar o filho que até o ano passado não tinha certidão de nascimento. A família vive com uma renda de R$ 140 e de alguns trocados que a mãe ganha quando consegue sair de casa para catar materiais recicláveis.

Com o pai dependente químico, Leandro conta, que a pedido dele passou a frequentar as bocas-de-fumo para comprar droga. "Ele pedia para eu ir comprar, mas alertava para nunca entrar nessa", disse, acrescentando que certo dia nessas idas e vindas resolveu dá um 'pega'.

A partir daí, o menino que até então trabalhava junto com a mãe na reciclagem para complementar a renda em casa, passou a roubar para sustentar o vício. "Eu avisava que a droga ia acabar com a vida dele, mas entrava por um ouvido e saía pelo outro", afirma.

Leandro passou a furtar na casa dele tudo que via pela frente, depois começou a roubar os vizinhos do bairro. No dia do crime, como uma travessura de adolescente, subiu em uma árvore para pegar goiaba quando foi atingido por um tiro. "Pensaram que eu ia entrar na casa de alguém para roubar", lamenta.

Ele se lembra de tudo que aconteceu naquele dia, só não conseguia sentir as mãos e as pernas, mas viu todo o movimento das pessoas ao redor dele, a Polícia chegando no local e o resgate da equipe de socorro. Leandro foi levado para uma unidade de saúde, encaminhado para a Santa Casa e depois transferido para o Hospital São Julião, onde passou mais de dois meses internado.

O menino mal estudou a 1ª série, vivia a maior parte do tempo nas ruas com os 'amigos', afirma, se libertou do vício que quase o levou a morte e se pudesse voltar no tempo faria tudo diferente. "Depois de tanto sofrimento ele ficou com trauma", disse a mãe.

A cadeira de rodas improvisada é pequena para o tamanho de Leandro. (Foto: Rodrigo Pazinato)A cadeira de rodas improvisada é pequena para o tamanho de Leandro. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Dificuldade - Em uma cadeira de rodas improvisada, Leandro passa a maioria do tempo, quando não está deitado em uma cama hospitalar que a mãe conseguiu através de doações. “A diversão dele é uma televisão velha que fica na sala”, conta a mãe.

Por falta de fisioterapia, Leandro não consegue se esticar, quando deita as pernas continuam dobradas. Durante o dia o jovem usa uma espécie de sonda para urinar e na parte da noite usa fralda para dormir.

“Tenho fé em Deus que um dia vou conseguir voltar a andar. Quando sair dessa cadeira de rodas vou cuidar da minha vida longe daqui. Quero casar, ter filhos e morar em uma fazenda para trabalhar”, destaca.

Leandro disse que agora percebe a liberdade que tinha, mas não deu valor. Preferiu escolher o caminho das drogas, que leva para dois caminhos: cadeia e a morte. “Se o cara quiser se libertar ele consegue, basta ter força de vontade e determinação”, finaliza.



Tem gente que vale mais calado, Sr Gustavo, o envolvimento com drogas é um mal que afeta toda a sociedade, cuidado, um dia pode afetar vc tbem Quanto à "aposentadoria", gostaria de esclarecer uma coisa. estamos falando do Benefício de Prestação Continuada-BPC da Assistência Social, operacionalizado no INSS, garantido na Constituição e na Lei Orgânica da Assistência Social às pessoas com deficiência incapacitadas para o trabalho e a vida independente e para os idosos a partir de 65 anos que não tem as condições necessárias para aposentar-se. Não é um benefício previdenciário e sim vinculado à Assistência Social, assim como o Bolsa Família. Com certeza o dinheiro para o pagamento destes e de outros benefícios sociais vem dos nossos impostos, mas afinal é para isso mesmo que os pagamos.
 
