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Centro teve Cidade da Copa vazia e torcida disputando espaço em bares

Chuva desanimou o público; eram esperadas 3 mil pessoas na rua

Por Cassia Modena e Gabi Cenciarelli | 19/06/2026 22:31
Centro teve Cidade da Copa vazia e torcida disputando espaço em bares
As poucas cadeiras, todas vazias, na Cidade da Copa (Foto: Gabi Cenciarelli)

Montada na Esplanada Ferroviária, a Cidade da Copa minguou no segundo jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. Quem passou pelo local viu cadeiras vazias e molhadas pela chuva enquanto o telão mostrava o intervalo de Brasil x Haiti, na noite desta sexta-feira (19).

RESUMO

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A Cidade da Copa, montada na Esplanada Ferroviária de Campo Grande, registrou baixa adesão durante o segundo jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo, contra o Haiti. Esperadas 3 mil pessoas pela prefeitura, as cadeiras ficaram vazias devido à chuva. Pequenos bares da Rua 14 de Julho e da região central ficaram lotados, com torcedores se abrigando sob toldos para assistir à partida.

A Prefeitura de Campo Grande esperava até 3 mil pessoas no espaço, mas o tempo instável desanimou parte da torcida. Do outro lado, pequenos bares da região central ficaram cheios. Quem queria ver a partida procurou abrigo dentro dos estabelecimentos ou debaixo dos toldos. Vaga boa, ali, virou artigo de luxo.

No Bar do Zé Carioca, Beatriz Bernardes, 24 anos, chegou preparada com guarda-chuva, mas nem por isso totalmente tranquila. “A chuva mesmo é quem sabe, né? Mas eu estou de chapinha, então confesso que tenho um pouco de medo. Eu não sou lisa, gente, meu cabelo é cacheado. Mas, por enquanto, está tudo em paz. Estou com o guarda-chuva aqui e vamos torcer para continuar assim”, brincou.

Mesmo preocupada com o cabelo, Beatriz não perdeu a confiança na Seleção. O palpite dela era vitória brasileira por 4 a 1. “Vou dar uma chance para eles fazerem pelo menos um gol. Mas acredito em 4 a 1 para o Brasil”, disse.

Centro teve Cidade da Copa vazia e torcida disputando espaço em bares
Bar com grupo de pagode e torcida no Centro (Foto: Gabi Cenciarelli)

Carlos Henrique, 42 anos, vendedor, contou que a chuva acabou sendo o motivo para sair de casa. “Eu até pensei em assistir ao jogo em casa, mas quando começou a chover resolvi vir para cá. Aqui tem cobertura, telão, pessoal animado… fica muito melhor”, afirmou.

Para ele, o tempo ruim ajudou a encher os bares. “Acho que muita gente pensou igual. Ninguém quer ficar em casa sozinho vendo jogo debaixo de temporal”, disse. Com o Brasil em vantagem, Carlos resumiu o clima: “Chuva lá fora, torcida aqui dentro e Brasil ganhando. Melhor impossível”. O palpite dele também era 4 a 1 para a Seleção.

Centro teve Cidade da Copa vazia e torcida disputando espaço em bares
Mesmo com chuva, jovens misturaram 14 com chuva e foram torcer na copa (Foto: Gabi Cenciarelli)

Fernanda da Rosa, 37 anos, auxiliar, também encarou a chuva para acompanhar o jogo. Questionada se o tempo ruim assustava, respondeu sem hesitar: “Não, jamais”.

Para ela, a dificuldade da noite estava dividida entre ver o Brasil confirmar o favoritismo e conseguir um bom lugar para assistir à partida. “Mais ou menos isso, os dois, né? Mas vamos que vamos”, afirmou. Confiante, apostava em placar largo: 5 a 1 para o Brasil.

A animação, segundo Fernanda, deve continuar nos próximos jogos. “Vem, vem sim”, disse, ao comentar se a torcida deve voltar a se reunir. Se a Seleção chegar à final, ela já prevê produção reforçada. “Aí vamos ter que produzir mais ainda”.

Centro teve Cidade da Copa vazia e torcida disputando espaço em bares
Uns na chuva fina, outros espremidos embaixo de toldo (Foto: Gabi Cenciarelli)

Entre as torcedoras mais animadas estava Graça Maria, que preferiu não revelar o nome completo. “Não posso falar tudo, porque as inimigas fazem macumba com meu nome”, disse, rindo.

Com maquiagem caprichada feita por uma amiga maquiadora, ela também disputava abrigo no bar. Para Graça, mais difícil que torcer pelo Brasil era conseguir uma vaga debaixo do toldo. “Com certeza é conseguir uma vaguinha debaixo do toldo”, brincou.

A chuva, porém, não foi suficiente para tirar o ânimo. “Não! Coragem sempre. E o Brasil tem que ter a mesma coragem”, afirmou. Sobre a confiança na Seleção, resumiu: “Sempre”.

Romário Teixeira, 34, professor enfrentou o sufoco também sem desanimar. “Tá muito apertado, mas é o jeito. Melhor que tomar chuva ou ficar em casa né. A gente não é de açúcar, pode vir a chuva que não desanima”.

Centro teve Cidade da Copa vazia e torcida disputando espaço em bares
Amigos espremidos para ver o jogo do Brasil debaixo do teto (Foto: Gabi Cenciarelli)


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