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Como a ciência reconstrói acidentes e ajuda a prevenir mortes no trânsito

Análise técnica de vestígios no local esclarece causas e dinâmica de ocorrências graves

Por Viviane Oliveira | 25/05/2026 12:31
Como a ciência reconstrói acidentes e ajuda a prevenir mortes no trânsito
Perícia em local de acidente grave (Foto: Simulação da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul)

Marcas de frenagem, danos em veículos, fragmentos, fluidos e a posição final dos envolvidos são elementos essenciais para a compreensão de um acidente de trânsito. Em ocorrências graves, esses vestígios são analisados pela Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, responsável pela produção da prova técnico-científica utilizada em investigações.

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A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul analisa vestígios como marcas de frenagem, danos em veículos e posição dos envolvidos para reconstruir acidentes de trânsito graves. Durante o Maio Amarelo, a instituição reforça que laudos periciais identificam causas ligadas ao comportamento do condutor, condições do veículo ou da via, e contribuem para ações preventivas, além de embasar investigações judiciais.

Durante o Maio Amarelo, campanha de conscientização sobre segurança viária, a instituição reforça que a prevenção também passa pelo entendimento das causas dos acidentes, que podem estar relacionadas ao comportamento do condutor, às condições do veículo, à infraestrutura da via ou à combinação desses fatores.

O diretor do Instituto de Criminalística, perito criminal Emerson Lopes dos Reis, explica que o trabalho pericial busca reconstruir a dinâmica dos fatos a partir de evidências. Segundo ele, a atuação não tem como objetivo apontar culpados, mas esclarecer tecnicamente o que ocorreu.

As equipes são acionadas principalmente em casos graves ou com mortes, suspeita de crime de trânsito ou situações que exigem esclarecimento técnico para investigação judicial. No local, os peritos realizam registros fotográficos e métricos e avaliam as condições de preservação da área.

A análise inclui marcas de frenagem e derrapagem, ponto provável de colisão, deformações nos veículos, posição de repouso e demais vestígios. Com base nesses dados, são aplicados princípios da física e da engenharia para estimar velocidade, trajetória e sequência dos impactos.

Condições externas, como iluminação, sinalização, visibilidade, chuva, buracos e características da via, também são levadas em conta, já que podem influenciar diretamente a ocorrência. Em alguns casos, os laudos apontam falhas mecânicas ou problemas estruturais como fatores determinantes.

A preservação do local do acidente é considerada essencial para a qualidade da análise. A remoção indevida de veículos ou a limpeza da pista antes da chegada da perícia pode comprometer a coleta de evidências e dificultar a reconstrução dos fatos.

Após o exame de local, outras análises podem ser realizadas, incluindo exames no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), que auxiliam na determinação da causa da morte em casos fatais. Veículos também podem ser periciados para avaliação de sistemas como freios, direção e airbags.

Segundo a Polícia Científica, os laudos não apenas esclarecem casos específicos, mas também ajudam a identificar padrões em determinados trechos viários, como recorrência de acidentes e falhas de sinalização, contribuindo para ações de prevenção no trânsito.

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