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Capital

Com marcas de espancamento no rosto, homem acusa policial civil

Por Fernando da Mata | 06/02/2012 11:27

Vítima sofreu agressões em um bar no bairro Buriti na noite de sábado (4). Outro suspeito de agressão não foi identificado.

"Na hora que eles começaram a me bater, coloquei as mãos na cabeça", diz vítima. (Foto: Marlon Ganassin)
"Na hora que eles começaram a me bater, coloquei as mãos na cabeça", diz vítima. (Foto: Marlon Ganassin)

Ferimentos no rosto e hematoma nas costas. Marcas de uma agressão sofrida pelo mototaxista Arimar Neco Rodrigues, 38 anos, em um bar no bairro Buriti, região sudoeste de Campo Grande. Dois homens são suspeitos, um deles policial civil.

O crime aconteceu na noite de sábado (4). A vítima relatou ao Campo Grande News que estava no estabelecimento tomando refrigerante quando os dois homens chegaram armados com pistolas e começaram a agredi-lo.

“Na hora que eles começaram a me bater, coloquei as mãos na cabeça. Deram soco no meu rosto, coronhadas no meu rosto e nas costas. Na hora que deram as coronhadas, eu caí, aí continuaram dando chutes em mim”, relatou.

Depois das agressões, os homens fugiram do local e a vítima foi socorrida pelo Samu e encaminhada para a Santa Casa, onde recebeu curativos e ficou em observação até a madrugada de domingo (5).

O caso foi registrado como lesão corporal dolosa na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Piratininga e será investigado pela 6ª Delegacia de Polícia Civil.

Rodrigues acredita que foi agredido depois de ter denunciado um dos homens suspeitos, o policial Vagnaldo Alvarenga do Amaral, 35 anos. Segundo a vítima, Amaral ajudou a invadir uma casa de sua propriedade a mando da namorada, que é ex-cunhada da vítima. Atualmente, a disputa pelo imóvel está na Justiça.

“Eles iam me matar. Só não me mataram porque o dono do bar pediu para eles pararem”, afirmou Arimar, que está com dez pontos embaixo do olho esquerdo.

A reportagem do Campo Grande News foi até a casa onde o policial estaria morando, mas não encontrou ninguém para falar sobre o caso. Em uma conversa sucinta pelo telefone, Amaral negou participação na agressão.

Além de ter que responder criminalmente, a assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que será aberta uma sindicância administrativa para apurar a participação do policial.

Se o fato for confirmado, ele poderá sofrer penas administrativas que variam de advertência até demissão.

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