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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

17/04/2019 17:57

Despejo de comerciante da Antiga Rodoviária vai parar na delegacia

Clayton Neves
Policial Militar acompanha despejo de lojista na Antiga Rodoviária de Campo Grande. Policial Militar acompanha despejo de lojista na Antiga Rodoviária de Campo Grande.

Foi parar na delegacia o despejo do casal de idosos Jamalci Leite Campero, de 79 anos e Elza Ichi, de 65 anos. Na manhã desta quarta-feira (17), os idosos encontraram parte dos materiais de trabalho jogados na calçada da loja que ocupavam há 6 anos na Antiga Rodoviária. Tanto a síndica do prédio, quanto os dois, foram levados por equipe da Polícia Militar para registrar termo circunstanciado da ocorrência. Enquanto isso, os materiais retirados pela manhã permaneceram na calçada. 

Para o advogado do casal, o despejo foi ilegal porque nenhuma ordem judicial foi protocolada. “O que aconteceu foi exercício arbitrário das próprias razões”, afirma José Carlos Barros, que faz a defesa dos dois.

De acordo com o advogado, pela Lei, era preciso protocolar ação de reintegração de posse, a partir daí, o oficial de Justiça intimaria os comerciantes para apresentarem suas defesas e por fim, viria, ou não, a decisão de despejo.

Lojistas da região relataram que, a loja de onde Jamalci e Elza foram despejados, está penhorada pela Justiça por causa de dívidas trabalhistas do dono, e por isso, não poderia ser retomada por ele.

O caso - Responsável por uma sapataria que funcionava em uma das salas desocupadas no prédio da antiga rodoviária, na região da Rua Barão do Rio Branco, Centro da Capital, o comerciante Jamalci Leite Campero, de 79 anos, foi surpreendido nesta quarta-feira (17) ao chegar para trabalhar. Ao lado da esposa, de 65 anos, o idoso encontrou parte dos materiais de trabalho jogados na calçada do estabelecimento.

O despejo chamou atenção de quem passava pelo local e até mesmo de outros lojistas do prédio. “Na verdade a gente usava essa sala apenas como deposito. Há seis anos, o antigo sindico, permitiu que o local fosse ocupado pela gente, já que estava parado”, revelou o comerciante, que também aluga uma das salas do prédio desde 2000.

Elza Ichi, esposa de Jamalci, a atitude foi desnecessária. “Não estamos nos negando a sair, mas nenhum tipo de notificação ou documento foi nos apresentado. Se o dono pediu, vamos sair, mas precisamos de um tempo”, relatou. Ainda segundo ela, o marido enfrenta problemas de saúde e, recentemente, precisou ser hospitalizado, o que dificultou ainda mais a procura por um outro lugar.

Ao Campo Grande News, a sindica do prédio, Rosane Mely Lima, contou que já vinha conversando com o casal há pelo menos 5 meses e confessou que o pedido de despejo partiu dela.

Após se atentar para a situação do comércio, Rosane conta que entrou em contato com o proprietário e ele mesmo teria solicitado pegar de volta. A sindica afirma ainda que conversou mais de uma vez com o casal, inclusive na última sexta-feira (12), mas isso foi rebatido pelos comerciantes.

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