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Capital

Desembargador manda HC de vereador para colega julgar

Claudinho Serra foi preso por suspeita de envolvimento em fraudes de contratos milionários em Sidrolândia

Por Izabela Cavalcanti | 06/04/2024 12:39
Claudinho Serra durante sessão na Câmara Municipal (Foto: Divulgação/Arquivo)
Claudinho Serra durante sessão na Câmara Municipal (Foto: Divulgação/Arquivo)

O desembargador Emerson Cafure, da 1ª Câmara Criminal, declinou da responsabilidade de julgar o habeas corpus do vereador de Campo Grande, Claudio Serra (PSDB), o “Claudinho Serra”, preso na manhã de quarta-feira (3) durante a terceira fase Operação Tromper. A decisão saiu por volta das 11h30 deste sábado (06).

Como outros processos derivados da Tromper foram distribuídos por sorteio para a 2ª Câmara Criminal, nesta manhã, Cafure entendeu ser melhor que os mesmos magistrados julguem o pedido de liberdade elaborado pela defesa do vereador, sob o comando do criminalista Tiago Bunning.

O desembargador entende que podem haver entendimentos discrepantes, cabendo a relatoria ao colega, José Ale Ahmad Neto, que já recebeu pedidos de liberdade de outros alvos da operação. “É recomendado o exame na via recursal pelo mesmo Órgão Julgador, até porque foi quem analisou os fatos de forma exauriente no julgamento da mencionada apelação”, pontuou.

Prisão - Serra foi alvo de mandado de prisão preventiva sob suspeita de envolvimento em fraudes de contratos milionários em Sidrolândia, quando ainda era secretário Municipal de Fazenda, Tributação e Gestão Estratégica, até maio de 2023.

A operação saiu às ruas de Mato Grosso do Sul na quarta-feira em busca de provas de fraude em procedimento licitatório, falsidade ideológica, associação criminosa, sonegação fiscal e peculato, envolvendo Carmo Name Júnior; Ueverton da Silva Macedo, conhecido como “Frescura”; Ricardo José Rocamora Alves; Milton Matheus Paiva Matos; Ana Cláudia Alves Flores; Marcus Vinícius Rossentini de Andrade Costa e Thiago Rodrigues Alves.

A operação foi deflagrada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Nesta terceira fase, foram cumpridos 8 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão.

Investigação preliminar colocam sob suspeita contratos com a Prefeitura de Sidrolândia que somam R$ 15 milhões.

Claudinho é genro da prefeita de Sidrolândia, Vanda Camilo (PP). Ele assumiu, inicialmente, uma das cadeiras da Câmara Municipal de Campo Grande no dia 23 de maio do ano passado. Claudio era suplente do parlamentar professor João Rocha (PP), que se licenciou do cargo de vereador para assumir a secretaria de Governo da Prefeitura da Capital. Com a volta de Rocha para a Câmara, Claudinho Serra assumiu em março deste ano a vaga de Ademir Santana, que saiu para atuar na campanha eleitoral da legenda.

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