Dupla investigada por 4 execuções se apresenta e nega autoria de crimes
Casos recentes que teriam envolvimento dos suspeitos são a morte de um adolescente e de um homem carbonizado

Suspeitos de envolvimento em uma sequência de quatro homicídios em Campo Grande, Paulo Gustavo Silva de Oliveira Amaro, conhecido como “TH”, de 19 anos, e Miguel Oliveira da Silva, de 18, se apresentaram à Polícia Civil nesta terça-feira (15) para negar participação nos crimes. Os dois já haviam sido presos pela morte de um adolescente de 14 anos, no Jardim Noroeste, mas deixaram a prisão após audiência de custódia.
RESUMO
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O advogado William Frata, que acompanha a dupla, afirmou que os clientes serão ouvidos pela Polícia Civil e que decidiram se apresentar depois que os nomes passaram a ser relacionados aos assassinatos mais recentes. Segundo ele, Paulo e Miguel negam a autoria de todos os crimes. Conforme apurado pela reportagem, os dois foram conduzidos à DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) onde serão ouvidos.
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“Eles vieram para negar a autoria destes daqui. Vieram se apresentar porque as reportagens começaram a sair que são eles. Aí eles vieram se apresentar para negar a autoria”, afirmou o advogado.
Conforme William, os dois são apontados nas investigações como suspeitos de quatro homicídios: a execução do adolescente de 14 anos, no Jardim Noroeste; a morte de Kauã Phelipe Florêncio de Almeida, de 21 anos, no Bairro Taquarussu; o assassinato do adolescente de 17 anos, conhecido como “Peixinho”, no Parque do Lageado, na noite de segunda-feira (14); e o homicídio que terminou com o corpo carbonizado encontrado nesta terça-feira (15).
O advogado disse que Paulo e Miguel não conheciam as vítimas. Questionado sobre o motivo de os dois terem entrado no radar das investigações, respondeu que acredita que a suspeita pode estar relacionada à “maneira de atuar” nos crimes.
“Eu acredito que deve ter alguma verossimilhança, né, maneira de atuar”, disse.
Caso do Noroeste
Paulo e Miguel foram presos após a morte do adolescente de 14 anos, executado a tiros no Jardim Noroeste. Os dois foram encontrados no Bairro Paulo Coelho Machado com uma Honda Twister vermelha, apontada como a motocicleta usada no crime, além de uma pistola Sarsilmaz CM9 calibre 9 mm, carregador e 14 munições.
Conforme o registro policial, Paulo teria declarado que usou a arma no assassinato. Miguel, que conduzia a motocicleta, afirmou que não participou da execução e que teria sido chamado apenas para dirigir.
O adolescente foi perseguido por dois homens em uma motocicleta e morto com vários tiros. Câmeras de segurança registraram a perseguição pelas ruas Pinheiro Machado e Vassouras. A motivação do crime ainda era investigada.
Jovem morto no Taquarussu
Outro caso citado pelo advogado é o de Kauã Phelipe Florêncio de Almeida, de 21 anos, assassinado com cerca de seis tiros dentro de uma residência na Rua Madre de Deus, no Bairro Taquarussu.
O crime ocorreu no dia 7 deste mês. Segundo a investigação, três homens encapuzados foram vistos caminhando pela região. Dois deles entraram na casa e atiraram contra Kauã, enquanto um terceiro permaneceu do lado de fora.
Kauã já havia sido alvo de um atentado em outubro de 2025, quando homens invadiram uma casa no Bairro Portal Caiobá e atiraram contra ele. Na época, ele foi atingido por três disparos.
Adolescente morto no Lageado
Na noite de segunda-feira (14), o adolescente de 17 anos conhecido como “Peixinho” foi morto a tiros no Parque do Lageado. Segundo o boletim de ocorrência, ele havia se envolvido em uma briga horas antes do assassinato e chegou a ser agredido e ameaçado por desconhecidos.
Testemunhas disseram que, durante a confusão, um homem teria gritado “CV tem que morrer”. Pouco depois, o adolescente deixou uma tabacaria e caminhou em direção a uma conveniência, onde foi atingido por cerca de nove disparos.
O atirador, descrito como um homem alto, magro e negro, fugiu em um Chevrolet Corsa branco em direção ao Bairro Los Angeles. A Polícia Civil investiga o caso.
Corpo carbonizado
O quarto homicídio citado pelo advogado é o caso que mobiliza a polícia nesta terça-feira (15). Rapaz foi encontrado morto na manhã desta terça-feira (15) em um barraco incendiado na Comunidade Homex, localizada no Bairro Jardim Centro Oeste, em Campo Grande. A vítima foi identificada como Alan de Souza Maldonado, de 21 anos. O corpo apresentava marcas de carbonização parcial e lesões visíveis na região do rosto, com sinais de trauma.
Paulo e Miguel estão sendo ouvidos pela Polícia Civil sobre os casos. De acordo com o advogado, o inquérito relacionado à morte de Kauã, no Taquarussu, tramita separadamente pela região, enquanto os demais casos são tratados em outra frente de investigação.
Frata afirmou ainda que os dois serão ouvidos na delegacia antes de seguirem para a unidade especializada em homicídios. “São os mesmos [suspeitos]. Vieram se apresentar para negar a autoria”, reforçou o advogado.
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