ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
JULHO, QUINTA  18    CAMPO GRANDE 20º

Capital

Comerciante diz que atirou após ter bar furtado por grávida e padastro

Homem se apresentou à polícia, alegou legítima defesa e foi liberado nesta manhã

Dayene Paz e Mariely Barros | 20/09/2022 12:18
Advogado, Ricardo Machado, em frente à 5ª DP de Campo Grande. (Foto: Henrique Kawaminami)
Advogado, Ricardo Machado, em frente à 5ª DP de Campo Grande. (Foto: Henrique Kawaminami)

O comerciante apontado como o homem que atirou em uma adolescente, de 16 anos, grávida e o padrasto dela, Wagner Guimarães da Silva, na sexta-feira (16), afirmou que teve o bar furtado pelas vítimas dos tiros e agiu em legítima defesa. Ele se apresentou na manhã desta terça-feira (20), na 5ª Delegacia de Polícia Civil, localizada no Bairro Piratininga.

O homem, de 44 anos, foi ouvido pelo delegado Rodolfo Daltro por cerca de uma hora e depois liberado, já que não estava mais em situação de flagrante. Acompanhado do advogado Ricardo Machado, o comerciante apresentou a arma utilizada no crime, revólver calibre .38, irregular, comprado após o furto do bar.

Arma apresentada pelo comerciante. (Foto: Divulgação)
Arma apresentada pelo comerciante. (Foto: Divulgação)

Machado conversou com o Campo Grande News em frente à delegacia nesta manhã. Na versão apresentada, conta que o comerciante teve a conveniência do Bairro Paulo Coelho Machado recentemente furtada, o que iniciou o desentendimento. "Populares do bairro estavam falando que quem furtou foi o padrasto e a adolescente", conta.

No dia dos fatos, a adolescente e o padrasto pararam perto da conveniência, na esquina. "Disseram que estavam chateados de estarem sendo acusados injustamente do furto. Eles foram com umas oito pessoas junto com eles, que partiram para a agressão. Meu cliente, acuado pela quantidade de pessoas, teve como a única opção correr para a conveniência e pegar a arma que ele tinha para se defender", alega. Na ocasião, o comerciante afirma que estava com a esposa e a neta de 3 anos, sendo cercados pelo grupo.

Segundo o advogado, foram feitos quatro disparos, mas sem a intenção de atingir as vítimas. "Só de dispersar", pontua Machado. Ainda, segundo a defesa, a versão é a real. "A própria comunidade tem medo de apresentar essa versão, porque os dois [adolescente e padrasto] têm fama de serem perigosos", finaliza.

Tráfico - Para a polícia, o comerciante disse que a adolescente e o padrasto são envolvidos com o tráfico de drogas e estariam tentando expulsá-lo do imóvel onde funcionava o bar, empreendimento desativado depois do furto por causa da quantidade de bens levados. O intuito, segundo o comerciante, era de montar um ponto de venda de drogas no local.

O homem foi indiciado por dupla tentativa de homicídio e as investigações continuam para identificar, ou não, se ele agiu em legítima defesa ou até mesmo movido por sentimento de vingança em relação ao furto no bar.

Estado de saúde - Encaminhados à Santa Casa, adolescente e padrasto continuam em estado grave. A menor, que foi perfurada nas costas pelo projétil, a gestação, até o presente momento, não foi interrompida.

Incêndio - Horas depois da adolescente grávida e o padrasto serem baleados no Jardim Centro Oeste, o bar de propriedade do suposto autor dos disparos pegou fogo. A suspeita é que o incêndio tenha sido provocado em retaliação.

Nos siga no Google Notícias