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Capital

Deputado preso com fuzil, pistola e revólver usava “laranjas” para ter armas

Loester Carlos não pode ter armas porque foi enquadrado na Lei Maria da Penha

Por Gabriel Neris | 13/11/2020 10:49
Trutis com Ciro Nogueira, assessor e candidato a vereador (Foto: Reprodução)
Trutis com Ciro Nogueira, assessor e candidato a vereador (Foto: Reprodução)

O deputado federal Loester Carlos (PSL), conhecido como “Tio Trutis”, preso ontem (12) com fuzil embaixo da cama, recorria a “laranjas” para ter armamento em casa. Das três armas encontradas, nenhum registro foi apresentado, de acordo com a investigação da Polícia Federal.

Trutis não  consegue autorização para ter armas por responder processo  enquadrado na Lei Maria da Penha.

Ontem ,depois de acordarem o deputado, na casa dele no Bairro VIlas Boas, os policiais federais encontraram uma pistola, um revólver e um fuzil. Na sala da residência de Loester, os policiais acharam pistola 9mm em coldre, sobre uma caixa onde estava o revólver, junto a um aparador. Sob a cama do deputado, ao lado da janela, estava o fuzil Taurus, T4, calibre 5.56.

Trutis afirmou aos policiais que pagou R$ 17 mil pelo fuzil, mas que ainda estaria no nome do amigo Jiovani Batista da Silva porque a posse está em processo de transferência para a esposa do deputado, Raquelle Lisboa Alves. Mas nenhum protocolo do eventual processo administrativo foi apresentado.

Também apontou que utiliza o fuzil para prática de tiros em uma propriedade rural de Jiovani e que havia sido emprestada depois do suposto atentado que deu origem à investigação em fevereiro deste ano.

Os policiais federais também constataram que a arma era a mesma de publicação feita por Trutis em rede social.

Sobre as munições encontradas, dentro de um pote em forma de caveira, Trutis afirmou que foram compradas diretamente da fábrica em nome de Jiovani, que é CAC (Caçador, Atirador e Colecionador).

Sobre as outras duas armas, Ciro Nogueira, assessor e candidato a vereador em Campo Grande, garantiu à Polícia Federal que é o proprietário. Porém não apresentou registro das mesmas. Ciro afirmou que as armas foram “deixadas” na casa do deputado há oito dias. Uma delas estava municiada.

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