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Capital

Duas empresas são habilitadas para licitação da reforma do Teatro do Paço

Espaço foi inaugurado no fim da década de 1970, mas começou a perder espaço até fechar de vez em 2010

Por Adriel Mattos | 01/07/2022 09:18
Teatro é palco apenas de pequenos eventos da prefeitura atualmente. (Foto: Paulo Francis/Arquivo)
Teatro é palco apenas de pequenos eventos da prefeitura atualmente. (Foto: Paulo Francis/Arquivo)

A prefeitura da Capital habilitou duas empresas para a licitação para a reforma do Teatro José Octávio Guizzo, mais conhecido como Teatro do Paço. O aviso foi publicado na edição desta sexta-feira (1º) do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande).

Prosseguem na disputa a MRL Comércio de Materiais Elétricos e Serviços e a Tascon Engenharia. Ambas têm sede na Capital. O investimento previsto é de R$ 1 milhão e vencerá a empreiteira que oferecer o menor valor.

Pelo projeto, a obra prevê a troca das instalações elétrica e hidráulica, troca de piso com novo revestimento e acabamento, colocação de forro, rampas de acesso, troca de poltronas e adequação e modernização cênicas, como placa acústica e de luminárias específicas.

De acordo com informações já divulgadas, a obra não é reforma completa, mas adequação para garantir acessibilidade e segurança. O espaço do teatro terá capacidade para 150 espectadores.

Histórico – O projeto do teatro, originalmente feito pelo arquiteto Ciríaco Maymone, faz parte do complexo do Paço Municipal, cujas obras foram iniciadas em 1971, na gestão do então prefeito Antônio Mendes Canale. Além da sede da prefeitura, haveria um prédio para a Câmara e um anfiteatro.

O sucessor de Canale, Levy Dias, chegou a transferir a prefeitura do prédio na esquina das avenidas Afonso Pena e Calógeras - que hoje abriga uma agência bancária - para o piso superior do Terminal Rodoviário Heitor Laburu, que viria a ser desativado em 2009. As obras do novo Paço foram concluídas em 1978, e no início do ano seguinte, o então chefe do Executivo municipal, Marcelo Miranda Soares, liderou a mudança para o novo prédio.

Em 1989, o anfiteatro passou pela primeira reforma e ganhou o atual nome. Três anos depois, ganhou nova revitalização. Com a abertura do anfiteatro da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), do Teatro Aracy Balabanian e do Teatro Prosa, o Teatro do Paço começou a perder espaço.

A prefeitura chegou a utilizar o prédio como central do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) até 1999, quando a Câmara deixou o prédio do complexo, na Rua Arthur Jorge, e mudou a central para o local atual. Assim, o teatro virou depósito até fechar as portas definitivamente em 2010.

Em 2018, o então deputado federal Luiz Henrique Mandetta assinou emenda para a reforma do teatro. De lá para cá, o projeto foi readequado para que pudesse ser feito dentro dos recursos previstos, até que foi aprovado pela CEF (Caixa Econômica Federal) no fim de 2019.

Porém, entre o lançamento do certame e a formalização do contrato com a MDP Construção, em 2021, os preços dos itens previstos para reforma subiram, tornando a negociação inviável, forçando o lançamento de uma nova licitação. Naquele mesmo ano, o espaço foi reaberto para eventos da prefeitura.

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