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Lado Rural

MS deve colher 2,1 milhões de toneladas a mais em um ano

Produção chega a 30,7 milhões de toneladas, com aumento da área plantada e da produtividade

Por Duda Schindler | 15/09/2026 13:53
MS deve colher 2,1 milhões de toneladas a mais em um ano

Mato Grosso do Sul deve encerrar a safra 2025/26 com 30,7 milhões de toneladas de grãos, crescimento de 7,4% em relação ao ciclo anterior. O volume representa cerca de 2,1 milhões de toneladas a mais, segundo o 12º levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), divulgado em setembro.

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Mato Grosso do Sul deve fechar a safra 2025/26 com 30,7 milhões de toneladas de grãos, alta de 7,4% em relação ao ciclo anterior, segundo a Conab. O avanço foi puxado pela expansão de 3,8% da área plantada e pelo aumento de 3,5% na produtividade. O Estado teve o maior crescimento do Centro-Oeste, mas o trigo sofreu perdas com a brusone, enquanto o milho segunda safra teve a estimativa de rendimento elevada.

Na temporada passada, foram produzidas 28,6 milhões de toneladas. O crescimento de MS ficou acima da média brasileira, de 2,6%. No País, a produção deve passar de 352,5 milhões para 361,7 milhões de toneladas.

O resultado estadual combina expansão das lavouras e melhora no rendimento. A área plantada aumentou 3,8%, de 6,645 milhões para 6,895 milhões de hectares. Já a produtividade média subiu 3,5%, de 4.303 para 4.455 quilos por hectare.

Entre os estados do Centro-Oeste, MS teve o maior crescimento percentual da produção. Mato Grosso avançou 2,6% e o Distrito Federal, 1,1%, enquanto Goiás registrou queda de 10,8%.

No milho segunda safra, a Conab aumentou a estimativa de produtividade de Mato Grosso do Sul após o avanço da colheita. No início de setembro, cerca de 96% da área já havia sido colhida. Os rendimentos variaram bastante entre as regiões, de 3 mil a 10 mil quilos por hectare.

Já o trigo sofreu perdas provocadas pela brusone, principalmente no sul do Estado e na região de fronteira. A doença reduziu a produtividade e também afetou a qualidade dos grãos, levando a Conab a revisar a estimativa para baixo.