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Campo Grande, Sexta-feira, 19 de Abril de 2019

28/01/2019 13:00

Com cobrança de grandes geradores, taxa de lixo pode diminuir, diz prefeito

Medida sobre empresas que produzem grandes volumes de resíduos sólidos vale deste setembro passado

Mayara Bueno
Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD). (Foto: Marina Pacheco).Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD). (Foto: Marina Pacheco).

A taxa de lixo das residências de Campo Grande pode diminuir, afirmou o prefeito Marquinhos Trad (PSD), durante agenda pública nesta segunda-feira (dia 28). A redução está relacionada com a responsabilização dos grandes geradores sobre os resíduos sólidos que produzem, medida decretada recentemente pelo município.

Segundo o decreto, de setembro de 2018, as empresas consideradas grandes geradoras, que produzem 50 quilos ou 200 litros de lixo por dia, devem pagar uma outra empresa para recolher e dar destinação final.

Até então, a Solurb faz o serviço, mas o prefeito afirma que a medida não está nem prevista no contrato com a Prefeitura, pago com o dinheiro dos contribuintes. “A Solurb sempre fez e quem paga é a gente. Desde o começo [do contrato], o empresário deixa o lixo na frente e a Solurb recolhia 70, 80 quilos e quem pagava era todo mundo”.

Para o prefeito, na medida que as grandes geradoras se adequarem e passarem a pagar empresa para o recolhimento, será possível “reduzir consideravelmente” a taxa cobrada dos moradores de Campo Grande. “Quando vi os impactos, vi que dá para baixar o residencial, tanto que, entre os grandes geradores, não há nenhum residencial”.

Apontado pelo Ministério Público, ao recolher o resíduo gerado por certas empresas, o município arca com R$ 400 mil. Por haver esta diminuição, o imposto poderá ficar menor.

Contudo, não foi dado prazo para qualquer decréscimom, justamente porque também depende da adequação das grandes geradoras. O tributo relacionado ao lixo é cobrado anualmente junto com o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).

A medida sobre as empresas que produzem quantidade maior de lixo deveria valer a partir de janeiro. Porém, os proprietários alegaram pouco tempo para adequação e até mesmo poucas empresas autorizadas pelo Executivo municipal para fazer o serviço.

Na semana passada, o secretário da Semadur, Luiz Eduardo da Costa, afirmou que há 12 empresas já cadastradas para recolher e destinar os resíduos sólidos.



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