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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

27/01/2016 07:59

Com duas quedas em um mês, Ivone é reflexo do descaso visto nas ruas

Segundo tombo foi quando ela seguia para prestar queixa da primeira: "pago tudo direitinho e estou aqui, toda machucada"

Ricardo Campos Jr.
Ivone teve uma luxação na perna após o primeiro acidente (Foto: Fernando Antunes)Ivone teve uma luxação na perna após o primeiro acidente (Foto: Fernando Antunes)
Ivone mostra locais danificados pelas quedas sucessivas com a moto da família (Foto: Fernando Antunes)Ivone mostra locais danificados pelas quedas sucessivas com a moto da família (Foto: Fernando Antunes)

Em menos de um mês, a doméstica Ivone André do Nascimento, 41 anos, sofreu dois acidentes de moto ao passar em buracos nas ruas de Campo Grande. O mais recente foi nesta terça-feira (26), na Avenida Afonso Pena, quando estava a caminho da polícia para registrar a primeira queda. Juntas, as duas ocorrências lhe custaram uma luxação na perna, uma vaga de emprego e R$ 190 para consertar a motocicleta.

A vítima relata que estava em baixa velocidade, mas ainda assim não conseguiu frear a tempo ao enxergar a cratera, já que o trânsito estava movimentado. Ela calcula que se estivesse rápido, poderia ter se machucado mais.

O Corpo de Bombeiros foi chamado e levou a motociclista para uma unidade de saúde com dores na mesma região onde havia se ferido no acidente anterior.

Naquela ocasião, lembra Ivone, estava a caminho de uma entrevista de trabalho quando se desequilibrou em uma cratera na Avenida Cinco, no bairro Nova Campo Grande, onde mora. “Tive que colocar tala, foi feio. Aí eu perdi a vaga, fiquei um mês de pernas para cima e até hoje está inchado”, explica.

A doméstica ficou com medo de ser demitida após o incidente desta terça, já que era o segundo dia dela no emprego que conseguiu depois de se recuperar do primeiro acidente.

“Na hora que eu caí, liguei para meu patrão. Ele foi compreensivo, perguntou se precisava ir até o local ou de remédios e disse que eu poderia ficar tranquila que eu não vou perder o emprego por causa disso”, relata.

Ivone afirma que está lutando para conseguir ressarcimento por parte do poder público dos danos que teve. Como no primeiro acidente ela foi socorrida por uma testemunha, não conseguiu se enquadrar em nenhum dos casos previstos para solicitar a indenização pelos Correios. O jeito foi arrumar um advogado para entrar com uma ação.

Ivone mostra retrovisor quebrado que havia acabado de repor quando se acidentou novamente (Foto: Fernando Antunes)Ivone mostra retrovisor quebrado que havia acabado de repor quando se acidentou novamente (Foto: Fernando Antunes)

Agora, a vítima afirma que evitará andar de moto novamente, pois está traumatizada por sofrer duas quedas em um mês. O que deixa Ivone indignada é o descaso do poder público. “Eu pago tudo direitinho, tenho a documentação toda em dia e estou aqui, toda machucada”, afirma.

Ivone conta que o filho também caiu com a mesma moto ao passar por um buraco há alguns dias. Ele estava usando o veículo para ir à escola quando se desequilibrou em uma cratera, causando apenas danos materiais.

Buraco na Avenida Afonso Pena onde doméstica caiu de moto (Foto: Fernando Antunes)Buraco na Avenida Afonso Pena onde doméstica caiu de moto (Foto: Fernando Antunes)


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