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Política

Cabos eleitorais cobram atrasados em protesto no comitê de Ana Portela

Candidata a deputada estadual diz que contratos diretos estão em dia e apura situação dos manifestantes

Por Duda Schindler | 15/09/2026 13:03

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Trabalhadores protestaram nesta terça-feira, em Campo Grande, em frente ao comitê da candidata a deputada estadual Ana Portela, do PL, cobrando pagamentos que dizem estar atrasados desde 31 de agosto. Eles afirmam ter trabalhado para a campanha e não recebido parcelas prometidas. A assessoria da candidata negou atraso em contratações diretas, disse que os pagamentos estão em dia e informou que apura possível mal-entendido sobre a responsabilidade pelos valores.



Trabalhadores fizeram um protesto em frente ao comitê da candidata a deputada estadual Ana Portela (PL) nesta terça-feira (15), em Campo Grande, para cobrar pagamentos que afirmam estar atrasados desde o fim de agosto. A campanha, por outro lado, diz que todas as contratações feitas diretamente estão em dia e afirma que os manifestantes não têm vínculo contratual direto com a candidatura.

Durante o protesto, o grupo de cabos eleitorais afirmou ter trabalhado para a campanha de Ana Portela e reclamou que pagamentos prometidos não foram realizados. Segundo os manifestantes, os atrasos começaram em 31 de agosto.

“Estamos aqui no gabinete da Ana Portela. Não teve pagamento do trabalho do povo”, afirmou um dos participantes.

Os trabalhadores alegam que valores referentes a diferentes períodos de trabalho continuam pendentes. Durante a manifestação, eles disseram que não receberam a primeira, a segunda nem a terceira parcela referente às quinzenas trabalhadas.

Procurada pelo Campo Grande News, a assessoria da candidata Ana Portela contestou que haja atraso em contratos firmados diretamente por sua campanha.

“Todas as contratações realizadas diretamente pela nossa campanha estão rigorosamente em dia, inclusive quanto aos respectivos pagamentos, o que pode ser verificado na prestação de contas parcial recentemente apresentada à Justiça Eleitoral”, afirmou.

Segundo a assessoria, a presença dos trabalhadores no comitê surpreendeu a equipe. E em uma verificação inicial não houve identificação do vínculo contratual direto entre os manifestantes e a campanha.

“Até o momento, verificamos que essas pessoas não possuem vínculo contratual direto com a nossa campanha, razão pela qual acreditamos que possa ter ocorrido algum mal-entendido quanto à responsabilidade pelos pagamentos mencionados”, declarou.

A assessoria da Ana Portela acrescentou que a situação está sendo apurada internamente para identificar o que ocorreu e esclarecer quem seria responsável pelos pagamentos cobrados.