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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

09/05/2012 09:45

Complexo Imbirussu-Serradinho dá novo verde à Capital e muda região

Fabiano Arruda
Complexo Imbirussu-Serradinho: novo ordenamento viário e área verde composta por horto municipal com 22 hectares e 7,8 quilômetros de Parque Linear. (Foto: Minamar Junior)Complexo Imbirussu-Serradinho: novo ordenamento viário e área verde composta por horto municipal com 22 hectares e 7,8 quilômetros de Parque Linear. (Foto: Minamar Junior)

Da varanda da pequena casa que mora há 20 anos com a mãe, de 68 anos, na avenida José Barbosa Rodrigues, no Jardim Aeroporto, em Campo Grande, a secretária Zenaide Maia da Silva, 34 anos, enxerga uma nova paisagem, marcada pelo verde, bem diferente de dias passados.

“Antes era um brejo. Não tinha asfalto, iluminação, era inseguro. Tinha uma pinguela ali”, apontou, definindo que a situação “melhorou bastante", após a inauguração do Complexo Imbirussu-Serradinho em novembro do ano passado, que, entre as benfeitorias, conta nove pontes de concreto armado, horto municipal com 22 hectares e 7,8 quilômetros de Parque Linear.

A casa onde Zenaide reside faz esquina com a Praça das Figueiras, um dos atrativos do complexo. Com aparelhos de ginástica ao ar livre, o local passou a ser bastante frequentado. “Tem gente aí até de madrugada”, garantiu.

As obras, que demoraram sete anos para ser concluídas e agora formam 20 quilômetros de rede de drenagem e 14,4 km de pavimentação asfáltica, jogaram para escanteio o pessimismo dos moradores dos bairros que formam o complexo e trouxeram autoestima.

“Ninguém queria morar aqui antes”, diz Zenaide, calculando que o imóvel onde reside triplicou de valor.

Praticando exercício num um dos aparelhos da praça, o vigilante Luiz Ribeiro de Almeida, de 50 anos, conta que sai do bairro Silvia Regina para se dirigir ao local.

Zenaide Maia da Silva mora de frente para avenida José Barbosa Rodrigues, uma das vias que cortam o complexo.Zenaide Maia da Silva mora de frente para avenida José Barbosa Rodrigues, uma das vias que cortam o complexo.
Vigilante Luiz Ribeiro de Almeida diz se adepto da academia ao ar livre que fica na Praça das Figueiras.Vigilante Luiz Ribeiro de Almeida diz se adepto da academia ao ar livre que fica na Praça das Figueiras.

Com dores na coluna, ele busca melhora para a lesão por meio da atividade física e diz gostar da opção na praça. “Podia ter esta academia lá no bairro”, reivindicou.

Já Ana Lúcia Marques, 38 anos, moradora há 18 no bairro Sayonara, destaca as intervenções de esgotamento que, para ela, era um dos maiores problemas no passado, que ameaçava a saúde da população local.

“O acesso à saúde era muito precário e agora ficou bom”, pontuou, fazendo menção às 126 mil ligações de esgoto feitas na região.

A falta de iluminação também ficou de lado com os 14,4 quilômetros da nova rede, segundo Ana Lúcia. Para ela, com as intervenções, os índices de crime, que dominaram o bairro durante anos, foram afastados após a inauguração do Complexo. “Tínhamos medo de sair de casa”, conta.

No trânsito, os moradores enalteceram o novo ordenamento viário da região, bem como a construção de 7,8 quilômetros de ciclovias.

Ciclovias formam 7,8 quilômetros no complexo.Ciclovias formam 7,8 quilômetros no complexo.

Obra - Com recursos de mais de R$ 120 milhões, o Imbirussu-Serradinho recebeu investimentos da Prefeitura de Campo Grande, Fonplata, PAC, Fundeb e HBB, Águas Guariroba e programa Reluz.

O complexo foi idealizado, segundo o secretário de Infraestrutura, Transporte e Habitação, João Antonio De Marco, para promover a integração urbanística e mobilidade urbana para as áreas adjacentes, interligando as avenidas Duque de Caxias e Euler de Azevedo, com a execução de pistas pavimentadas nas duas margens do Córrego Imbirussu.

As obras contemplaram recuperação do ecossistema e manutenção do equilíbrio ecológico da micro bacia do Córrego Imbirussu com implantação de parque linear e eliminação de efluentes nos córregos Imbirussu e Serradinho, além da revitalização e ampliação do Horto Municipal, explica De Marco.

E na área habitacional foram construídas 850 unidades habitacionais para retirar famílias de áreas de risco, no fundo de vale.

Acesso ao Imbirussu-Serradinho pela Vila Popular.Acesso ao Imbirussu-Serradinho pela Vila Popular.


Tomara que tudo isso de bom chegue logo pros lados do Lageado e adjacencias antes que o lixão engula a região. Aliás, a cada obra de urbanismo dessa, bem poderiam arranjar um lixão pra essa região de forma que a população de cada parte da cidade cuide de seu lixo e se conscientize de que lixo é de TODOS e não ficar mais assim como está>apenas uma parte da população com o önus de suportar por todos
 
rose mara em 09/05/2012 11:06:23
As obras do complexo foram de grande valia para a região,pena que alguns bairros não foram tão privilegiados em todo o percuso da obra,como exemplo o jardim beija flor em que todas as pequenas ruas (em torno de 100 metro de extensão cada) que da acesso a avenida não foram asfaltadas e quando chove toda a terra vai parar na avenida.
 
Alexandre Nunes em 09/05/2012 10:27:26
É um lugar bonito e graças ao Governo Federal foi feita essa obra; mas precisa de manutensão com urgencia: na frente do Bosque das Araras, entre zé pereira e Búzius, o serviço foi mau feito e a agua estar tirando o aterro e a calçada quase caindo, serviço mau feito. Mais ficou linada a região
 
luiz alves em 09/05/2012 10:24:23
Concordo com o leitor sr. Luiz esta parte esta precisando urgente de uma manutenção, quem mora ali sabe como esta, estão fazendo aquela parte de lixão tem tanto lixo espalhado que da dó, aquela area fechada ja abriram as telas, aqueles marginais entra ali para fumar maconha dia e noite , ja passou da hora da PM acaba com aquilo ali.
 
Ester Valerio em 09/05/2012 03:30:23
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