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Capital

Com novo recurso, defesa tenta livrar oficial que matou marido do júri

Crime ocorreu em julho de 2016. Advogado de Itamara afirma que tiros foram em legítima defesa

Por Izabela Sanchez e Guilherme Henri | 19/11/2018 10:01
O advogado de defesa José Roberto da Rosa (Marina Pacheco)
O advogado de defesa José Roberto da Rosa (Marina Pacheco)

O caso da tenente-coronel Itamara Romeiro Nogueira - réu pela morte do marido Valdeni Lopes Nogueira, que era major da PM (Polícia Militar), está parado na Justiça e só deve ter novidades em 2019. É o que avalia o advogado de defesa José Roberto da Rosa, que ingressou com novo recurso.

Em agosto deste ano, após mais de dois anos do crime, o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Crime, determinou que Itamara Romeiro fosse a júri popular pelo crime. A defesa ingressou com recurso, que foi negado. Agora, a defesa ingressou com novo recurso e tenta livrar Itamara do júri popular.

O advogado ainda declarou que a morte do desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Manoel Mendes Carli, que faleceu neste sábado (17) em Campo Grande, deve alterar a esfera judicial. A defesa tenta alegar legítima defesa no caso. Se o recurso for negado, explica o advogado, novo pedido será feito em instância superior.

O crime - Na tarde de 12 de julho de 2016, o casal estava discutindo em casa, no bairro Santo Antônio, e por volta das 16h30 a mulher efetuou disparos contra o marido. Com a chegada da PM, Itamara se trancou na residência e se negou a entregar a arma, mas confessou o crime.

Itamara afirmou a Justiça que foi vítima de violência doméstica, que já ocorria há tempos, e desta vez, agredida com socos e tapas, teria sido ameaçada de morte pelo marido e agiu em legítima defesa.

Segundo o depoimento da oficial, após as agressões o marido foi em direção ao carro para pegar a arma e ela correu até o quarto, alcançou sua pistola e disparou em direção a vítima. O caso foi investigado pela 7ª Delegacia de Polícia Civil, que ao fim do inquérito afirmou que a PM agiu em legítima defesa.

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