ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
MAIO, TERÇA  28    CAMPO GRANDE 16º

Capital

Corte no couro de cadelinha foi para limpar ferimentos, diz testemunha

Ricardo Campos Jr. e Luana Rodrigues | 03/06/2015 14:06
Cadelinha Vitória se recupera em clínica veterinária (Fotos: Marcelo Calazans)
Cadelinha Vitória se recupera em clínica veterinária (Fotos: Marcelo Calazans)

Parte do couro da cadelinha Vitória Guerreira foi lacerado durante atropelamento e removido durante procedimento cirúrgico em uma clínica veterinária, segundo apurou a Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista). A veterinária que realizou o procedimento prestou depoimento nesta quarta-feira (3). A antiga dona levou o animal até o estabelecimento da testemunha, mas como não tinha dinheiro para terminar o tratamento, a levou embora e a abandonou em um terreno baldio.

Polícia trabalha agora para apurar a veracidade de denúncia que o animal teria sido maltratado por dois jovens após ter sido largada. Inicialmente foi levantada a suspeita de que o pelo teria sido arrancado durante tortura, já que os cortes eram precisos.

A cadelinha foi encontrada pela serralheira Simona Zaim, 32 anos, e a aposentada Lubas Lomar, 62, no Bairro Coophavilla II. As duas fazem resgate de animais com sinais de agressão. Moradores da região disseram a elas que viram quatro adolescentes torturando Vitória Guerreira, tendo inclusive quebrado as patas dela.

Em depoimento, a dona do animal disse não saber o que aconteceu depois que deu as costas para o animal. Depois de ser recolhida, Vitória foi levada para uma outra clínica, onde está se recuperando dos ferimentos.

Comoção – O caso repercutiu nas redes sociais. Internautas replicaram as imagens da cadelinha ferida. Um abaixo-assinado chegou a ser feito pedindo punição para os agressores. O autor do manifesto pede "ajuda para não deixarmos essa maldade sem punição. Esses meninos têm que pagar pelo que fizeram", diz. Até agora já assinaram a petição 41.751 pessoas.

Ao contrário do que se imagina, casos como o de Vitória não são denunciados com frequência. Conforme o delegado Wilton Vilas Boas de Paula, titular da Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista), a média é de apenas cinco denúncias de maus tratos por mês.

"É importante que as testemunhas denunciem para a polícia no 190, assim podemos investigar os casos e eles ficam registrados em um banco de dados", explicou o delegado.

Nos siga no Google Notícias