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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

18/01/2016 18:21

Divergência em depoimento é indício de que padastro participou de estupro

Alan Diógenes
Delegada da Depca, Daniela Kades, disse que vai ouvir mais pessoas para desvendar se padastro tem ou não participação no crime. (Foto: Marcos Ermínio)Delegada da Depca, Daniela Kades, disse que vai ouvir mais pessoas para desvendar se padastro tem ou não participação no crime. (Foto: Marcos Ermínio)

Divergência em depoimento levou a Polícia Civil a desconfiar da participação do padastro no estupro de uma menina de 9 anos, na madrugada desta segunda-feira (18), em Campo Grande. Primeiro ele disse à polícia que não conhecia o acusado de cometer o crime, o açougueiro Eder Canepa Lameu, 32 anos, sendo que o mesmo passou o Natal em sua casa, depois que havia se separado da mulher.

Conforme a delegada Daniela Kades da Depca (Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente), que ficou responsável pelo caso, outro desencontro de informações, entre o depoimento prestado por ele, pela menina e a pela mãe levantaram indícios de sua participação. “Ele disse que a menina estava em outro quarto no momento em que foi atacada, mas ela e a mãe disseram que a mesma dormia em uma cama de solteiro ao lado do casal no mesmo quarto”, explicou.

Segundo ela, o açougueiro Eder deixou cair o celular ao deixar a cena do crime. Quando pegaram o aparelho e viram a foto de Eder, o padastro e a mãe da criança já o reconheceram na hora como sendo o autor do crime. Depois em que a polícia foi acionada, o padastro mudou a versão dizendo que não conhecia Eder.

“Sendo que ele, a mulher e o Eder trabalharam juntos em um supermercado no Bairro Pioneiras. Depois ela deixou o serviço e seu companheiro e o Eder continuaram trabalhando no mesmo local. Eles sempre saíam do serviço e iam tomar cerveja juntos. Inclusive o Eder, recém-separado da esposa, passou o Natal na casa do casal e da criança, ou seja, eles eram bem amigos para depois o padastro dizer que eles não se conheciam”, explicou a delegada.

Em depoimento, Eder ressaltou que a ação teria sido planejada pelo padrasto da menina e que, inclusive ele teria facilitado sua entrada na casa. Versão que é negada pelo padastro. Ele disse que nunca teve motivos para cometer o crime e que também não tinha problemas de relacionamento nem com menina e nem com sua mãe. Também alega ter deixado a janela da casa aberta naquele dia por “esquecimento”.

O padastro disse ainda em depoimento, que não via Eder desde o dia 08 deste mês, que não sabia a motivação para o crime e o porque Eder estava o acusando. Para a polícia, Eder disse que eles se viram a última vez na sexta-feira (15) e ressaltou que não agiu por vingança, outra hipótese levantada como motivação para o crime, já que, segundo a mãe da garota, os dois teriam tido um relacionamento.

O depoimento da menina também leva à hipótese de crime premeditado. Ela disse à polícia: “Acho que ele planejou tudo isso, porque uma pessoa não conseguiria fazer tudo o que ele fez sem ter pensado antes”. A menina disse ainda que foi Eder que tirou sua calcinha, e que o conhecia do Natal, data em que o mesmo passou com sua família e a “olhou estranho durante toda a noite”.

Durante o crime, Eder roubou o celular da menina e da sua mãe. Nos celulares, a polícia descobriu várias conversas entre a mãe, a menina e sua irmã de 13 anos, falando da primeira menstruação da pequena. A mãe disse aos policiais que as conversas foram simuladas pelo autor do crime para dificultar o trabalho da polícia, quando ele fosse preso.

Com o inquérito em mãos, a delegada Daniela Kades pretende ouvir novamente a menina, ouvir a ex-mulher de Eder e pessoas ligadas à família da vítima, para saber como era a relação da criança com o padastro. A delegada tem 10 dias para concluir o inquérito, e quer fazer isso o mais rápido possível, já que a criança fica na cidade até o dia 21 deste mês, depois retorna para Bonito, onde mora com a avó.

Ladrão de calcinhas – Eder foi apontado como ladrão de calcinhas. Ele havia furtado diversas peças íntimas da mãe da menina, além da quantia de R$ 200.

Também quando foi preso em seu apartamento, uma vizinha percebeu a movimentação e disse à polícia que suspeitava que o mesmo estava furtando as suas calcinhas e de sua filha do varal. Depois segundo ela, as calcinhas apareciam no mesmo varal com marcas de sémen. Outras testemunhas chegaram a flagrar Eder furtando as calcinhas. Ele não tem tem antecedentes criminais.

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