Crise na Santa Casa ameaça atendimento pelo SUS e mobiliza Justiça na Capital
MPMS cobra regularização e hospital tenta evitar falta de insumos, atrasos e suspensão de serviços essenciais

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) intensificou a atuação sobre a Santa Casa de Campo Grande diante do agravamento da crise financeira e operacional do hospital. As medidas incluem ação judicial, mediações com gestores públicos e reuniões emergenciais para evitar a interrupção de serviços prestados pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul intensificou ações para conter a crise da Santa Casa de Campo Grande, incluindo ação judicial contra o hospital, o Estado e a prefeitura, além de mediações emergenciais. Um acordo de R$ 54,1 milhões quitou salários atrasados. Reuniões em agosto de 2026 discutiram riscos de falta de medicamentos e insumos para pacientes do SUS.
Em novembro de 2025, o MPMS ajuizou ação civil pública contra a Santa Casa, o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande, cobrando a apresentação de um plano conjunto para regularizar os serviços contratados pelo SUS.
Entre os problemas apontados estavam a falta de medicamentos, OPMEs (Órteses, Próteses e Materiais Especiais), dificuldades no setor de anestesiologia, superlotação do Pronto-Socorro e riscos aos atendimentos de média e alta complexidade.
A Justiça determinou, em caráter de urgência, a elaboração de um plano para a retomada integral dos serviços, com previsão de reabastecimento de insumos, regularização de procedimentos médicos, reorganização do Pronto-Socorro e definição dos recursos necessários para manter os atendimentos.
A decisão foi mantida pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), que estabeleceu multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento, inicialmente limitada a 30 dias.
Em dezembro de 2025, um acordo de R$ 54,1 milhões permitiu o pagamento de profissionais que acumulavam mais de seis meses de atrasos contratuais. O repasse também ajudou a manter os atendimentos no hospital.
Além da atuação judicial, o Compor (Centro de Autocomposição do MPMS) passou a mediar negociações entre a direção da Santa Casa e representantes do poder público em busca de alternativas para a situação financeira da instituição.
Nos dias 24 e 28 de agosto de 2026, novas reuniões emergenciais foram realizadas com representantes do hospital, da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).
Os encontros ocorreram diante do risco de interrupção de serviços essenciais e trataram de possíveis problemas no fornecimento de medicamentos, gases medicinais, insumos e serviços laboratoriais.
O MPMS mantém o acompanhamento da situação enquanto Santa Casa, Estado e município discutem medidas para impedir paralisações e garantir a continuidade do atendimento aos pacientes do SUS.
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