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Capital

De porta em porta, CCZ vacina animais contra a raiva a partir de segunda-feira

Depois de 6 anos, CCZ voltou a fazer censo de animais que vivem na Capital

Por Paula Maciulevicius Brasil | 03/08/2021 11:00
Agentes de saúde estão indo às ruas para fazer censo de animais e a partir de segunda-feira, será feita a vacinação de cães e gatos contra raiva. (Foto: Divulgação/Sesau)
Agentes de saúde estão indo às ruas para fazer censo de animais e a partir de segunda-feira, será feita a vacinação de cães e gatos contra raiva. (Foto: Divulgação/Sesau)

Se agentes do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) baterem a sua porta, abra e identifique quantos animais você tem em casa. Desde o dia 11 de junho, os funcionários têm ido de casa em casa para fazer o cadastramento dos animais da Capital. Além do censo, a partir da segunda-feira (9), agentes também vão passar vacinando os animais contra a raiva. A campanha é intensificada no mês de agosto, mas a vacinação acontece de janeiro a janeiro no CCZ.

A Prefeitura prevê vacinar 160 mil animais, o que segundo os dados da campanha de 2020, correspondia a 80% do público alvo. Gerente do serviço de controle de raivas e outras zoonoses, a médica veterinária Cláudia Macedo, explica que a vacinação antirrábica é anual e obrigatória nos cães e gatos, por se tratar de uma zoonose fatal em quase 100% dos casos. "E têm grandes chances de acometer os humanos, caso os animais não estejam vacinados", pontua.

Uniformizados, agentes estão batendo nas casas para cadastrar animais. Dados ajudam na criação de políticas públicas. (Foto: Divulgação/Sesau)
Uniformizados, agentes estão batendo nas casas para cadastrar animais. Dados ajudam na criação de políticas públicas. (Foto: Divulgação/Sesau)

Para vacinar, a gerente explica que é preciso que os animais tenham mais de 120 dias de vida e estarem em bom estado de saúde. Quando se trata da primeira dose, Cláudia descreve que pode sim dar reação nos bichinhos, e aconselha fazer uma compressa no local da vacina.

Paralela à vacinação, os agentes do CCZ seguem fazendo a coleta de dados sobre a quantidade de animais que vivem em Campo Grande. O último levantamento foi feito em 2015.

Censo - Neste ano, a pesquisa vai coletar dados de cães e gatos domiciliados, de rua, e também os de colônia, que são aqueles que vivem em áreas abandonadas como imóveis, terrenos baldios ou construções inacabadas. Tudo isso serve para embasar a criação de políticas públicas e ações do Centro de Controle de Zoonoses.

O censo já passou na região Sul, nos bairros Aero Rancho, Pioneiros, Vila Jacy, e agora estão na região leste e do Bandeira. Na semana que vem, será  vez da região do Segredo, começando pelo Nova Lima.

"O cadastramento é muito importante para desenvolvermos as próximas ações e termos um balanço do que está sendo efetivo, além de ter a contagem total de animais", ressalta Cláudia.

Vacina antirrábica começa a ser dada nas casas; animais precisam ter 4 meses de vida e estarem com boa saúde. (Foto: Divulgação/Sesau)
Vacina antirrábica começa a ser dada nas casas; animais precisam ter 4 meses de vida e estarem com boa saúde. (Foto: Divulgação/Sesau)

Em 2015, o censo mostrou que Campo Grande tinha 160 mil animais. Número que segundo o CCZ, pode ter aumentado até 20%. A Prefeitura espera direcionar, depois do número atualizado de animais, programas de ações de controle populacional, como aumento do quantitativo de vagas para castração. "Precisamos saber se está sendo efetivo este controle de natalidade, se estamos tendo resultados das nossas ações", comenta a gerente.

O telefone para tirar dúvidas quanto à vacinação e ao Censo é o 2020-1800.

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