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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

04/08/2015 12:09

Com aval do governo, energia elétrica beneficia 800 indígenas de comunidade

Viviane Oliveira
O cacique liga o relógio e diz que a próximo conquista será a construção de casas. (Foto: Pedro Peralta) O cacique liga o relógio e diz que a próximo conquista será a construção de casas. (Foto: Pedro Peralta)

Foi inaugurada na manhã de hoje (4), a ligação de energia elétrica na comunidade indígena Água Bonita, na região do Bairro Vida Nova, em Campo Grande. Há 2 anos foram construídos na área 139 barracos que abrigam em torno de 800 indígenas. As famílias vieram de aldeias da região de Miranda e Amambai. Eles serão beneficiados com programa de tarifa social. Conforme a Agehab (Agência de Habitação Popular do Estado), o próximo passo será a construção de casas populares.

O cacique Nito Nelson, 52 anos, conta que as ligações de energia elétrica eram clandestinas e a iniciativa para regularizar a situação partiu da comunidade. A área pertence ao Estado e de um total de 36 hectares, cerca de 14 estão ocupados pelos indígenas de várias etnias como Guarani-Kaiowá, Terena e Kadiwéu. “A maioria saiu das aldeias em busca de oportunidade na área de saúde, educação e emprego. Eu na verdade vim para ajudar meu povo”, destaca.

Segundo Nito, a primeira conquista foi a ligação de energia, a segunda com certeza será a construção de casas. No local, há barracos de lona, de madeira e tem até algumas pequenas construções de alvenaria. Com filho de 8 meses e outro de 3 anos, Marilene Lopes, 23 anos, trabalhava em uma fazenda junto com o marido na região do Paraná. Ela viu na cidade a oportunidade de melhorar de vida. Hoje, o casal mora na comunidade. “Meu marido trabalha de pedreiro e estamos tentando aqui uma vida melhor”, conta.

Marilene diz que trabalhava com o marido em uma fazenda e veio para a cidade em busca de uma vida melhor. (Foto: Pedro Peralta) Marilene diz que trabalhava com o marido em uma fazenda e veio para a cidade em busca de uma vida melhor. (Foto: Pedro Peralta)
A inauguração simbólica foi com muita dança e música. (Foto: Pedro Peralta)A inauguração simbólica foi com muita dança e música. (Foto: Pedro Peralta)

A secretária da Agehab, Maria do Carmo Avesani, disse que o próximo passo será a construção de casas populares no local. O Estado vai doar a área e a construção será em parceria com o Governo Federal. Foi feita a selagem dos barracos para que não aumente o número de família. O prazo para que o projeto seja colocado em prática é de no mínimo 1 ano. “Nós já estamos desenvolvendo vários projetos com as comunidade indígenas de Mato Grosso do Sul”, pontua

Conforme a Energisa, empresa que administra a concessão de energia, um consultor fará na semana que vem uma palestra com as famílias sobre o consumo de energia sustentável. “Que a energia venha com bastante energia e que o uso seja com consciência para que não vire um problema na hora que a conta for aberta pelo consumidor”, alerta a presidente do Concen (Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa), Rosimeire da Costa.

Custo - No total, foram colocados 52 postes de energia elétrica e 14 transformadores. O gerente comercial da Enegisa, Paulo Roberto dos Santos, garantiu que não haverá custos de ligação para a comunidade. “A partir do momento que o Estado deu a autorização, a empresa construiu a rede e cadastrou as famílias no programa de tarifa social. Eles vão pagar apenas a conta de energia”.

Segundo Paulo Roberto, as 50 primeiras horas não serão cobrados. Depois disso, o consumidor com cadastro na tarifa social passa a pagar o valor com descontos de até 60%. “Quanto menos gasto, mais descontos”, explica Paulo.

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