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Capital

Com chuva para “lavar os pecados”, programação da Marcha para Jesus é mantida

Com capas e guarda-chuvas, fiéis se concentram em praça; ambulante viajou 17 horas para trabalhar no evento

Por Anahi Zurutuza e Inez Nazira | 26/08/2026 14:14
Com chuva para “lavar os pecados”, programação da Marcha para Jesus é mantida
Fiéis se reúnem debaixo de chuva na concentração da Marcha para Jesus (Foto: Inez Nazira)

Mesmo debaixo de chuva, cerca de 150 pessoas já se concentram na Praça do Rádio Clube, local da partida da Marcha para Jesus, no início da tarde desta quarta-feira (26), em Campo Grande. A maior parte do público chegou protegida por capas e guarda-chuvas. A organização confirmou que a programação está mantida.

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Mesmo sob chuva, cerca de 150 pessoas se reuniram na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande, para a concentração da Marcha para Jesus nesta quarta-feira (26). A saída está prevista para as 16h, com dois trios elétricos, em direção ao Parque das Nações Indígenas, onde shows acontecem até as 21h. Os organizadores estimam público de até 30 mil pessoas, com atrações regionais e nacionais, como John Dias e Maria Marçal.

A saída da caminhada está prevista para pouco antes das 16h, com dois trios elétricos, em direção ao Parque das Nações Indígenas. No local, os shows devem continuar até por volta de 21h.

Presidente do conselho de pastores e um dos organizadores da marcha, Gladiston Amorim, o pastor Dinho, afirmou que o mau tempo não provocará mudanças. “A programação está mantida e já começou. Nós iniciaremos a marcha pontualmente no horário, e tem um pessoal que não teve medo do frio, da chuva ou de nada disso. Eles já estão aqui cultuando e adorando o nome do Senhor Jesus Cristo”, declarou.

Segundo o pastor, a programação reúne bandas regionais e atrações nacionais. A concentração terá três apresentações e será seguida pela caminhada. No Parque das Nações Indígenas, estão previstos shows de bandas regionais, além de John Dias e Maria Marçal.

Com chuva para “lavar os pecados”, programação da Marcha para Jesus é mantida
Guarda-chuvas e capas protegem participantes de chuva que vai e volta (Foto: Inez Nazira)

A chuva, porém, dificultou a estimativa de público. Conforme o organizador, a marcha costuma reunir entre 30 mil e 40 mil pessoas ao longo de seus três momentos: concentração, caminhada e shows no parque. “Aqui na praça, talvez não tenhamos o público normal, que costuma ficar entre 6 mil e 10 mil pessoas. Mas, se o tempo não atrapalhar, acredito que podemos ter pelo menos 30 mil pessoas no Parque das Nações Indígenas”, estimou.

Entre os participantes está a funcionária pública Karina Farias, de 36 anos, que acompanha o evento todos os anos. Ela saiu de uma região próxima à saída para São Paulo e pretende seguir todo o percurso. “Mesmo com chuva, para mim está tudo bem. Nós viemos adorar Jesus. É no sol, é na chuva, é de qualquer jeito, nós estamos aqui. Acompanho a Marcha até o Parque das Nações Indígenas e, para mim, é maravilhoso”, afirmou.

Depois de sete anos sem participar, a assistente de educação infantil Adrielly Perreira, de 28 anos, aproveitou a folga para retornar ao evento. Desta vez, levou a filha pela primeira vez. “Que a chuva sirva para lavar a alma e os nossos pecados. Eu quero compartilhar esse amor com a minha filha, para que ela possa se aproximar cada vez mais do Senhor”, disse. As duas pretendem acompanhar a programação até o encerramento.

Com chuva para “lavar os pecados”, programação da Marcha para Jesus é mantida
Adrielly Perreira conta que levou filha pela primeira vez ao evento (Foto: Inez Nazira)

Viagem de 17 horas – A movimentação também atraiu vendedores de fora do Estado. Valmir de Oliveira, de 47 anos, enfrentou uma viagem de 17 horas de ônibus desde São Paulo para vender bonés, fitas e capas de chuva.

Sem seguir uma religião, ele explicou que veio exclusivamente para trabalhar. Valmir chegou a Campo Grande por volta das 8h e foi para o local da concentração entre 10h e 10h30. “Eu já sabia que ia chover, porque a gente vê na internet, então já trouxe até a capa. Eu sou neutro, não acompanho nenhuma religião. Vim aqui só para trabalhar e tentar vender”, contou.

O ambulante pretende permanecer até o fim da programação e embarcar de volta para São Paulo ainda nesta quarta-feira. “A chuva está parando, então vamos ver se dá certo.”