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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

23/05/2011 16:38

Centro do poder em Campo Grande é exemplo de desrespeito às leis

Paula Vitorino

Infrações na lei de acessibilidade urbana são principal problema do Parque dos Poderes

Calçada desnivelada é perigo para pedestres. (Fotos: João Garrigó)Calçada desnivelada é perigo para pedestres. (Fotos: João Garrigó)

O local símbolo do poder em Mato Grosso do Sul, com prédios de órgãos representativos da esfera federal e estadual, tornou-se uma área com os mais diversos exemplos de desrespeitos as leis.

Em uma volta pelo Parque dos Poderes, é possível encontrar infrações de trânsito, de descuído com a cidadania e o meio ambiente e, principalmente, ao quesito de acessibilidade urbana.

Para quem é pedestre, a locomoção entre um prédio e outro é praticamente uma prova de obstáculos. A situação fica ainda pior quando o acesso precisa ser feito por um cidadão portador de alguma deficiência física.

“Está difícil, bem complicado. Não tem condições de andar. Se quiser chegar até algum local, o jeito é você ir para a rua”, diz o funcionário público Anderson Allan Meireles, de 34 anos.

São vários os trechos do Parque sem calçada. Mas quando existe algum pedaço de calçamento, o espaço é dividido ou totalmente tomado por árvores, postes e até lombadas eletrônicas.

A situação foi flagrada próximo ao prédio do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), na Rua Desembargador Leão Neto Carmo.

“É importante a sinalização, mas é um absurdo a lombada tomar o lugar do pedestre. Mas fora isso, ainda tem o estado das calçadas, o piso que usam. As pedras da calçada são cheias de falhas, é perigoso para qualquer um tropeçar, imagine para uma pessoa de cadeira de rodas”, denuncia.

Funcionário público desvia de lombada para continuar trajeto. Funcionário público desvia de lombada para continuar trajeto.

Acessibilidade - A reportagem do Campo Grande News convidou o CREA-MS (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) para visitar alguns prédios públicos e apontar quais as adequações necessárias para garantir que os locais sejam acessíveis à população.

Sem rampas ou calçamento nivelado e piso tátil, o acesso à maioria dos prédios públicos é impossível para quem possui alguma dificuldade de locomoção, sem que haja o auxílio de outra pessoa.

“O objetivo da acessibilidade é justamente proporcionar a independência no ir e vir de qualquer pessoa, seja portadora de deficiência ou não. Locais de uso público tem que garantir a acessibilidade de todo cidadão”, ressalta a presidente IAB-MS (Instituto de Arquitetos do Brasil), Milena Adri.

Em frente ao prédio da Receita Federal, também na Rua Desembargador Leão Neto, o piso da rampa de acesso é antiderrapante, a superfície é lisa, mas falta sinalização tátil.

Já na calçada em torno do órgão, os pedregulhos de concreto estão desalinhados e com espaços entre eles, com grama, além do espaço ser estreito. Do outro lado da via, não existe nenhum tipo de calçada.

A passagem no local é dificultada para qualquer pessoa que tenha alguma dificuldade de locomoção, como uma mulher de salto alto ou uma pessoa com carrinho de bebê, aponta a arquiteta.

No Tribunal de Justiça a entrada não conta com rampas especificas para cadeirantes. A calçada é mais larga, mas pequenas falhas e pedrinhas prejudicam a passagem.

Também não existe piso tátil ou qualquer sinalização para o deficiente físico, desrespeitando lei que passou a exigir a colocação, sob pena de multa.

Já o prédio do TRE conta com calçada formada por pequenas frestas e o acesso ao prédio dedicado para pedestres é feito somente por uma escada. No meio da calçada, uma árvore também atrapalha a passagem de um cadeirante, por exemplo.

“Esse é um problema que encontramos em várias calçadas. A calçada tem que ser livre de obstáculos, fica difícil para uma cadeira passar nesse espaço. O local tinha que possui uma rampa de acesso com uma inclinação ideal”, ressalta.

