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Campo Grande, Segunda-feira, 22 de Julho de 2019

11/07/2019 18:10

Depois de 4h30, manifestantes liberam pista, mas só por 10 minutos

Moradores fecharam anel viário depois que a Energisa cortou a energia elétrica irregular em comunidade do Jardim Centro-Oeste

Gabriel Neris e Clayton Neves
Trânsito foi liberado parcialmente na BR-163 (Foto: Clayton Neves)Trânsito foi liberado parcialmente na BR-163 (Foto: Clayton Neves)

Depois de 4 horas e 30 minutos, os manifestantes que bloqueiam o anel viário, em Campo Grande, liberaram o tráfego de veículos de apenas uma das pistas por volta das 17h30 desta quinta-feira (11). Parte da barricada, formada por galhos, pneus e cones, foi desmontada duas depois da chegada dos defensores públicos, que participam da negociação.

O protesto é formado por moradores do Jardim Centro-Oeste, que ocupam o terreno da Homex, e que tiveram a energia elétrica irregular cortada nesta manhã. O trânsito está sendo liberado em sistema de pare e siga a cada 10 minutos. O primeiro trecho liberado foi o da BR-163 sentido Campo Grande (assista abaixo).

Durante o protesto, os defensores públicos Homero Lupo Medeiros e Claudia Bossay Fassa tentaram convencer os moradores, que pediam a presença de algum representante da prefeitura. Porém, os defensores disseram que o Executivo nada pode fazer nesse caso e que a primeira medida a ser tomada será entrar com ação civil pública amanhã solicitando a religação da energia elétrica considerando que há crianças e idosos no local.

Os moradores dizem que vão acampar no local, mas o protesto começa a enfraquecer nesse início de noite. O protesto começou com cerca de 550 pessoas. Os representantes dizem que após os 10 minutos de pare e siga, o tráfego será bloqueado por duas horas, e que a partir de 6h de sexta-feira será haverá novo bloqueio total. O Batalhão de Choque da Polícia Militar foi acionado. 

Em nota, a Energisa informou que a ação de combate ao furto “foi estruturada para garantir a segurança das 1.200 famílias que realizaram intervenções irregulares na rede elétrica. A ligação clandestina de energia oferece riscos à população, pois sobrecarrega a rede podendo ocasionar acidentes com mortes, incêndios, choques elétricos e curto-circuito. Conforme a Resolução 414 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), as distribuidoras de energia só podem regularizar o fornecimento de energia em áreas invadidas com a autorização do poder público concedente”.

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