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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

06/02/2015 17:39

Cúpula da Polícia intervém e impede que morador de rua mate mulher

Ricardo Campos Jr. e Alan Diógenes
Roberval e Adriano falam a respeito da prisão de suspeito de violência doméstica (Foto: Marcelo Calazans)Roberval e Adriano falam a respeito da prisão de suspeito de violência doméstica (Foto: Marcelo Calazans)

Integrantes da cúpula da Polícia Civil intervieram na briga entre um casal de moradores de rua impedindo que Vanderlan de Oliveira Menezes, 27 anos, matasse a mulher dele, Ana Paula Nogueira da Silva, a facadas. O caso foi atendido pelo delegado-geral da Polícia Civil, Roberval Maurício Rodrigues, o diretor adjunto da corporação, Adriano Garcia Furtado e o assessor de gabinete Roberto Gurgel enquanto voltavam de uma cerimônia de posse do Bope (Batalhão de Operações Especiais) da PM na manhã desta sexta-feira (6).

“Qualquer um do povo pode intervir num crime, mas a polícia deve impedir que ele aconteça”, disse Furtado em entrevista coletiva. O fato ocorreu em um ponto Ernesto Geisel. De acordo com os policiais, Vanderlan estava com uma faca de serra de aproximadamente 20 cm tentando ferir a companheira.

Após detê-lo, equipe da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), unidade mais próxima do local da ocorrência, foi até o local levar os envolvidos até a Casa da Mulher Brasileira, onde fica a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

No caminho, segundo Rodrigues, o suspeito debochou da lei dizendo que bastaria um beijo na esposa para que ela retirasse a queixa e ele saísse livre pela porta da frente da unidade. Marcas de queimadura e outros tipos de agressões na mulher indicam que não é a primeira vez que ela apanha.

Vanderlan tem extensa ficha criminal, o número total de prisões dele não foi informado, incluindo roubo, desacato, porte de drogas, lesão corporal, desordem, perturbação do trabalho e violência doméstica. Agora, a relação vai ganhar mais um item: tentativa de homicídio.

Roberval disse que a prisão “é uma prova clara de como vai ser a administração dele. Uma administração ativa, independente de cargo”, completando que agiria da mesma forma independente da posição ocupada na corporação. “É obrigação da polícia impedir os crimes, independentemente da hierarquia que exercemos”, completa.



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