No trecho da Rua do Poeta, onde estão os prédios das secretarias do Estado e da Governadoria, existe calçada com piso nivelado de forma contínua. Mas o portador de deficiência não tem rampas de acesso que liguem um prédio ao outro e também falta o piso tátil.

A via é muito usada para caminhadas e possui pontos de ônibus. “A presença da calçada, nivelada e antiaderente já são os primeiros passos para a acessibilidade. Isso pode ser conseguido de forma barata com o uso do concreto desempenado. Mas falta continuidade, porque a pessoa precisa conseguir se locomover entre os prédios”, diz a arquiteta.

Escadas e falta de passarelas adequadas prejudicam a passagem. Escadas e falta de passarelas adequadas prejudicam a passagem.
Arquiteta e engenheiro apontam calçada correta, em prédio do Banco do Brasil. Arquiteta e engenheiro apontam calçada correta, em prédio do Banco do Brasil.

Outro problema é falta de passarelas nos canteiros centrais para a travessia do pedestre. Quando a passagem existe, a via não é acessível a todo cidadão.

Dentre todos os locais visitados, apenas o prédio do Banco do Brasil apresentou todas as normas exigidas pela lei de acessibilidade, com rampas, piso nivelado e continuo, além de sinalizações táteis.

A legislação exige que a calçada e o acesso ao prédio público respeite a lei de acessibilidade. O calçamento deve ter 1,50m de passagem livre de obstáculos, piso tátil, rampas de acesso e uma área permeável.

Desrespeitos - A reportagem também flagrou motoristas estacionando em locais proibidos, como também desrespeitando a sinalização e a velocidade do Parque.

Há meses, veículos são flagrados estacionados sobre as faixas da lombada eletrônica, por exemplo e em pontos, mesmo sob a sinalização do proibido estacionar.

Já a velocidade acelerada é vista com facilidade, principalmente nas rotatórias do Parque, uma delas a que leva ao Palácio Tiradentes, sede da Polícia Militar.

As multas, segundo a polícia de trânsito são frequentes e envolvem pessoas que esporadicamente utilizam os prédios públicos.

Hoje, assim como no dia 2 de fevereiro, quando a equipe do Campo Grande News esteve no Parque pela primeira vez verificando esses abusos, em frente de praticamente todas as secretarias havia pelo menos um carro estacionado irregularmente, em faixa amarela, inclusive em frente ao Poder Judiciário.

Os usuários do Parque ainda reclamam da falta de iluminação à noite, com pontos em total escuridão.

Os sinais de manutenção deficiente também são vistos nas calçadas quebradas por raízes de árvores há meses e cercas em volta da reserva florestal, arrebentadas em frente à Governadoria e ao prédio da secretaria de Produção.

A Prefeitura do Parque dos Poderes foi procurada para comentar as infrações na área, mas não deu retorno até a publicação desta matéria e também não informou quais providências devem ser tomadas.

Há meses estacionamento irregular é flagrado no Parque. Há meses estacionamento irregular é flagrado no Parque.
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Isto sem contar o estacionamento de ônibus de transporte de funcionários (NPO) em fila dupla em plena Afonso Pena, logo pela manhã!
 
Gerson Eli Santos em 24/05/2011 09:51:30
A VERDADE É QUE ELES PODEM TUDO NÉ? O CIDADAO NAO PODE ......TEM QUE CUMPRIR A LEI ....MAS OS ORGAOS PUBLICOS ESSES SIM PODEM FAZER O QUE QUISER .......EU NAO POSSO CARREGAR ALGUEM NA CARROCERIA DO MEU CARRO PORQUE SE ME PEGAR VAO ME MULTAR .....AGORA A PREFEITURA PODE ANDAR COM O CAMINHAO CHEIO DE TRABALHADORES NA CARROCERIA...QUAL A DIFERENÇA ? NAO ESTAO EXPONDO AS VIDAS TAMBEM ....DEPOIS VEM AQUELE TEATRO ALI NO PARQUE COM A CIDADE DO DETRAN...MOSTRANDO QUE SE DEVE FAZER AS COISAS CORRETAS .....O QUE É CORRETO PRA VCS ? SÓ TEATRO ...SÓ PARA DIZER QUE FAZEM ALGUMA COISA ...DETRANS NAO SE PREOCUPA COM NINGUEM ....
 
