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Chuva atrapalha, mas não esfria o comércio em clima de Copa no Centro

Na manhã deste sábado (13), lojas tiveram boa procura de última hora por itens verdes e amarelos

Por Mylena Fraiha e Gabi Cenciarelli | 13/06/2026 11:18
Chuva atrapalha, mas não esfria o comércio em clima de Copa no Centro
Mulher passeia de guarda-chuva pela Rua 14 de Julho em manhã de Copa e chuva (Foto: Paulo Francis).

A manhã chuvosa deste sábado (13) até tentou esfriar o clima de Copa do Mundo em Campo Grande, mas não foi suficiente para afastar os torcedores que deixaram para a última hora a compra de camisetas, bandeiras e acessórios da Seleção Brasileira. Horas antes da estreia do Brasil contra Marrocos, o comércio no Centro da Capital ainda registrava movimento de consumidores em busca do tradicional verde e amarelo.

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Mesmo com chuva, torcedores lotaram o Centro de Campo Grande na manhã deste sábado para comprar camisetas, bandeiras e acessórios da Seleção Brasileira antes da estreia do Brasil na Copa do Mundo contra Marrocos. Lojas registraram movimento surpreendente, com clientes levando dezenas de peças. Apenas o vendedor ambulante Putuco sofreu com o mau tempo, vendendo apenas um balão durante toda a manhã.

Nas lojas, nas calçadas e até entre vendedores ambulantes, o sentimento era o mesmo: a chuva atrapalha, mas não apaga a esperança de ver o Brasil começar bem a caminhada rumo ao hexa.

Foi o caso de Inalva Maria de Barros, de 55 anos, que aproveitou a manhã para trocar um chinelo por uma camiseta da Seleção para o marido. "A gente tinha comprado o chinelo, mas ele preferiu a camiseta", contou.

Segundo ela, a ideia era entrar no clima da estreia. "É para aproveitar o último momento, entrar no clima hoje. A cidade inteira está vestida, então a gente veio comprar também." E ela relata que nem mesmo a chuva serviu de desculpa para ficar em casa. "A chuva não atrapalhou em nada, não", resumiu Inalva.

Chuva atrapalha, mas não esfria o comércio em clima de Copa no Centro
Francisco admite ter deixado tudo para a última hora e decidiu ir ao Centro da cidade para comprar o que faltava (Foto: Gabi Cenciarelli).

Entre os consumidores que correram para as compras estava Francisco Alisson, de 23 anos. Ele admitiu ter deixado tudo para a última hora e decidiu ir ao Centro para comprar o que faltava. A lista de compras incluía bandeira, pulseiras, faixa de cabeça, bandana e camisa. "Eu deixei para comprar de última hora, mas, quando a gente é brasileiro, a gente não desiste. Vamos para cima."

Para montar o visual completo, Francisco calcula gastar cerca de R$ 150. "Pesquisei bastante e, por enquanto, foi o lugar mais barato que achei", comentou. Ele também disse que já tem até destino definido para acompanhar a partida. "Vou assistir ali na 14 de Julho. Vai ter telão, isso é a coisa mais maravilhosa. Na Praça do Rádio também vai ter um monte de lugar bom. Vai ficar show de bola".

Chuva atrapalha, mas não esfria o comércio em clima de Copa no Centro
Maria Clara mostra bandeiras do Brasil que comprou para curtir primeira partida da Seleção na Copa do Mundo (Foto: Gabi Cenciarelli).

Já a bancária Maria Clara Alves Golda, de 24 anos, encarou a chuva logo cedo para cumprir duas missões. A primeira, comprar itens para torcer pelo Brasil; a segunda, buscar o tradicional bolo de Santo Antônio.

Com uma bandeirinha já garantida, Maria Clara ainda procurava entre as lojas da Rua 14 de Julho uma camiseta para acompanhar a partida. "A gente tem esperança, aí lembrei que hoje tinha jogo e vim comprar uma bandeirinha. Também estou atrás de uma blusa, porque de quatro em quatro anos é tenso."

Além da torcida pela Seleção, Maria Clara também deposita expectativas no santo casamenteiro. "Já busquei o bolo, está lá. Estou vendo se acho a aliança e a TV", brincou.

Vendas - Nas lojas do Centro, a avaliação é positiva. Segundo a gerente da loja Rei do Preço Único, Carla Sélis, o movimento surpreendeu até mesmo diante do tempo fechado. "O movimento está ótimo, graças a Deus. Estamos vendendo super bem."

Carla afirma que a semana já vinha registrando boa procura, mas o sábado trouxe um impulso inesperado. "Hoje surpreendeu. Com a chuva, surpreendeu. Tem gente que levou mais de 10 peças, 20, 30 peças".

Chuva atrapalha, mas não esfria o comércio em clima de Copa no Centro
Na Rua 14 de Julho, a loja Rei do Preço Único está entre as opções para quem busca camisetas da Seleção Brasileira (Foto: Gabi Cenciarelli)

Para a gerente da loja Rei do Preço Único, o costume brasileiro de deixar tudo para a última hora acabou ajudando o comércio. Segundo ela, o clima da Copa dominou completamente as vitrines. "Parece que o brasileiro tem isso de deixar para a última hora. Mas que bom, senão a gente estava perdendo vendas", comenta. "Hoje está saindo só a blusa do Brasil. Hoje e ontem ninguém quer saber de Dia dos Namorados, é só Brasil."

Se nas lojas o movimento animava os comerciantes, para o vendedor ambulante Putuco, que estava vestido de palhaço, a chuva trouxe prejuízo. Conhecido por trabalhar com esculturas e adereços feitos com balões, ele apostou no tema da Seleção para aumentar as vendas, mas viu a estratégia esbarrar no mau tempo.

Chuva atrapalha, mas não esfria o comércio em clima de Copa no Centro
Vendedor ambulante Putuco resiste à chuva em ponto na Rua 14 de Julho (Foto: Gabi Cenciarelli).

Segundo Putuco, apenas um balão havia sido vendido durante a manhã. "Eu vim trabalhar com esses balões aqui do Brasil, mas tô igual um palhaço por causa dessa chuva", ironizou.

Mesmo assim, o ambulante não pretendia abandonar o ponto. "Vou continuar aqui até umas 3 horas da tarde, tentando. Tem que garantir pelo menos o frango, porque o churrasco já era", complementou.

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