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Consulta ao leitor mostra 63% contrários a determinação de lockdown pela Justiça

Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul pediu adoção da medida nesta segunda-feira (3)

Por Aletheya Alves | 06/08/2020 07:30
Comércio fechado na Rua 14 de Julho. (Foto: Arquivo/Henrique Kawaminami)
Comércio fechado na Rua 14 de Julho. (Foto: Arquivo/Henrique Kawaminami)

A questão da vez é se o lockdown deve será implementado em Campo Grande ou não, mesmo que para isso seja preciso decisão judicial. Na segunda-feira (3), a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul protocolou pedido da adoção do bloqueio por 14 dias à 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

A enquete do dia realizada pelo Campo Grande News mostrou que 37% dos leitores defendem a adoção do bloqueio, mas a maioria, 63% dos leitores, são contra a medida.

A opinião bate com a do prefeito Marquinhos Trad (PSD), para quem não é necessário fechamento dos setores não essenciais, como quer a Defensoria Pública.

Na petição, o órgão cita dados e avaliações de especialistas para justificar que é o momento exato para intervir. Responsável pelo caso, o juiz José Henrique Neiva de Carvalho e Silva, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, convocou audiência de conciliação para decidir sobre o pedido, na sexta-feira (7).


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Entre os 37% dos votos que são favoráveis à medida da Justiça, a estudante Stephanie Camargo, de 18 anos, diz que ações mais severas e restritivas devem ser tomadas.

O senso e a empatia com a população devem ser criados e levados em conta. Existem pessoas que necessitam estar em casa por doenças autoimunes, mas infelizmente não podem devido ao não lockdown severo.

A estudante de enfermagem, Marilaine Nagel, de 38 anos, acredita que o problema não está no funcionamento do comércio, que seria bloqueado.

 “O problema está na ignorância das pessoas. Avisado está sobre os riscos. Toma cuidado quem quer ou arque com as consequências”, diz.

Do mesmo lado, Elieuza Barcelos comenta que a população iria aproveitar o lockdown para “férias”.

Só vai servir para o povo passear mais à vontade e continuar fazendo festinhas final de semana, sou totalmente contra porque não vai resolver nada. A gente precisa trabalhar pelo menos para ter o essencial em casa.

Audiência - Devem participar, na sexta-feira, representantes da prefeitura e do Ministério Público Estadual. Já na live desta quarta-feira (5), o secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, condenou a judicialização do pedido de lockdown.