Chuva atrapalha, mas não esfria o comércio em clima de Copa no Centro
Na manhã deste sábado (13), lojas tiveram boa procura de última hora por itens verdes e amarelos
A manhã chuvosa deste sábado (13) até tentou esfriar o clima de Copa do Mundo em Campo Grande, mas não foi suficiente para afastar os torcedores que deixaram para a última hora a compra de camisetas, bandeiras e acessórios da Seleção Brasileira. Horas antes da estreia do Brasil contra Marrocos, o comércio no Centro da Capital ainda registrava movimento de consumidores em busca do tradicional verde e amarelo.
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Mesmo com chuva, torcedores lotaram o Centro de Campo Grande na manhã deste sábado para comprar camisetas, bandeiras e acessórios da Seleção Brasileira antes da estreia do Brasil na Copa do Mundo contra Marrocos. Lojas registraram movimento surpreendente, com clientes levando dezenas de peças. Apenas o vendedor ambulante Putuco sofreu com o mau tempo, vendendo apenas um balão durante toda a manhã.
Nas lojas, nas calçadas e até entre vendedores ambulantes, o sentimento era o mesmo: a chuva atrapalha, mas não apaga a esperança de ver o Brasil começar bem a caminhada rumo ao hexa.
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Foi o caso de Inalva Maria de Barros, de 55 anos, que aproveitou a manhã para trocar um chinelo por uma camiseta da Seleção para o marido. "A gente tinha comprado o chinelo, mas ele preferiu a camiseta", contou.
Segundo ela, a ideia era entrar no clima da estreia. "É para aproveitar o último momento, entrar no clima hoje. A cidade inteira está vestida, então a gente veio comprar também." E ela relata que nem mesmo a chuva serviu de desculpa para ficar em casa. "A chuva não atrapalhou em nada, não", resumiu Inalva.

Entre os consumidores que correram para as compras estava Francisco Alisson, de 23 anos. Ele admitiu ter deixado tudo para a última hora e decidiu ir ao Centro para comprar o que faltava. A lista de compras incluía bandeira, pulseiras, faixa de cabeça, bandana e camisa. "Eu deixei para comprar de última hora, mas, quando a gente é brasileiro, a gente não desiste. Vamos para cima."
Para montar o visual completo, Francisco calcula gastar cerca de R$ 150. "Pesquisei bastante e, por enquanto, foi o lugar mais barato que achei", comentou. Ele também disse que já tem até destino definido para acompanhar a partida. "Vou assistir ali na 14 de Julho. Vai ter telão, isso é a coisa mais maravilhosa. Na Praça do Rádio também vai ter um monte de lugar bom. Vai ficar show de bola".

Já a bancária Maria Clara Alves Golda, de 24 anos, encarou a chuva logo cedo para cumprir duas missões. A primeira, comprar itens para torcer pelo Brasil; a segunda, buscar o tradicional bolo de Santo Antônio.
Com uma bandeirinha já garantida, Maria Clara ainda procurava entre as lojas da Rua 14 de Julho uma camiseta para acompanhar a partida. "A gente tem esperança, aí lembrei que hoje tinha jogo e vim comprar uma bandeirinha. Também estou atrás de uma blusa, porque de quatro em quatro anos é tenso."
Além da torcida pela Seleção, Maria Clara também deposita expectativas no santo casamenteiro. "Já busquei o bolo, está lá. Estou vendo se acho a aliança e a TV", brincou.
Vendas - Nas lojas do Centro, a avaliação é positiva. Segundo a gerente da loja Rei do Preço Único, Carla Sélis, o movimento surpreendeu até mesmo diante do tempo fechado. "O movimento está ótimo, graças a Deus. Estamos vendendo super bem."
Carla afirma que a semana já vinha registrando boa procura, mas o sábado trouxe um impulso inesperado. "Hoje surpreendeu. Com a chuva, surpreendeu. Tem gente que levou mais de 10 peças, 20, 30 peças".

Para a gerente da loja Rei do Preço Único, o costume brasileiro de deixar tudo para a última hora acabou ajudando o comércio. Segundo ela, o clima da Copa dominou completamente as vitrines. "Parece que o brasileiro tem isso de deixar para a última hora. Mas que bom, senão a gente estava perdendo vendas", comenta. "Hoje está saindo só a blusa do Brasil. Hoje e ontem ninguém quer saber de Dia dos Namorados, é só Brasil."
Se nas lojas o movimento animava os comerciantes, para o vendedor ambulante Putuco, que estava vestido de palhaço, a chuva trouxe prejuízo. Conhecido por trabalhar com esculturas e adereços feitos com balões, ele apostou no tema da Seleção para aumentar as vendas, mas viu a estratégia esbarrar no mau tempo.
Segundo Putuco, apenas um balão havia sido vendido durante a manhã. "Eu vim trabalhar com esses balões aqui do Brasil, mas tô igual um palhaço por causa dessa chuva", ironizou.
Mesmo assim, o ambulante não pretendia abandonar o ponto. "Vou continuar aqui até umas 3 horas da tarde, tentando. Tem que garantir pelo menos o frango, porque o churrasco já era", complementou.
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