Regiane Silva em 05/10/2012 21:03:57
Chega do estado ser paternalista, pois pagamos impostos caros e esse moleque só robou a vida inteira e agora quer aposentar vai aposentar na profissão de ladrão?
 
marley da silva em 29/09/2012 08:42:47
PARABÉNS AO CAMPO GRANDE NEWS PELA MATÉRIA, CREIO QUE NAO É PARA JULGAR NINGUÉM , E SIM CHAMAR A ATENÇÃO DA SOCIEDADE E GOVERNANTES PARA REALIDADE, QUE PODE ATINGIR QUALQUER FAMÍLIA E INDIVÍDUO, E ASSIM PODERMOS ALERTAR E PREVINIR AS DEMAIS DEMAIS PESSOAS, E NAO SOMENTE TENTAR ACHAR UM CULPADO PARA ESTES CASOS, POIS CADA CASO UMA RELIDADE!
 
KELI REGINA FERREIRA DA SILVA em 27/09/2012 12:55:32
Pior que os dois comentaristas que criticaram estão certos! A vida mostrou pelo pior lado a lição para esse rapaz, mas no final das contas quem arca com essa história somos nós, cidadãos de bem, que não roubamos ninguém, não colocamos armas no peito de ninguém para roubar ou pedir dinheiro, pagamos altos impostos, coisa que esse menino nunca soube o que é, trabalho.
 
Elaine Boscoli em 27/09/2012 12:35:00
Aqui se faz, aqui se paga, familia q/ é totalmente desistruturada, o q/ aconteceu c/ esse guri ele tem q/ agradecer e muito a Deus, plo q/ sei ele era jurado de morte praticamente pela região toda, de certa forma a mãe culpa por ter sido omissa na educação dele e dos irmãos.
Me desculpe mas não tenho dó, pq sei q/ ele aprontou e muito, se não estivesse nessa situação taria aprontando
 
silvania rosa em 27/09/2012 12:07:00
Vi o comentário da Daiane informando sobre os atendimentos da Uniderp, mas, caso fique mais próximo, a UCDB também realiza atendimentos para Fisio, basta ir com o encaminhamento solicitado pelo médico do posto de saúde mais próximo referente a quantidade de sessões, que o Leandro poderá ser atendido gratuitamente passando pelo Setor de Serviço Social no Complexo das Clínicas da UCDB.
 
Débora Nepomuceno em 27/09/2012 11:43:00
meu face esta em campanha pro Leandro..mas falta o tel para que entremos em contato para levarmos as doaçoes...muita gente humanista ajudando...que bom!!!Por favor, nos passe o contato..
 
karine keyzy em 27/09/2012 11:24:53
Tenho que parabenizar a feliz iniciativa do Campograndenews pela abordagem do problema das drogas pelo prisma que vocês vem adotando nessa sequência de matérias.
Salutar nessa época em que se discute soluções mirabolantes para tratar a questão da dependência química, um problema que transcende o simples fato de utilizar uma substância. Vale lembrar que: Állcool é Droga!! SPH! .
 
Marco Túlio Costa em 27/09/2012 11:24:16
Parabéns a jornalista pelo excelente trabalho.
 
Karolyne Peralta em 27/09/2012 11:07:19
Acho Senhores que nunca devemos desacreditar nas pessoas , por isso Senhores Governantes de uma casa descente, uma cama , e uma cesta basica pr essa Mãe de familia para ela sair do loxão e ter condições de dar uma vida digna para essa filho q hje inválido tenta se recupera e ser um menino digno de respeito, PORQUE NÃO ACREDITAR???
 
ana moreira em 27/09/2012 11:06:00
Éhhh Gustavo, cuidado que o mundo dá voltas!!!
 
Louise Gomes em 27/09/2012 11:03:24
Só não consigo entender pq as pessoas entram nesse caminho....todos com ou sem estudo, sabe que e um caminho sem volta, e o fim e sempre trágico...nao tem essa de eu consigo me controlar...depois que caem nessa situação vem as lamentações...é o preço a se pagar, o bom e pensar antes!!!
 
Nilza Pflugmacher em 27/09/2012 11:02:29
Roberto Inzagaki: o que vc está fazendo aqui no Brasil? Está perdendo seu tempo!
 