ROGERIO PAULO em 24/05/2011 09:23:25
É pra eles tirarem dinheiro nosso eles são bons.Agora pra eles darem o exemplo eles são péssimos pra caramba.Vejam um exemplo,é só vir em frente ao colégio maria constança na rua marechal rondon.A calçada da frente estava em péssimas condiçoes a mais de cinco anos e aora depois de muita televisao filmando eles consertaram iguak a fuça deles.Sem piso tátil e um cimento escorregadio quando chove e pior que os entulhos até ontem estao tudo no meio do caminho, quem sabe hoje eles retiram né.Isso é nosso brasil.Cheio de indiferenças e injustiças.
 
marcelo tadeu de almeida em 24/05/2011 08:59:42
Uma casa desarrumada é reflexo de quem está dentro dela. Nossos poderes constituidos já aparecem na mídia por omissão. corrupção e toda sorte de conluios e ninguém fez nada. Vocês acham que eles estão preocupados em consertar calçadas, ruas... ah, me poupem...
 
Edson Junior em 24/05/2011 08:56:24
No Pq Dos Poderes a única coisa que parece não poder ter é buraco, eles aparecem em um dia e no outro já estão tapados enquanto que em alguna locais são meses a fio esperando esse milagre acontecer...... Parece que a Lei que é para TODOS não consegue alcançar aquele reduto inatigível por isso se vê o que a reportagem mostra!Ainda ontem fiz um comentario ao meu marido sobre as multas que estao sendo feitas ate a noite no canteiro da Rua Furnas em frente ao shopping e ele me disse: "deviam ir ao Pq Dos Poderes" apenas respondi se forem lá no outro dia extingue-se a Unidade dos amarelinhos rsrsrsrs.
Detalhe: ainda não vi nenhum dos amarelinhos atuando no Pq dos Poderes e olha que passo direto por lá........
 
Zenilza sampaio em 24/05/2011 08:39:52
Como dissemos ja inumeras vezes, é mais fácil mandar fiscal multar que paga impostos do que olhar para os próprios problemas, o cidadão deveria ir até esses locais multar e cobrar dos governantes, assim como eles nos fazem.
Vergonha na cara é coisa rara pra eles.
 
Oswaldo Benites em 24/05/2011 07:51:18
A cidade de Aquidauana também NÃO tem acessibilidade em nenhuma das ruas. O calçamento público está uma comédia de péssimo gosto também.
 
Victor Lima em 24/05/2011 07:36:22
O CREA foi convidado a dar pitaco? Igualmente a Associação do CREA-MS (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) localizado na Rua Santa Lina, no Vilas Boas, não tem nenhum calçamento, e o espaço destinado a calçada é instransitável, as crianças das escolas vizinhas e qualquer transeunte andam OBRIGATÓRIAMENTE na rua, e olha que a Assocaiação do CREA ocupa uma quadra inteira. Eles ficalizam , cobram dos outros mas não fazem seu dever de casa nem cumprem com sua obrigação, isso é hipocresia. A Prefeitua de Campo Grande também fiscaliza os imóveis da região, notifica os "pobres mortais" proprietários de um único terreno e não enxergam essa quadra toda nessa situação? A lei deveria ser para todos e o CREA e sua Associação deveria ter mais respeito com os cidadãos e permitir que ao menos usem o espaço da calçada.
 
