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Marroquino troca país natal por MS e vê estreia da Copa com coração dividido

Abdellah Elasaassi trabalha em frigorífico e diz que vai torcer “50% para cada lado” em Brasil x Marrocos

Por Inara Silva e Ketlen Gomes | 13/06/2026 10:59
Marroquino troca país natal por MS e vê estreia da Copa com coração dividido
Abdellah Elasaassi, de 39 anos, hoje morador de Campo Grande, em sua terra natal (Foto: Arquivo pessoal)

A estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026 terá um sabor diferente para Abdellah Elasaassi, de 39 anos. Marroquino, ele deixou o país natal no início do ano, chegou a Campo Grande em 7 de janeiro e, desde então, tenta construir uma nova rotina longe da família, mas perto de uma paixão que atravessa fronteiras: o futebol.

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Abdellah Elasaassi, marroquino de 39 anos, mora em Campo Grande desde janeiro e vive um dilema afetivo com a estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026. No sábado, Brasil e Marrocos se enfrentam pelo Grupo C, em Nova Jersey. Funcionário de um frigorífico, ele veio sozinho em busca de oportunidades e diz torcer 50% para cada lado: "Sou marroquino, mas tenho um coração brasileiro."

Hoje morador do Bairro Paulo Coelho Machado, Abdellah trabalha em um frigorífico da Capital. Veio sozinho para o Brasil em busca de trabalho, estudos, tranquilidade e novas oportunidades de vida. A escolha por Campo Grande, segundo ele, passou justamente por essa combinação de cidade mais calma e possibilidade de recomeço.

Neste sábado (13), no entanto, a adaptação ganha um teste curioso. Brasil e Marrocos se enfrentam pela primeira rodada do Grupo C da Copa do Mundo, em partida marcada para Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Entre colegas de trabalho e conhecidos, a pergunta virou cobrança bem-humorada: afinal, para quem o marroquino vai torcer? Abdellah não foge da resposta, mas também não escolhe um lado só. “Vou torcer 50% para cada lado. Sou marroquino, mas tenho um coração brasileiro”, resume.

Marroquino troca país natal por MS e vê estreia da Copa com coração dividido
Abdellah Elasaassi em frente ao Bioparque Pantanal (Foto: Divulgação)

A divisão faz sentido. De um lado está o Marrocos, país onde nasceu, viveu a maior parte da vida e onde ainda estão familiares e amigos. Do outro, o Brasil, país que o recebeu há seis meses e onde ele tenta firmar uma nova etapa da vida. “Todo mundo está esperando esse dia do jogo Brasil com Marrocos”, contou ao Campo Grande News.

Mesmo longe de casa, Abdellah mantém contato com amigos e parentes marroquinos durante a Copa. Ele conta que costuma conversar sobre os jogos, acompanhar resultados e trocar opiniões sobre as partidas. Para quem cresceu em um país apaixonado por futebol, o torneio não é apenas uma competição. É assunto de família, de amizade e de identidade.

Na última Copa, ele ainda morava no Marrocos e acompanhou de perto a campanha histórica da seleção marroquina, que chegou à semifinal do Mundial de 2022, feito inédito para uma seleção africana. Agora, quatro anos depois, ele vive a Copa em outro endereço, outro idioma e outra rotina.

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