Danilo Duarte em 27/09/2012 10:48:39
Hoje ele é um coitado , mas e se isso não tivesse acontecido com ele ?? Sera que ele não teria posto outros em cadeiras de rodas ?? Talvez o Gustavo , a Karine , o Daniel , a Laura , enfim ..... DEUS sabe o que faz ..... e tem os SEUS motivos ..... pensem nisso os solidarios e os criticos ....
 
Ivan Pereira em 27/09/2012 10:40:49
Procurou e achou, é o mal do Brasil, ser pobre por aqui é bonito, o coitadismo nesse país me enoja, pais ignorantes e irresponsáveis só geram problemas, já passou da hora do Brasil criar um programa Sério de PLANEJAMENTO FAMILIAR, chega dessa farra nas periferias, de quanto mais pobre mais filho, não há quem aguente sustentar tanta gente improdutiva.
 
Roberto Inzagaki em 27/09/2012 10:08:33
O INSS deveria mesmo pagar uma pensão para esse rapaz, afinal de contas o Estado também tem parcela de culpa nesses casos. E não descobriram quem atirou nele? É mais um bandido que está a solta.
 
loraine gomes em 27/09/2012 09:24:02
Para Deus nada é IMPOSSÍVEL, MUITO MENOS IRREVERSÍVEL, BASTA TER FÉ, INDEPENDENTE DE SUA RELIGIÃO:) BOM DIA:)
 
Alessandra Mauro em 27/09/2012 09:17:55
CARO GUSTAVO QUE COMENTARIO SEM CABIMENTO,SEI QUE NÃO JUSTIFICA AS COISAS E ELE COMETEU PARA SUSTENTAR O VICIO,POREM TODOS NOS TEMOS HISTORIAS,ERROS,E ACERTOS,A PUNIÇÃO ELE TEVE DA VIDA,AGORA VC PREOCUPADO COM O QUE ELE GANHA DO INSS,DEVERIA SE PREOCUPAR COM OS POLITICOS NOVOS QUE VC VAI ELEGER,QUEM SABE ELES INVESTEM MAIS EM EDUCACAO,SEGURANÇA,SAUDE,ASSIM NOSSO DINHEIRO SERIA BEM GASTO.
 
LAURA CRISTINA em 27/09/2012 09:15:45
Parabéns às pessoas que querem ajudar esse jovem e sua mãe. Quanto a esse Senhor Gustavo; um conselho: cuidado amigo, um dia você pode precisar do INSS (que aliás a Constituição garante), e também os meus, os nossos impostos ajudarão nas dificuldades, é para isso que pagamos impostos, ok?. Pense nisso.
 
Leda Belliard em 27/09/2012 09:02:00
Gustavo Ribeiro: às vezes não se expressar é a melhor coisa a fazer. Pense nisso
 
Daniel Assunção em 27/09/2012 08:44:46
Achei de pessíma colocação o comentário do Sr. Gustavo Ribeiro, acho sim que as pessoas podem se arrepender e apreender com seus erros, e com isso têem o direito sim de recomeçar, recomendo que o Sr. Gustavo procure uma ajuda para aprender o verdadeiro significado da palavra AMOR.
 
Edilson Corrêa em 27/09/2012 08:35:44
Meu Deus..me emocionei com esta historia de vida...penso em fazer uma campanha para ajuda-lo...
 
karine keyzy em 27/09/2012 08:16:12
Meu Deus!!!! Que familia..... nós ainda achamos que temos problemas.
 
Edir Canhete em 27/09/2012 08:13:22
Falta dedicação desde crianças a esses seres humanos...escolas, lares, sociedade...
 
Célia Campos em 27/09/2012 08:04:59
Leandro pulou muitas vezes o muro do Hospital São Julião e roubou tudo que encontrou de interessante deixando para trás estragos e desgostos.
Após o tiro e a paraplegia foi internado , como diz a matéria, e atendido no mesmo local que ele visitava para furtar, e recebeu por dois meses todos os cuidados medicos e os sermões das irmãs que alí trabalham.
 