Maria José Silva em 24/05/2011 05:45:52
A questão das calçadas é crítica na cidade inteira e já passou da hora da prefeitura levar a sério a fiscalização desse assunto. Tanto no centro quanto nos bairros, lixeiras, árvores, postes e placas bloqueiam o caminho que devia ser livre para os pedestres - isso quando não são os carros estacionados irregularmente. A falta de calçadas e de iluminação adequada torna as ruas da cidade inóspitas para as pessoas e isso só contribui para o aumento da criminalidade.
 
Luiz Pereira em 23/05/2011 11:40:23
Há tempo que reportagem desta natureza se fazia necessária. Parabens. Continuem denunciando. Neste local não se vê atuação dos agentes de trânsito, quer estadual, quer municipal. realmente é uma vergonha. No entanto, como disseram, não existe estacionamento para visitantes ou usuários do sistema, exceto AL.
 
devanir lopes de camargo em 23/05/2011 09:13:10
É um desaforo mesmo, pavimento de péssima qualidade, falta de estacionamentos, transporte público horrível, buracos côncavos e remendos convexos, iluminação pública anêmica (quando presente) e ainda tem de se dividir espaço nas estreitas e irregulares calçadas (sem piso tátil) até com o instrumento de delito de roubo ao usuário/contribuinte, que são essas lombadas e radares, personagens de programas jornalísticos de domingo a noite, máquinas de arrecadação e pulverização de dinheiro, acho que tão perniciosas quanto aquelas outras que caçam níqueis de otários, só que aquelas só prejudicam quem as deliberadamente procura e essas outras à todos, mas os paladinos da retidão as defendem, como instrumentos de educação aos infratores, como se bons e baratos quebra-molas não resolvessem a questão, então não se fala mais nisso. Mas desde quando mesmo aquela região da cidade, que abriga a corte, o alto clero e os senhores feudais foi exemplo pra alguém mesmo?

Ah e será que o piso "tático" deve ser pisado com botas táticas?
 
Claudio Arantes - CG/Amambai em 23/05/2011 07:44:58
Nossa, será que só no Parque dos Poderes que existe irregularidades? quanto a acessibilidade? nem nas calçadas que entornam o prédio da Prefeitura existem piso tático. Será que a lei foi feita só para os outros?. primeiro arrume sua casa para cobrar depois dos outros.
 
Maria Aparecida Melo em 23/05/2011 05:54:48
A região do parque dos poderes , reflete bem o que acontece em toda toda a cidade! ruas esburacadas onde remendos HORROROSOS sao fonte de renda das empreiteiras laranjas" falta de sinalização, iluminação entao nem se fala.... ( a base de vela vira Drive-in na madruga) , falta de acessibilidade ( nao existe calçadas pavimentadas ( e as nao pavimentadas sem condições nenhuma caminhar ) lixo por toda a parte( e so dar um rolê em frente as repartições e comprovar)... Sendo assim, sao os porcos que deveriam dar o exemplo pagando de politicamente corretos!
 
Eduardo Salles em 23/05/2011 05:52:50
Essa abordagem do parque dos poderes reflete o caráter daqueles (as) que estão a comandar esse estado.
 
Carlos Eduardo em 23/05/2011 05:40:40
É pessoal guardada as devidas proporções, também se faz necessário locais de estacionamento para os servidores e contribuintes usuários das máquinas estaduais e federais, creio que a virtude neste caso esteja no meio, haja vista se um usuário precisar ir em alguma secretaria, orgão ou qualquer lugar lá no parque dos poderes; O mesmo para estacionar de maneira legal, precisa caminhar quase um quilometro, hora vista, existe o usuário portador de alguma necessidade, a iminencia de assaltos, roubos. Temos de botar tudo isto na balança e colocar os orgãos competentes para pensar em uma solução acessível ao usuário e que não viole as Leis.
 
Gustavo Cesar C. Gonçalves em 23/05/2011 05:21:37
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