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Capital

Dois falam sobre policial que matou ex-esposa e interrogatório é adiado

Por Nadyenka Castro | 27/06/2011 16:49

Um deles esteve no local do crime

Soldado Paulo Cesar Lucas, no Fórum, em maio, quando foram ouvidas testemunhas de acusação. (Foto: João Garrigó)
Soldado Paulo Cesar Lucas, no Fórum, em maio, quando foram ouvidas testemunhas de acusação. (Foto: João Garrigó)

Dois policiais militares falaram à Justiça na tarde desta segunda-feira sobre o colega de trabalho, o soldado Paulo Cesar Lucas Batista, que na madrugada do dia 30 de janeiro deste ano matou a tiro a ex-esposa, a agente de saúde Luciana Chaves Farias, de 35 anos. Um deles esteve no local do crime.

O interrogatório dele, que estava marcado para ser realizado também hoje, foi adiado. Os advogados e o réu preferiram esperar a conclusão das oitivas das testemunhas de defesa e a nova data para o depoimento do policial ainda não foi marcada.

A primeira testemunha ouvida nesta segunda-feira é um policial que é amigo do acusado há aproximadamente “oito, nove anos”. Ele declarou que frequentava a residência de Paulo Cesar e de Luciana e que por duas vezes presenciou cenas de ciúmes protagonizadas pelo casal - sendo uma na casa e outra em um clube.

“Ela tinha muito ciúmes dele”, contou. Sobre o soldado Lucas, a testemunha falou. “Bom profissional. Sem faltas. Tranquilidade Total”.

O segundo policial ouvido esteve no local onde Luciana foi morta e disse que o ambiente era escuro e que precisou de lanterna e da indicação de Paulo Cezar para enxergar o local exato onde a mulher estava caída.

Declarou também que foi o acusado quem ligou para a PM (Polícia Militar) e para o Corpo de Bombeiros. O policial declarou ainda que a pistola de Paulo Cesar - de onde saiu o tiro que matou Luciana - estava com o carregador com 11 munições e havia uma no ‘gatilho’, todas intactas.

Ao ser questionado pelo promotor de Justiça Renzo Siufi - acusação- sobre a capacidade de munições do carregador, a testemunha não precisou e explicou que depende da arma e do policial, sendo que muitos utilizam um com capacidade para 13 munições.

Mais testemunhas - Outras três pessoas arroladas pela defesa de Paulo Cesar já prestaram depoimento à Justiça e outra mesma quantidade ainda irá ser questionada. Uma em São Paulo, uma em Ponta Porã e outra em Campo Grande. Somente após estes depoimentos é que o réu será interrogado.

O caso -Paulo e Luciana viveram juntos por 16 anos e na data do crime estavam separados havia duas semanas. Familiares declararam em juízo que ambos costumavam ingerir bebidas alcoólicas constantemente e a relação era marcada por ciúmes.

E o ciúmes é uma das hipóteses levantadas sobre o motivo que teria levado Luciana a ir em plena madrugada à quitinete onde o ex-marido estava morando. Ele diz que ela arrombou a porta e pensando ser um ladrão, atirou.

Investigadores da Polícia Civil ouvidos em juízo declaram que Luciana foi atingida por dois tiros. O policial está preso no Presídio Militar. Ele foi autuado em flagrante.

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