Bruno Maddalena em 27/09/2012 08:00:15
Triste realidade, mais uma prova que as drogas acabam com a vida, isso é para os jovens envolvidos perceberem o mau que é fazer uso de drogas e estar no crime, muitas vezes é tarde para se arrepender, vamos pensar antes...
 
edivaldo andre em 27/09/2012 07:53:39
Infefizmente o arrependimento só vem tarde e o destino tomou rumo irreversível....
 
ADAILTON QUEIROZ em 27/09/2012 07:10:24
É MUITO TRISTE VER ESSA SITUAÇÃO,MAS AGORA SÓ O SENHOR PARA TER MISERICÓRDIA DESTE MENINO,PORQUE NÃO PENSOU,PORQUE NÃO ESTUDOU,NÃO JUSTIFICA DE SER POBRE DE SER UM CATADOR DE LATA,MAS PODERIA TER UMA VIDA BOA COM A FAMÍLIA AGORA ESTA AI....SÓ O SENHOR.
 
EVANILDE QUINTANA em 27/09/2012 05:31:05
É sr. Gustavo Ribeiro o mundo da volta e com certeza o sr. deve ter filhos, netos ou irmão ou talvez pelo menos amigo que um dia Deus não permita que vossa senhoria não esteje nessa situação porque infelizmente a droga e a desgraça não escolhe alta ou baixa sociedade pense um pouco e relfita para falar e criticar as pessoas.
 
rosilenene costa em 27/09/2012 05:16:26
Lendo essa matéria, fico pensando no futuro dos adolescentes que vejo na praça do rádio clube todos os dias fumando maconha. Todos bem vestidos, alguns com uniforme escolar. Acredito eu que os pais não tem noção do que os filhos estão fazendo, pois isto acontece em pleno horario de entrada e saida de escola.
 
Aparecida Pereira em 27/09/2012 04:52:26
eu acho engraçado ,algumas pessoas criticarem..ninguem é obrigada a ajudar,eles em nenhum momento pediram isso...acho que a opiniao alheia deve ser guardada, ainda mais qdo for maldosa e infeliz...Deus deu outra chance de vida para ele..e a mae nao teve culpa alguma...Que Deus abençoe esta familia que esta passando e passou por tantas provaçoes.
 
karine keyzy em 27/09/2012 02:01:55
Sr. Roberto Inzagaki, pessoas como a Sr. Maria Sebastiana não deve ter esse conhecimento, deve viver numa dificuldade tremenda, não deve ter nem o que comer, e vc ainda fala em planejamento familiar. É companheiro vc nunca deve ter ter vendido o almoço para poder comer a janta. É claro que quanto + gente assim é + interessante p/ politicos que não valem nada. Por que será que nosso Brasil é assim?
 
jose carlos em 27/09/2012 01:55:30
Sei que não pediram, mas como faço para o caso de querer ajudar, caso a família aceite?
 
Julio Martini em 26/09/2012 08:13:48
O pior é que o INSS vai acabar pagando, COM O MEU TRIBUTO, benefício para esse figura.
 
Gustavo Ribeiro em 26/09/2012 07:49:28
excelente materia de vcs, parabens , a droga so leva a destruição familiar, caracter e a morte.
para os jovens nunca entre nesta vida. sou um ex usuario luto dia a dia paraficar longe
moro na fronteira com o paraguai , pensa como é facil ak., mais sou mais forte e Deus me auxilia nas aflições. que Deus conforte essa mãe....
 
Celso Antonio em 26/09/2012 07:49:08
Sou estágiaria de Fisioterapia atendemos pacientes na Faculdade Anhanguera, perto da rodoviária, peço-lhe por gentileza que procure a clinica na faculdade com a prescrição de fisioterapia.
 
Daiane Carvalho em 26/09/2012 07:16:00
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